30 de dez de 2010

Se um brasileiro num dia de dezembro…

Não, não pergunte nada. Pense apenas que, se um anjo bateu exatamente à sua porta nesta época do ano, e se tão exato entrou e sentou à sua frente, ninguém melhor do que ele saberá, com exatidão, o que fazer. Então espere.

(Caio Fernando Abreu. Se um brasileiro num dia de dezembro… In: Pequenas Epifanias)

9 de dez de 2010

Maria Bethânia | Vida Real



Você desconversa, você pode tapar o sol
E me desconcerta
Deixando o meu sangue sem sal
Você atravessa o sentido de cada sinal
Que eu mando de dentro do azul
Desse amor que é só seu afinal, só meu afinal
Tão forte querendo eu me multiplico por mil
Você não está vendo há uma coisa que é você e eu
Que brilha no espaço no tempo no céu e no chão
Que arde mesmo aquém e além
Desse jeito de eu dizer que sim e você que não
Um dia você vai voltar
Como numa canção do passado
Dizendo que fui muito burra
Em não atender ao chamado
Agora entre os dedos
Você deixa escorrer o mel
Se agarra a segredos e medos e ponto final
Mas é sempre assim
É uma regra maldita e geral
Ou feia ou bonita
Ninguém acredita na vida real

(Caetano Veloso)

Maria Bethânia | Alteza



Quando meu homem foi embora
Soprou aos quatro ventos um recado
Que meu trono era manchado
E meu reino esfiapado
Sou uma rainha que voluntariamente
Abdiquei cetro e coroa
E que me entrego e me dou
Inteiramente ao que sou
A vida nômade que no meu sangue ecoa
Abro a porta do carro fissurada
Toma-me ao mundo cigano
E sou puxada por um torvelinho
Abraça a todos os lugares
Chamam por mim os bares poeirentos
E eu espreito da calçada
Se meu amor bebe por lá
Como me atraem os colares de luzes
À beira do caminho
Errante, pego o volante
E faço nele o meu ninho
Pistas de meu homem
Aqui e ali rastreio
Parto pra súbitas, inéditas, paisagens.
Acendo alto o meu farol de milha
Em cada uma das cidades por que passo
Seu nome escuto na trilha
Aldeia da Ajuda, Viçosa
Porto Seguro, Guarapari, Prado
Itagi, Belmonte, Prado
Jequié, Trancoso, Prado
Meu homem no meu coração
Eu carrego com todo cuidado
Partiu sem me deixar nem caixa-postal, direção
Chego a um lugar
E ele já levantou a tenda
Meu Deus! Será que eu caí num laço
Caí numa armadilha, uma cilada
E que este amor que toda me espraiou
Não passou de uma lenda
Pois quando chego num lugar
Dali ele já levantou a tenda
A tenda

(Caetano Veloso e Wally Salomão)

Felicidade Clandestina | Clarice Lispector (por Aracy Balabanian)



Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

Clarice Lispector
O Primeiro Beijo
São Paulo, Ed. Ática, 1996

Das Vantagens De Ser Bobo | Carice Lispector (por Aracy Balabanian)



O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!

Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

6 de dez de 2010

Ri do rato

Suicídio é coisa séria!!!
Eu sei que é, por que até eu já passei por uma situação de desespero, depressão e com um final quase trágico. Fui salva por que meu pai chegou e me levou para um hospital.

Então, agora vocês já sabem, além de uma criança arteira fui uma adolescente problemática!!!
Mas não foi para contar este episódio triste de minha vida, que sentei aqui em frente ao meu amigo computador.

A história que vou contar é exagerada, cheia de percalços e mal entendidos que até a morte levaram.
Pode ter até certo humor negro, que hoje eu estou inspirada para isso. Calor de quarenta graus, ar condicionado estragado... Mas vamos lá não ta morto quem peleia!!! Ou tem sorte...

Tinha uma amiga, que me parecia perfeitamente normal. Tão normal quanto eu!!! Coitada...sei que não sou nada normal...rs....
Pois bem, um belo dia ela resolveu que ia se matar!! Pois é capote, acabar com sua raça.

Pensou em tomar ri do rato, conhecido remédio que acaba com as pragas roedoras. Imaginou que o gosto devia ser muito ruim, e queria tomar uma grande quantidade para que não restasse duvidas quanto ao resultado da obra.

Abacateiro no pátio, época de abacates!!! Mãos a obra!
Fez uma batida, ou vitamina, como preferirem. Misturou o ri do rato.
Cheirou, achou que estava bom, só tinha cheiro de abacate. Até que tinha uma boa aparência, geladinho e bem verdinho, estava doce é claro!

Porém achou que havia colocado pouco ri do rato, então decidiu dar um pouco para o cachorro da casa, um pastor alemão. Cachorro de grande porte, se ele não resistisse certamente ela também não iria.
O cachorro tomou tudo, feliz da vida, balançando o rabo satisfeito em ter algo diferente da usual ração.

Ela ficou na expectativa, só a observar.

O cachorro parecia o mesmo, nada de tremeliques, amolecimento de pernas, babas e ganidos. Achou que ia demorar um pouco para fazer efeito.

De súbito, achou melhor dar uma voltinha pela cidadezinha, visitar os seus lugares favoritos, quem sabe dar um último adeus à única amiga e ao safado do namorado que lhe dera um pé na bunda.
Guardou a vitamina na geladeira, queria conservar bem geladinha.

Deu uma volta rápida, coisa de trinta minutinhos, precisava voltar logo para olhar o Sultão.
Seu medo era ficar paralítica ou com alguma seqüela no cérebro (como se já não tivesse algumas, coitada), por isso contava que o cão já estivesse morto, se estivesse vivo e todo torto não tomaria o veneno.

