29 de nov. de 2011

A grande beleza de Gal e Caetano


Texto por Julio César Biar*
“Coisas sagradas permanecem/ Nem o demo as pode abalar”. Os versos de ‘Recanto escuro’, canção de onde foi retirado o título do aguardado disco de Gal Costa, resumem a longeva parceria da cantora com Caetano Veloso.
Dando voz às palavras do compositor desde 1965, quando gravou ‘Sol negro’ ainda como Maria da Graça, em dueto com Bethânia, e, dois anos depois, dividiu com ele o disco de estreia, ‘Domingo’, Gal construiu sua carreira alicerçada por grandes interpretações de canções caetânicas. De ‘Coração vagabundo’ a ‘Divino maravilhoso’, de ‘Tigresa’ a ‘Força estranha’, de ’Mãe’ a ‘Meu bem, meu mal’, de ‘Minha voz’ a ‘Vaca profana’, de ‘Aquele frevo axé’ a ‘Luto’, entre outras tantas que formam verdadeira biografia musical da cantora.
Recanto pode ser um lugar aconchegante, um canto cantado novamente, um canto não inaugural, com história, reflexivo. Recanto é ‘Relance’ entre Gal e Caetano que assina todas as composições (em estilo próximo ao de seu disco ‘Cê’) e a produção (em parceria com Moreno Veloso) do álbum lançado pela gravadora Universal Music . Seis anos depois de ‘Hoje’ (Trama), CD recebido friamente pelos críticos, ‘Recanto’ aponta novos rumos e recoloca Gal na dianteira da produção musical contemporânea ao juntar à sua voz cristalina os sons eletrônicos concebidos por jovens músicos cariocas. A voz madura, porém jovial, harmoniza temas por vezes ásperos. Não há exibicionismos vocais, o canto surge límpido em contraponto aos sons tecnológicos.
Kassin – sempre ele – responde pela programação e arranjos da maioria das faixas. Nomes da cena alternativa como o quarteto experimental Rabotnik (Estevão Casé, Eduardo Manso, Bruno Di Lullo e Rafael Rocha) e o Duplexx (Bartolo e Leo Ribeiro) também contribuem para a bela e inquietante sonoridade de ‘Recanto’.
Das onze canções, apenas duas não são inéditas: ‘Madre Deus’, feita para o balé ‘Onqotô’ do grupo Corpo, e ‘Mansidão’, gravada por Jane Duboc em 1982. É incrível como a letra de ‘Mansidão’ encaixa-se perfeitamente ao presente de Gal: “Esta voz que o cantar me deu é uma festa paz em mim”, explicitam os versos. A ‘Verdadeira baiana’ torna sua a canção feita para a colega, assim como fez com ‘Dom de iludir’, escrita para Maria Creuza.
Gal não precisa provar mais nada para ninguém, seu canto desde o início moderno registrou a maioria dos grandes compositores desse país. Sua rica biografia está cifrada e misturada à de Caetano em ‘Recanto escuro’, emocionante canção repleta de “ilusões auditivas” e intervenções do violão de sete cordas de Luís Felipe de Lima. Quase uma seresta nostálgico-futurista. Já ‘Cara do mundo’ roça a lavra autoral pop moderna do Hermano Marcelo Camelo. Impressiona por uma dissimulada singeleza que escamoteia signos enigmáticos, altamente visuais.
‘Autotune autoerótico’ é faixa que vem juntar-se às canções inspiradas na voz/canto de Gal, como ‘Eu te amo’ e ‘Minha voz, minha vida’. Provocativa, a cantora brinca com a ferramenta do título nos improvisos. A voz “americana e global”, exercitada nas panelas de Dona Mariah, impõe-se impecável e desafiadora, roçando nos cabelos antes de descer “a nota ao sol do plexo”. Poeta e musa inspiradora em estado puríssimo.
“Tudo é singular” na estranheza de ‘Tudo dói’, onde a doçura do canto de Gal suaviza vocábulos iridescentes e hipotálamos que minguam. Viver dói. Escolhida como música de trabalho, ‘Neguinho’ tem sua hipnótica base, assinada por Zeca Veloso, pontuada pela guitarra psicodélica de Pedro Sá. A letra que critica o consumo desenfreado da sociedade (Neguinho compra três TVs de plasma, um carro, um GPS/ E pensa que é feliz) ganha registro refinado de Gal e faz pensar na inclusão de ‘Eu sou neguinha’ numa possível sequencia no futuro show da cantora. “Neguinho que eu falo é nós”, sentencia.
Caetano inspirou-se em Gabriel, o filho de Gal, para fazer ‘O menino’ que “ilumina as madrugadas”, salvador como o Menino Jesus. ‘Sexo e dinheiro’ é canção filosófica, intensa, um verdadeiro desafio de interpretação. Gal está sublime passeando pela áspera base. A diva cai no batidão do funk carioca em ‘Miami maculelê’, esperta letra que cita os bandidos santos (“São Dimas, Robbin Hood e o Anjo 45/ todos dançando comigo”) e ressalta a ligação da música dos morros cariocas com o Miami bass e o maculelê de Santo Amaro da Purificação.
foto: Gilda Midani
Surpreendentemente, ‘Recanto’ termina com uma canção sem qualquer som eletrônico, ‘Segunda’, na qual Moreno pilota todos os instrumentos. “Segunda é dia de branco/ Vou arrastar meu tamanco”, diz a letra em viés diferente da faixa anterior, mas ainda pisando o chão do proletariado, esteja ele nas favelas cariocas, paulistas ou alhures.
‘Recanto’ impõe-se desde já como um dos melhores discos de Gal que reaparece serena e segura. Que outra cantora poderia se mostrar tão ousada após quase cinco décadas de carreira? A mulher sagrada de Caetano – e de muitos outros – continua acima da manada.
* Julio César Biar é colaborador do Divercidade. Ele é jornalista, radialista e crítico musical. Carioca, fã de cantoras e do que se convencionou chamar de MPB. Acesse também o blog pessoal “Outras Palavras 