E foi assim, que se sucedeu então: Encontrou o pobre Sultão , jogado no chão, olhos ainda esbugalhados, mas ,nem um suspiro no peito de cão.

Quando entrou na cozinha percebeu em choque o tio! Que era um folgado, daqueles que com certeza iria tomar a vitamina dos outros e ainda fazer cara de santo, no caso agora cara de morto! Cara de morto sim, por que ele estava pronto para servir num copo alto a deliciosa e mortífera vitamina!

Estabanada e afoita ela lhe deu um tapa, virando assim todo o creme verde dentro da pia.
Ele sem entender nada e achando que era mais uma mesquinhez e implicância da enervante adolescente saiu resmungando.

Ela achou melhor adiar o ato de morrer.
Tudo indicava que ia mesmo dar certo, a julgar pelo cão.
Mas também poderia ser um sinal o tio tentar se matar no lugar dela.
Melhor esperar mais um ou dois dias!!
Podia até ser que a vida melhorasse!!!! Ela achou.

Simone Mottola

KCN

1-Coloque água do filtro (não usar água mineral alguma, nem refrigerante ou água tônica, em virtude de sua acidez) num copo pequeno;

2- Dissolva nela um grama, ou no máximo um grama e meia, de cianureto de potássio. (o uso de quantidade maior provocará a sensação de queimadura na garganta).

3- Espere 5 minutos (para que a dissolução se tenha completado) antes de beber. (não é necessário beber em seguida, mas isso deve ser feito dentro de algumas horas, no máximo).

3 de dez de 2010

Dalva de Oliveira | Bom dia

Errei, Sim

Errei, sim
Manchei o teu nome
Mas foste tu mesmo o culpado
Deixavas-me em casa
Me trocando pela orgia
Faltando sempre
Com a tua companhia

Lembro-te agora
Que não é só casa e comida
Que prende por toda vida
O coração de uma mulher
As jòias que me davas
Não tinham nenhum valor
Se o mais caro me negavas
Que era todo o teu amor
Mas se existe ainda
Quem queira me condenar
Que venha logo
A primeira pedra me atirar

(Ataulfo Alves)


Dalva de Oliveira




Ângela Maria




Roberta Sá

30 de nov de 2010

Vanessa da Mata | Te Amo

Mas o pior não é não conseguir
É desistir de tentar
Não acredite no que eles dizem
Perceba o medo de amar
Eu cresci ouvindo anedotas, clichês e chacotas, frustrações
Sobre amasiar, se casar, se entregar seria fraquejar
Te amo, Te amo, Te amo
Te amo, Te amo, Te amo
E se o tempo levar você, e um dia eu te olhar e não te reconhecer
E se o romance se desconstruir, perder o sentido e me esquecer por ai
Mas nós somos um quadro de Klimt, O beijo para sempre, fagulhando em cores
Resistindo a tudo seremos dois velhos felizes de mãos dadas numa tarde de sol
Pra sempre
Te amo, te amo, te amo
Te amo, te amo, te amo

(Vanessa da Mata)




Vanessa da Mata | O Tal Casal

Depois que o mal tempo foi
Eu vi você chegando
Trazia o rosto doce, bom e aliviado
Nada mais incerto
Passava também um tempo

Voltávamos a ser então o tal casal
Apaixonado, apaixonado

Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim

Agora mais que nunca somos o tal casal
Apaixonado, apaixonado

E não adianta alguém
Querer que não seja assim
Isso aqui não é o mal
E se anula por si só
E não adianta ir
Tentar se esconder, fugir
Sabedor é quem está
Amadurece e recebe
O presente... presente...

Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir

(Vanessa da Mata)



Vanessa da Mata | Vá


Não fale mais, leve o que é seu e só

Que o sol já vem e com ele outro dia

Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que eu sofra mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz

Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz
Preciso ser mais forte, para não voltar atrás
Aliviando desespero, para adiar o sofrimento
Cresça,
Me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz

(Vanessa da Mata - Lokua Kanza)



Vanessa da Mata | As Palavras

As palavras saem quase sem querer,
rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos,
da minha boca, dos meus ombros.
Se quiser ouvir é fácil perceber.

Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.

Tentei, rasguei sua alma e pus no fogo.
Não assoprei, não relutei.
Os buracos que eu cavei não quis rever
Mas o amargo delas, resvalou em mim.
Não deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão

Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.

As palavras fogem se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem não me fazem dormir
Adoece e curam, não me dão limites
Vá com carinho, no que vai dizer

Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.

(Vanessa da Mata)



Vanessa da Mata | O Masoquista e o Fugitivo

Há gente que escolhe sorrir
Há gente que escolhe chorar
Você escolheu a segunda opção
E eu escolhi sair
Não gosto de masoquismos
Eu prefiro me divertir
A nossa relação tem tudo pra não dar certo
Você só quer perder
E nada que fica assim pode vencer
Eu insisto em ser feliz
Mesmo que minhas condições me testem
Eu insisto em ser maior
Pra está sempre melhor
Há gente que escolhe sorrir
Há gente que escolhe chorar
Você escolheu a segunda opção
E eu escolhi sair (lalala)
Não gosto de masoquismos
Eu prefiro me divertir
Pois vá diante, que eu vou adiante
E assim quem sabe,
Você chorando será do jeito seu, completo

(Vanessa da Mata)



22 de nov de 2010

I'd do it all again

Ooh, you’re searching for something I know, won’t make you happy
Ooh, you’re thirsting for something I know, won’t make you happy
Ooh, you did it all again, you broke another skin
It’s hard to believe this time, hard to believe
That my heart, my heart’s an open door
You got all you came for, baby
So weary, someone to love is bigger than your pride’s worth
Is bigger than the pain you got for it hurts
And out runs all of the sadness
It’s terrifying, life, through the darkness

And I’d do it all again, I’d do it all again
I’d do it all again, I’d do it all again
You try sometimes but it won’t stop
You got my heart and my head’s lost, ooh yeah
I’ve been burning down these candles for love, for love
So weary, someone to love is bigger than your pride
Ooh, someone to love, mm, someone to love
Someone to love
Ooh, you’re searching for something I know, won’t make you happy
Ooh

(Corinne Bailey Rae)

Você está procurando por algo que sei que não te fará feliz
Você está sedento por algo que sei que não vai te fazer feliz
Você fez tudo outra vez, você quebrou outra camada
Dessa vez é difícil de acreditar, difícil de acreditar
Que meu coração, meu coração é uma porta aberta
Você conseguiu tudo que você queria
Tão cansado, alguém cujo valor do amor é maior que do orgulho
É maior que a dor que você tem
E se esgota toda a tristeza
É assustadora, a vida, através da escuridão

E eu faria tudo outra vez, eu faria tudo outra vez
Eu faria tudo outra vez, eu faria tudo outra vez
Às vezes você tenta, mas não pára
Você tem meu coração e minha cabeça está perdida
Eu tenho queimado essas velas pelo amor, pelo amor
Tão cansado, alguém cujo amor é maior que o orgulho
Alguém para amar, alguém para amar
Alguém para amar
Você está procurando por algo que sei que não te fará feliz
Ooh





15 de nov de 2010

Mayer Hawthorne | Your Easy Lovin' Ain't Pleasin' Nothin'

Caetano Veloso | Louco Por Você

Resta | Ana Carolina e Chiara Civello

Se io non posso parlare
Ora che sei con me
E' forse un modo di osare
Dimmi tu che cos'e'
Tu che raccogli il mio cuore senza far rumore

Da questo lato del fiume
Ogni cosa e' piu' facile
Le mani scorrono libere
Su di te
Che respiri le pause della mia canzone

Resta resta resta
Ora che scrivo il tuo nome
Sull'acqua del fiume
Passa tutto passa
Ma tu non sei una primavera, non sei una sera,
Se apro gli occhi e ti trovo ancora
Ancora…..

Eu já não respirar
Quando estou ao lado seu
Juro que me falta o ar
A paixão bateu
Você é aquela mulher escondida nas letras de tantas canções
Deste lado do rio posso ver tudo que é seu
Delicadeza e mistério
Que você nem percebeu
Quero chamar sua atenção com as pausas do meu violão

Resta nada resta
Leio seu nome nas águas do amor
Que corre a deslizar
Passa tudo passa
Se eu não consigo dizer
Só posso escrever cartas com o olhar

(Chiara Civello, Ana Carolina, Dulce Quental)

Chiara Civello, Vocals, Background Vocals, Wurlitzer, Melotron, Keys
Ana Carolina, Vocals, Acoustic Guitar
Guilherme Monteiro, Electric and Baritone Guitar
Jonathan Maron , Bass
Gene Lake, Drums
Mauro Refosco, Percussion


14 de nov de 2010

Leila Pinheiro e Roberto Menescal - Feliz Ano Novo

Hoje e para sempre Iemanjá da Silva!



Num Reveillon, no Leblon, ao luar
Fui jogar flores pra Iemanjá
E a morena surgiu, nem sei como
Brincando que era mal-de-amor
Eu sorri, olha só
Você adivinhou
De mãos dados seguimos pro Arpoador
Os foguetes no céu
Meia-noite e então
Houve um beijo infinito na beira do mar

Linda mulher, o teu nome, qual é?
Ela disse: “É melhor deixar pra lá!”
Somos a noite do Rio
A paixão
O mistério da lua passional
Respondi: “Então, tá!”
Sei que não foi normal
A ternura e o tesão no maior carnaval
O luar se escondeu
E a estrela mais só
Despencou desejando um romance banal

Quando amanheceu, ela se despediu
E entrou pelo mar
E, antes de mergulhar, disse:
“Eu ando emotiva demais! Um beijão! Meu nome é Iemanjá da Silva! Hoje e para sempre Iemanjá da Silva!
Fique em paz! Meu nome é Iemanjá da Silva!”

(Roberto Menescal / Aldir Blanc)

13 de nov de 2010

Cee Lo | Green 'Bright Lights Bigger City'

Se Acontecer | Djavan



As estrelas brilham sem saber,
Mas cada vez melhor
Pois foi só você aparecer
Todas desceram pra ver
Você brilhar de cor.
O que mais chamou minha atenção?
Sua expressão sutil
Isso eu já não posso esquecer
Porque não foi só visão,
O coração sentiu.

A tenda da noite enche de sombra
Um sonhar vazio
Percorri tantas fontes até ver você
Sair do nada pros meus horizontes
Que a manhã pura e sã
Com as mãos de jasmim vá roçar seu rosto
Pro amor ardente despertar por mim
Deus é pai, vai saber
Se acontecer, serei seu até o fim!

Em tempo de chuva, que chova:
Eu não largo da sua mão!
Nem que caia um raio
Eu saio sem você na imaginação.