12 de nov. de 2011

Lauryn Hill | Doo-Wop (That Thing)




It's been three weeks since you were looking for your friend
The one you let hit it and never called you again
Remember when he told you he was about the benjamins?
You act like you ain't hear him, and gave him a little trim
To begin, how you think you're really going to pretend
Like you wasn't down and you called him again?
Plus when, you give it up so easy you ain't even foolin' him
If you did it then, then you'd probably fuck again
Talking out your neck, saying you're a Christian
A Muslim, sleeping with the Gin
Now that was the sin that did Jezebel in
Who're you going to tell when the repercussions spin?
Showing off your ass 'cause your thinking it's a trend
Girlfriend, let me break it down for you again!
You know I only say it 'cause i'm truly genuine
Don't be a hard rock, when you really are a gem
Baby girl! Respect is just a minimum
Nigga's fucked up and you still defending him
Now -- Lauryn is only human
Don't think I haven't been through the same predicament
Let it sit inside your head like a million women in Philly Penn
It's silly when girls sell their souls because it's in
Look at what you be in, hair weaves like Europeans
Fake nails done by Koreans

Come again
Yo! A-When when come again! (Yeah-Yeah!)
When when come again!! (Yeah-Yeah!)
My friend come again!!! (Yeah-Yeah!)

[Chorus - Lauryn]

Guys you know you'd better, watch out (Watch out!)
Some girls, some girls are only, about (About!)
That thing, that thing, that thing! (Thing!)
That thing, that thing, that thing! (Thing!)

[Verse Two - Lauryn]

The second verse is dedicated to the men
More concerned with his rims and his Tim's than his women
Him and his men, come in the club like hooligans
Don't care who they offend
Popping yin (Like you got yang!)
Let's stop pretend, the ones that pack pistols by the waist men
Cristall by the case men, still living in his Mother's basement
The pretty face men claiming that they be the "big men."
Need to take care of their three and four kids
But they face a court case when the child support's late
Money taking and heart breaking
Now you wonder why women hate men
The sneaky silent men
The punk domestic violence men
Quick to shoot the semen, stop acting like boys and be men!
How you gonna win, when you ain't right within?!
How you gonna win, when you ain't right within?!
How you gonna win, when you ain't right within?!
Unh-Unhh Come Again!
bredrin come again!
Sit straight come again!

Watch out, watch out
Look out, look out
Watch out, watch out
Look out, look out
Watch out, watch out
Look out, look out
Watch out, watch out
Look out, look out

[Lauryn - Singing Chorus]

Girls you know you'd better, watch out (Watch out!)
Some guys, some guys are only about (About!)
That thing, that thing, that thing! (Thing!)
That thing, that thing, that thing! (Thing!)

Guys you know you'd better, watch out (Watch out!)
Some girls, some girls are only, about (About!)
That thing, that thing, that thing! (Thing!)
That thing, that thing, that thing! (Thing!)

11 de nov. de 2011

Todo sentimento

(...)
Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.





10 de nov. de 2011

Ná Ozzetti- Equilíbrio (Ná Ozzetti/Luiz Tatit) - Clipe Oficial



(Ná Ozzetti | Luiz Tatit)

Se me viro numa dura
É que a esta altura não dá pra parar
Se parar desequilibro
Não dá pra recuperar
Faço um giro de cintura
Mas mantenho a compostura
Porque sei me equilibrar
E tem hora que até vibro
Mas eu vibro sem parar
Eu admiro a criatura
Que consegue sossegar
Quisera!
Mas eu tou na corda bamba
Tenho que barbarizar
Não adianta puxar
Não adianta empurrar
Não adianta tentar
Me paralisar
Qual é?
Vai querer me derrubar?
Me equilibro como posso
Me equilibro nesse troço

Que puseram aqui
Pra me apoiar
Me equilibro com a pontinha
Do meu pé sobre essa linha
Que traçaram pra eu
Poder passar

Me equilibro na tangente
Sempre olhando lá pra frente
Pra não me desestabilizar
Me equilibro como dá
...
Porque tenho que
Continuar
Quando chega sexta-feira
Parece que a vida inteira
Equilibrei
Me livrei, me livrei
E a semana que vem
Tem mais

6 de nov. de 2011

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