(Djavan)

2 de nov de 2010

23 de out de 2010

Foi Deus

Não sei, não sabe ninguém
Porque canto fado, neste tom magoado
De dor e de pranto…
Neste tormento, todo sofrimento
Eu sinto que a alma cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus, que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas, deu ouro ao sol e prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar

Pôs as estrelas no céu
Fez o espaço sem fim
Deu o luto as andorinhas
Ai…e deu-me esta voz a mim

Se eu canto, não sei porque canto
Misto de ventura, saudade, ternura ou talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando, se tem um desgosto
E o pranto no rosto nos deixa melhor
Foi Deus, que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar
Foi Deus, que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar

Fez o poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu flores à primavera
Ai…e deu-me esta voz a mim

(Alberto Janes)


AMÁLIA RODRIGUES




ANTÓNIO ZAMBUJO




AMÁLIA HOJE

22 de out de 2010

Quarteto em Mim e António Zambujo | Muse + Milonga Carrieguera

PORTEÑO GORRION CON SUEÑO (Cantado)

En los ojos de mi niña,
contracompás de otros llantos,
anda una oscura nostalgia
de cosas que aún no han pasado.

La calle le echo los naipes
de odiar, recontramarcados,
la madre: hilaba Pérezas;
y el padre: arriaba fracasos.

La vieja tristonguería
del blues de los lunfardarios,
dá un qué sé yo a mi María
y otro al lomo de su gato.

(Recitado)

Zaina la voz, la cadera,
la crencha y los pechos zainos,
le van, de furca, en la espalda,
las ganas de veinte machos.

(Cantado)

De renoche, cuando llueve
siempre igual -siempre- en su patio,
le cuentan tangos de hadas
las bocas del subterráneo.

Setenta veces los siete
vientos del Sur, la han alzado;
sólo a mi voz ella entorna
su piel, su rosa y sus años.

María (Cantado)

Porteño Gorrión con Sueño,
vos nunca me alcanzarás.
Soy rosa de un no te quiero,
ya nunca me alcanzarás.

PORTEÑO GORRIÓN CON SUEÑO (Cantado)

Te irás de noche, María
de este cantón porteñato,
con la trenza destrenzada
y el sueño desabrochado.

Y los pardos camioneros
que estivan bronca al mercado
te harán un ramo de grelos
y un coro de navajazos.

Mas allá, en los masalláses
nocheteros y enwhiskados,
dos hippies de barba zurda
la insultarán con milagros.

(Recitado)

Las rubias mandragoneras
de un zodíaco mulato,
le harán trece mordeduras
en las líneas de la mano.

(Cantado)

Y un beso, que era un poco
de azafrán y de desgano,
se sabrá a página entera
como si fuera un asalto!

Setenta veces los siete
asombros le habrán robado,
le quedarán tres: el mío
y los ojos de su gato.

María (Cantado)

Porteño gorrión con Sueño,
ya nunca me alcanzarás...

PORTEÑO GORRION CON SUEÑO (Cantado)

Mi voz, en todas las voces
para siempre sentirás.

(Astor Piazzolla - Horacio Ferre)

María de Buenos Aires Suite

António Zambujo | Amor de Mel, Amor de Fel

Tenho um amor
Que não posso confessar...
Mas posso chorar
Amor pecado, amor de amor,
Amor de mel, amor de flor,
Amor de fel, amor maior,
Amor amado!

Refrão:

Tenho um amor
Amor de dor, amor maior,
Amor chorado em tom menor
Em tom menor, maior o Fado!
Choro a chorar
Tornando maior o mar
Não posso deixar de amar
O meu amor em pecado!

Foi andorinha
Que chegou na Primavera,
Eu era quem era!
Amor pecado, amor de amor,
Amor de mel, amor de flor,
Amor de fel, amor maior,
Amor amado!

Refrão:

Tenho um amor
Amor de dor, amor maior,
Amor chorado em tom menor
Em tom menor, maior o Fado!
Choro a chorar
Tornando maior o mar
Não posso deixar de amar
O meu amor em pecado!

Fado maior
Cantado em tom de menor
Chorando o amor de dor
Dor de um bem e mal amado!

(Amália Rodrigues / Carlos Gonçalves)

António Zambujo | Nem As Paredes Confesso

Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Isto é sincero
Porque não quero dar-te um desgosto

De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E até aposto
Que não gosto de ninguém
Podes rogar, podes chorar, podes sorrir também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso

Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
Por quem eu espero
Se gosto ou não afinal
Isso é comigo
Mesmo que penses que me convences
Nada te digo

(Artur Ribeiro / Francisco Trindade / Max)

13 de out de 2010

11 de out de 2010

Rues de mes souvenirs

Parfums venus d'Afrique me rappellent les temps
D'une douce vie passée auprès de toi
Que reste-t-il de nous maintenant, mon amour ?

Soleil de ton sourire illumine mes pensées
Tes yeux couleur d´ébène m´éclairent de beauté
Quel bonheur de sentir que tu es dans mon cœur
A jamais

Et le rêve d’une nouvelle nuit d´amour
Me hante toutes les nuits, je ne dors que le jour
Aussi loin que tu sois, près de moi n´est-ce pas, mon amour?

Errant dans les rues de mes souvenirs
Boulevard des meilleurs et faubourg des pires
Je passe devant l´impasse de mes désirs
Et voilà l´avenue de notre histoire finie

Errant dans les rues de mes souvenirs
Je vais suivant le chemin de l´instinct
Tout droit vers l´avenue de mon destin
Mais sans toi

(Wilson das Neves / Stephane San Juan)

atualização do post de 08/05/2008


6 de out de 2010

Ivete Sangalo e Rosa Passos | Dunas



Mês de março em Salvador
o verão está no fim.
Todo o mato está em flor
e eu me sinto num jardim

Quem sair do Abaeté
rumo à praia do Flamengo
não de carro mas a pé,
pelas dunas, mato a dentro

há de ver belezas tais
que mal dá pra descrever:
tem orquídeas, gravatás,
água limpa de beber

cavalinhas e teiús,
borboletas e besouros,
tem lagartos verdazuis
e raposas cor de ouro

Sem falar nos passarinhos,
centopéias e lacraus,
nas jibóias e nos ninhos
de urubus e bacuraus

Vejo orquídeas cor de rosas
entre flores amarelas
Dançam cores. Vão-se as horas
entre manchas de aquarela

Desce a tarde. Vem na brisa
um cheirinho de alecrim
Canta um grilo. Sinto a vida:
tudo está dentro de mim.

Mês de março em Salvador
o verão está no fim.
Todo o mato está em flor
e eu me sinto num jardim...

(Rosa Passos - Fernando de Oliveira)

5 de out de 2010

Eu já não sei | António Zambujo e Roberta Sá

Eu já não sei
Se fiz bem ou se fiz mal
Em pôr um ponto final
Na minha paixão ardente
Eu já não sei
Porque quem sofre de amor
A cantar sofre melhor
As mágoas que o peito sente

Quando te vejo e em sonhos sigo os teus passos
Sinto o desejo de me lançar nos teus braços
Tenho vontade de te dizer frente a frente
Quanta saudade há do teu amor ausente
Num louco anseio, lembrando o que já chorei
Se te amo ou se te odeio
Eu já não sei

Eu já não sei
Sorrir como então sorria
Quando em lindos sonhos via
A tua adorada imagem
Eu já não sei
Se deva ou não deva querer-te
Pois quero às vezes esquecer-te
Quero, mas não tenho coragem

Refrão

(Domingos Gonçalves Costa / Carlos Rocha)

Roberta Sá e António Zambujo | Novo Amor

4 de out de 2010

António Zambujo | Apelo



Ah, meu amor não vás embora
Vê a vida como chora, vê que triste esta canção
Não, eu te peço, não te ausentes
Pois a dor que agora sentes, só se esquece no perdão
Ah, minha amada me perdoa
Pois embora ainda te doa a tristeza que causei
Eu te suplico não destruas tantas coisas que são tuas
Por um mal que eu já paguei

Ah, minha amada, se soubesses
Da tristeza que há nas preces
Que a chorar te faço eu
Se tu soubesses num momento todo arrependimento
Como tudo entristeceu
Se tu soubesses como é triste
Perceber que tu partiste
Sem sequer dizer adeus

Ah, meu amor tu voltarias
E de novo cairias
A chorar nos braços meus

(Baden Powell e Vinicius de Moraes)

António Zambujo | Não me dou longe de ti



Não me dou longe de ti
Nem em sonhos eu consigo
Ter alguém no meio de nós
Só Deus sabe o que pedi
Para tu ficares comigo
E ouvires a sua voz

Só eu sei o que sofri
Quando sonhava contigo
E abria os olhos a sós

Sabes da minha fraqueza
Onde a faca tem dois gumes
Onde me mato por ti
É da tua natureza
Cortar-me o peito em ciúmes
E eu finjo que não morri

Mas é da minha tristeza
Esconder no fado os queixumes
E a cantar entristeci

À noite voltas de chita
Com duas flores no regaço
E tudo o que a Deus pedi
És tão minha, tão bonita
És a primeira que abraço
Aquela em que me perdi

Nem a minha alma acredita
Que me perco no teu passo
Não me dou longe de ti

Assim te quero guardar
Como se mais nada houvesse
Nem futuro, nem passado
De tanto, tanto te amar
Pedi a Deus que trouxesse
O teu corpo no meu fado

(João Monge | Alfredo dos Santos)

19 de set de 2010

Hallelujah

Now I've heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
It goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled king composing Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah

Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
She tied you
To a kitchen chair
She broke your throne, and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah

Baby I have been here before
I know this room, I've walked this floor
I used to live alone before I knew you.
I've seen your flag on the marble arch
Love is not a victory march
It's a cold and it's a broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

There was a time you let me know
What's real and going on below
But now you never show it to me, do you?
And remember when I moved in you
The holy dove was moving too
And every breath we drew was Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

You say I took the name in vain
I don't even know the name
But if I did, well really, what's it to you?
There's a blaze of light
In every word
It doesn't matter which you heard
The holy or the broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

I did my best, it wasn't much
I couldn't feel, so I tried to touch
I've told the truth, I didn't come to fool you
And even though
It all went wrong
I'll stand before the Lord of Song
With nothing on my tongue but Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah

(Leonard Cohen)

atualização do post de 24/05/2008





8 de set de 2010

26 de ago de 2010

25 de ago de 2010

Encontro

Gurdei o teu olhar, mas teu nome eu não sabia.
E a vida para mim começou naquele dia
eu andava pelas ruas te sonhando, te esperando,
te sentindo em cada samba
que do coração tirei.
Teu nome era segredo, mas ninguém quis me dizer.
E o mundo não sabia o quanto eu esperei.
Alô, alô! é o moço que canta samba?
sou eu a moça da festa, tenho em meu nome Maria
Tenho andado em tua vida, pelo que ouço dizer.
Faz um samba com meu nome
que eu me encontro com você.
Alô, alô! respondi farei agora!
Por favor não vai embora que eu preciso te dizer,
que a não ser minha viola não tenho muito na vida.
Meu pobre samba é a rosa que penso te oferecer.
Guardei o nosso encontro, teu sorriso teus encantos
E procurei todo mundo pra contar o que senti.
Cantei o samba em teu nome e vi no mundo o espanto
A ninguém guardei segredo do amor que consegui...

(Paulinho da Viola)


Paulinho da Viola




Ilana Volcov

O AMOR

Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zoo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa.
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em inumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo;
a mãe,
pelo menos a Terra.

(Wladimir Maiakovski)


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Talvez quem sabe um dia
Por uma alameda do zoológico
Ela também chegará
Ela que também amava os animais
Entrará sorridente assim como está
Na foto sobre a mesa
Ela é tão bonita
Ela é tão bonita que na certa
Eles a ressuscitarão
O Século Trinta vencerá
O coração destroçado já
Pelas mesquinharias
Agora vamos alcançar
Tudo o que não podemos amar na vida
Com o estrelar das noites inumeráveis
Ressuscita-me
Ainda que mais não seja
Por que sou poeta
E ansiava o futuro
Ressuscita-me
Lutando contra as misérias
Do cotidiano
Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me
Quero acabar de viver o que me cabe
Minha vida
Para que não mais existam
Amores servis
Ressuscita-me
Para que ninguém mais tenha
De sacrificar-se
Por uma casa, um buraco
Ressuscita-me
Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme
E o pai seja pelo menos o universo
E a mãe seja no mínimo a Terra
A Terra, a Terra

(Caetano Veloso - Ney Costa Santos - Wladimir Maiakovski)


atualização do post de 18/03/07


Celso Sim & Arthur Nestroviski

Russia in color, a century ago - The Big Picture - Boston.com

Russia in color, a century ago - The Big Picture - Boston.com

17 de ago de 2010

A Volta da Xanduzinha

Sofrimento não me assusta
Mariá
É meu vizinho de boas tardes
Mariá
Conhecer a ingratidão
Isso não
Isso não
Isso não
Quando ela tinha nada
Mariá
Eu abri a casa toda
Mariá
Quando eu precisei dela
Mariô
Mariô
Mariô
Foi, quem sabe, a vaidade
ou os oito boi zebu
ou a casa com varanda
dando pro norte e pro sul
Fiz a caminha dela
No manacá
O sapatinho dela
no manacá
E a roupinha dela
No manacá
Cadê agora?
Mana, maninha, como é triste recordar
A beleza do seu riso
É demais pra se lembrar
O vestido dos seus olhos
Se vestiu pra descansar.

(Tom Zé)



Xanduzinha

O cabôco Marcolino
Tinha oito boi Zebu!
Uma casa com varanda
Dando pro Norte e pro Su!
Seu paiol tava cheinho
De feijão e de Andu,
Sem contar com mais uns cobre
Lá no fundo do baú...
Marcolino dava tudo
Por um cheiro de Xandu!
Ai Xanduzinha!
Xanduzinha, minha flor!
Como foi que você deixou
Tanta riqueza pelo meu amor?
Ai, Xanduzinha!
Xanduzinha meu xodó!
Eu sou pobre, mas você sabe,
Que o meu amor
Vale mais que ouro em pó!

(Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira)



Festa | A Volta da Asa Branca

Sol vermelho é bonito de se ver,
Lua nova no alto que beleza,
Céu de azul bem limpinho é natureza,
Em visão que tem muito de prazer,
Mas o lindo pra mim é céu cinzento,
Com clarão entoando o seu refrão,
Prenúncio que vem trazendo alento,
A chegada da chuva no sertão,
Ver a terra rachada amolecendo,
O solo antes pobre enriquecendo,
O milho pro céu apontando,
Feijão pelo chão enramando,
E depois pela safra que alegria,
Ver o povo todinho num vulcão,
A negrada caindo na folia,
Esquecendo das mágoas sem lundu,
Belo é o Recife pegando fogo,
Na pisada do maracatu.

(Gonzaguinha)

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Já faz três noites
Que pro norte relampeia
A asa branca
Ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas
E voltou pro meu sertão
Ai, ai eu vou me embora
Vou cuidar da prantação
A seca fez eu desertar da minha terra
Mas felizmente Deus agora se alembrou
De mandar chuva
Pr'esse sertão sofredor
Sertão das muié séria
Dos homes trabaiador
Rios correndo
As cachoeira tão zoando
Terra moiada
Mato verde, que riqueza
E a asa branca
Tarde canta, que beleza
Ai, ai, o povo alegre
Mais alegre a natureza
Sentindo a chuva
Eu me arrescordo de Rosinha
A linda flor
Do meu sertão pernambucano
E se a safra
Não atrapaiá meus pranos
Que que há, o seu vigário
Vou casar no fim do ano.

(Luiz Gonzaga)


Elisa Paraíso



Elba Ramalho - Festa



Mariana Aydar - Festa

Respeita Januário | Juazeiro

Quando eu voltei lá no sertão
Eu quis mangar(zombar) de Januário
Com meu fole prateado
Só de baixo, cento e vinte, botão preto bem juntinho
Como nêgo empareado
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito
Foram logo me dizendo:
"De Itaboca à Rancharia, de Salgueiro à Bodocó, Januário é omaior!"
E foi aí que me falou mei' zangado o véi Jacó:
"Luí" respeita Januário
"Luí" respeita Januário
"Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, "Luí"
Respeita os oito baixo do teu pai!.

--------------------------------------------------------

Juazeiro, Juazeiro
Me arresponda por favor
Juazeiro, velho amigo
Onde anda meu amor
Ai, Juazeiro
Ela nunca mais voltou
Diz, Juazeiro
Onde anda o meu amor
Juazeiro, não te alembras
Quando o nosso amor nasceu
Toda tarde à tua sombra
Conversava ela e eu
Ai, Juazeiro
Como dói a minha dor
Dis, Juazeiro
Onde anda o meu amor
Juazeiro, seja franco
Ela tem um novo amor?
Se não tem porque tu choras
Solidário à minha dor?
Ai, Juazeiro
Naõ me deixa assim roer
Ai, Juazeiro
Tô cansado de sofrer
Juazeiro, meu destino
Tá ligado junto ao teu
No teu tronco tem dois
nomes
Ela mesmo é que
escreveu
Ai, Juazeiro
Eu não aguento mais
roer
Ai, Juazeiro
Eu prefiro inté morrer
----------------------------------------------

(Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira)


Elisa Paraíso

16 de ago de 2010

A Luneta Mágica

Joaquim Manuel Macedo

INTRODUÇÃO

I

Chamo-me Simplício e tenho condições naturais ainda mais tristes do que o meu nome.

Nasci sob a influência de uma estrela malígna, nasci marcado com o selo do infortúnio.

Sou míope; pior do que isso, duplamente míope míope física e moralmente.

Miopia física:- a duas polegadas de distância dos olhos não distingo um girassol de uma violeta.

E por isso ando na cidade e não vejo as casas.

Miopia moral:- sou sempre escravo das idéias dos outros; porque nunca pude ajustar duas idéias minhas.

E por isso quando vou às galerias da câmara temporária ou do senado, sou consecutiva e decididamente do parecer de todos os oradores que falam pró e contra a matéria em discussão.

Se ao menos eu não tivesse consciência dessa minha miopia moral!... mas a convicção profunda de infortúnio tão grande é a única luz que brilha sem nuvens no meu espírito

Disse-me um negociante meu amigo que por essa luz da consciência represento eu a antítese de não poucos varões assinalados que não tem dez por cento de capital da inteligência que ostentam, e com que negociam na praça das coisas publicas.

-- Mas esses varões não quebram, negociando assim?... perguntei-lhe.

-- Qual! são as coisas públicas que andam ou se mostram quebradas.

-- E eles?...

-- Continuam sempre a negociar com o crédito dos tolos, e sempre se apresentam como boas firmas.

Na cândida inocência da minha miopia moral não pude entender se havia simplicidade ou malícia nas palavras do meu amigo.


II

Aos doze anos de idade achei-me no mundo órfão de pai e de mãe.

Eu estava acostumado a ver pelos olhos de minha mãe, a pensar pela inteligência de meu pai; fiquei, pois, nas trevas dos olhos e da razão.

Meus pais eram ricos, e deviam deixar-me, deixaram-me por certo, avultada fortuna; quanto, não sei: meu irmão mais velho que tomou conta dos meus bens, minha tia Domingas que tomou conta da minha pessoa, e minha prima Anica que se criou comigo e que é um talento raro, pois até aprendeu latim, hão de saber disso melhor do que eu.

Dizem eles que a minha fortuna vai a vapor, ignoro se para trás se para diante, porque os barcos e carros a vapor avançam e recuam à custa do gás impulsor; mas o meu amigo negociante declarou-me que por certas razões que não compreendo, nas quais, também não sei porque, entra a pessoa da prima Anica, devo confiar muito no zelo da tia Domingas.

E eu confio nela o mais possível; porque é uma senhora que anda sempre de rosário e em orações e que tendo alguma coisa de seu, apesar de tão religiosa, nua deu nem dá um vintém de esmola ao pobre que lhe bate à porta, pretextando sempre que tem muita vontade de fazer esmolas evangélicas; porem que ainda não achou meio de esconder da mão esquerda o óbulo da caridade pago pela mão direita.

Estou tão profundamente convencido da pureza dos sentimentos religiosos da tia Domingas, que desde que ela tomou conta de mim, vivo em sustos de que algum dia a piedosa senhora mande amputar a mão esquerda para conseguir dar esmolas com a mão direita, conforme o preceito evangélico de que em sua santa severidade não quer prescindir.


III

Aos dezoito anos de idade comecei a compreender todas as proporções da minha desgraça dupla: chorei, lastimei-me, pedi médicos para os meus olhos, e mestres para minha inteligência.

A força de muito rogar e bradar consegui que me dessem uns e outros.

Os mestres ganharam o seu dinheiro e eu quase que perdi todo o meu tempo com eles; porque bem pouco lucrei no empenho de combater a minha miopia moral.

O mais hábil dos meus professores declarou-me no fim de quatro anos que um mancebo tão rico de cabedais como eu era, podia bem reputar-se literato de avantajado merecimento, sabendo ler, escrever e as quatro espécies da aritmética.

Convencido sempre que só me diziam a verdade, e tendo conseguido saber, aos vinte e dois anos de idade, ler mal, escrever pior, e fazer com a maior dificuldade as quatro espécies da aritmética, mandei embora o hábil professor, e fiquei literato.

Os médicos falaram-me em córnea transparente, em cristalino, em raios luminosos muito convergentes, em retina, e não sei em que mais, e acabaram por dizer-me que aos sessenta, ou setenta anos de idade, eu havia de ver muito melhor.

Dos médicos alopatas recebi esta consolação de melhor visão aos setenta anos, se estivesse vivo; dos homeopatas sei se me deram o cristalino em glóbulos, ou os raios convergentes em tintura; mas o fato é que em resultado de dez conferências e de vinte tratamentos diversos não vi uma linha adiante do que via, e apenas posso gabar-me de não ter ficado cego com a luz de tanta ciência.

O meu desgosto foi aumentando com os anos.

Meu irmão, que é um santo homem, me dizia:

-- Consola-te, mano; tudo tem compensação: a tua miopia é uma desgraça; mas porque és míope não vês como são bonitos os bordados da farda de um ministro de estado, e portanto não te exasperas por não poder ostentá-los.

Convém saber que meu irmão saiu eleito deputado na última designação constitucional, e mandou fazer a sua libré parlamentar ainda antes de ser reconhecido representante legítimo do povo soberano que anda de paletó e de jaqueta.

Deste fato e da sua observação concluí eu em minha simplicidade que o mano Américo vive doido por ser ministro para fazer o bem da pátria.

E não é só ele; a prima Anica já sonhou três vezes com mudança de gabinete, e com correios e ordenanças à porta de nossa casa.

Inocente menina! é um anjo: os seus sonhos são piedosos como as vigílias da tia Domingas, sua mãe, e patrióticos, como os cálculos o mano deputado; ela diz com virginal franqueza que tem meia dúzia de parentes pobres a arranjar, quando o mano Américo for ministro.

Meia dúzia só!... que abnegação e que desinteresse da prima Anica!

Ela está se tornando tão profundamente religiosa como a tia Domingas.

Já fez um ponto de fé deste suavíssimo princípio: "a caridade deve começar por casa".


14 de ago de 2010

Mr. Pitiful

They call me Mr. Pitiful
Baby thats my name now
They call me Mr. Pitiful Thats how I got my fame
But people just don`t seem to understand
How someone can feel so blue
They call me Mr pitiful cause I lost someone just like you.
The call me Mr. Pitiful
This everybody know now
They call me Mr. Pitiful Most everyplace I go.
But nobody seems to understand now,
How can a man sing such a sad song
When he lost everything that he had.
How can I explain to you
How somebody con get so very blue
How can I tell you about my past
If all things won`t end.
Mr Pitiful
Thats my name now
They call me Mr. Pitiful Thats how I got my fame
But nobody seems to understand
what make a man can feel so very blue
They call me Mr. Pitiful cause I m in love with you
Can I explain to you
Everything is going wrong
I`ve lost everything i had
I have to sing this sad song
To get back to her
And I m gonna sing this song to you
And i want you
And I want you
And I want you
And I want you
[And I wanna tell you everything is going through my mind]
And I want to sing
And I want to sing
And I want to sing
And I want to sing this song with you
[And I wanna sing this song to everyone]
Cause I want them to understand what I talkin about
I want you to understand what I`m sayin......

(Cropper, S; Redding, O)




The Commitments





















Try A Little Tenderness

[This is for you] Ooh she may be weary
And them young girls they do get weary
Wearing that same old shaggy dress
But when they get weary
[You gotta] try a little tenderness
[Tell you, might not believe it, but]
You know she's waiting
Just anticipating
The thing that she'll never, never, possess,no,no
But while [all the time] she's without it
Go to her and try just a little bit of tenderness
[Thats all you gentlemen gotta do]
Oh,but its one thing
It might be a bit sentimental yeah, yeah
She has - her greaves and care
But the soft words [they] are spoken so gentle
Yeah
But, oh, that makes it, makes it easier to bear, yeah
You wont regret it
No no,
Them young girls they dont forget it
[Cause] Love is their whole, whole happiness Yes, yes, yeah
And its all so easy
Come on and try
Try a little Tenderness
Yeah Try
Just keep on trying
You've got to love her
Squeeze her
Don't tease her Make love [Get to her]
Hold her tight
Just, just try a little tenderness
Thats all you gotta do
Youve gotta hold her tight
One more time
You`ve got to love her
hold her Don't tease her
Never leave her
Make love to her
Hold her, man
Try a little tenderness
[Just one time] God have mercy now

All you`ve gotta do
Love her
You've gotta hold her
Don't squeeze her
Never leave her Y
ou gotta now,now,now
Watch it , tell everybody
Try
Try a little tenderness
You gotta make love
Don't tease her
Never leave her
Rub her down
Smooth her, soothe her
Move her
Love her
Rub her
Gotta gotta, zak it to her
Try some tenderness
Oh yeah
Tenderness
Little tendernes
Gotta, lord you gotta hold her
Squeeze her Never leave her

"Try a Little Tenderness" is a love song written by "Irving King" (James Campbell and Reginald Connelly) and Harry M. Woods, and recorded initially on December 8, 1932. Otis rearranged and recorded his R&B version in the 1960s.





13 de ago de 2010

Só deixo meu coração na mão de quem pode

Só deixo meu coração
Na mão de quem pode
Fazer da minha alma
Suporte
Pr’uma vida
Insinuante
Insinuante
Anti-tudo que não
Possa ser
Bossa-nova hardcore
Bossa-nova nota dez
Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então só vou
Deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem
Pode
Na mão de quem
Pode
E absorve
Todo céu
Qualquer inferno
Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar
Na dança absoluta
Da matança
Do que é tédio
Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo
Do amor
Porque não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza
De si mesmo
Projetado
Assim jogado
Como lama anti-erótica
Na cara do desejo mais
Intenso de ficar com a pessoa
E eu não tô à toa
Eu sou muito boa
Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida
Oferecida
Como dança e não
Quero te dar gelo
Jealous guy
Vê se aprende
Se desprende
Vem pra mim
Que sou esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me

Só deixo minha alma
Só deixo o coração
Só deixo minha alma
Na mão de quem pode

Só deixo minha alma
Só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto

Eu vou dizendo
Que só deixo minha alma
Só deixo meu coracão
Na mão de quem pode
Fazer dele erótico suporte
Pra tudo que é ótimo fator vital

(Katia B / Marcos Cunha / Plínio Profeta / Fausto Fawcett)

atualização do post de 13/04/2008



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