26 de ago de 2010

25 de ago de 2010

Encontro

Gurdei o teu olhar, mas teu nome eu não sabia.
E a vida para mim começou naquele dia
eu andava pelas ruas te sonhando, te esperando,
te sentindo em cada samba
que do coração tirei.
Teu nome era segredo, mas ninguém quis me dizer.
E o mundo não sabia o quanto eu esperei.
Alô, alô! é o moço que canta samba?
sou eu a moça da festa, tenho em meu nome Maria
Tenho andado em tua vida, pelo que ouço dizer.
Faz um samba com meu nome
que eu me encontro com você.
Alô, alô! respondi farei agora!
Por favor não vai embora que eu preciso te dizer,
que a não ser minha viola não tenho muito na vida.
Meu pobre samba é a rosa que penso te oferecer.
Guardei o nosso encontro, teu sorriso teus encantos
E procurei todo mundo pra contar o que senti.
Cantei o samba em teu nome e vi no mundo o espanto
A ninguém guardei segredo do amor que consegui...

(Paulinho da Viola)


Paulinho da Viola




Ilana Volcov

O AMOR

Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zoo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa.
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em inumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo;
a mãe,
pelo menos a Terra.

(Wladimir Maiakovski)


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Talvez quem sabe um dia
Por uma alameda do zoológico
Ela também chegará
Ela que também amava os animais
Entrará sorridente assim como está
Na foto sobre a mesa
Ela é tão bonita
Ela é tão bonita que na certa
Eles a ressuscitarão
O Século Trinta vencerá
O coração destroçado já
Pelas mesquinharias
Agora vamos alcançar
Tudo o que não podemos amar na vida
Com o estrelar das noites inumeráveis
Ressuscita-me
Ainda que mais não seja
Por que sou poeta
E ansiava o futuro
Ressuscita-me
Lutando contra as misérias
Do cotidiano
Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me
Quero acabar de viver o que me cabe
Minha vida
Para que não mais existam
Amores servis
Ressuscita-me
Para que ninguém mais tenha
De sacrificar-se
Por uma casa, um buraco
Ressuscita-me
Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme
E o pai seja pelo menos o universo
E a mãe seja no mínimo a Terra
A Terra, a Terra

(Caetano Veloso - Ney Costa Santos - Wladimir Maiakovski)


atualização do post de 18/03/07


Celso Sim & Arthur Nestroviski

Russia in color, a century ago - The Big Picture - Boston.com

Russia in color, a century ago - The Big Picture - Boston.com

17 de ago de 2010

A Volta da Xanduzinha

Sofrimento não me assusta
Mariá
É meu vizinho de boas tardes
Mariá
Conhecer a ingratidão
Isso não
Isso não
Isso não
Quando ela tinha nada
Mariá
Eu abri a casa toda
Mariá
Quando eu precisei dela
Mariô
Mariô
Mariô
Foi, quem sabe, a vaidade
ou os oito boi zebu
ou a casa com varanda
dando pro norte e pro sul
Fiz a caminha dela
No manacá
O sapatinho dela
no manacá
E a roupinha dela
No manacá
Cadê agora?
Mana, maninha, como é triste recordar
A beleza do seu riso
É demais pra se lembrar
O vestido dos seus olhos
Se vestiu pra descansar.

(Tom Zé)



Xanduzinha

O cabôco Marcolino
Tinha oito boi Zebu!
Uma casa com varanda
Dando pro Norte e pro Su!
Seu paiol tava cheinho
De feijão e de Andu,
Sem contar com mais uns cobre
Lá no fundo do baú...
Marcolino dava tudo
Por um cheiro de Xandu!
Ai Xanduzinha!
Xanduzinha, minha flor!
Como foi que você deixou
Tanta riqueza pelo meu amor?
Ai, Xanduzinha!
Xanduzinha meu xodó!
Eu sou pobre, mas você sabe,
Que o meu amor
Vale mais que ouro em pó!

(Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira)



Festa | A Volta da Asa Branca

Sol vermelho é bonito de se ver,
Lua nova no alto que beleza,
Céu de azul bem limpinho é natureza,
Em visão que tem muito de prazer,
Mas o lindo pra mim é céu cinzento,
Com clarão entoando o seu refrão,
Prenúncio que vem trazendo alento,
A chegada da chuva no sertão,
Ver a terra rachada amolecendo,
O solo antes pobre enriquecendo,
O milho pro céu apontando,
Feijão pelo chão enramando,
E depois pela safra que alegria,
Ver o povo todinho num vulcão,
A negrada caindo na folia,
Esquecendo das mágoas sem lundu,
Belo é o Recife pegando fogo,
Na pisada do maracatu.

(Gonzaguinha)

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Já faz três noites
Que pro norte relampeia
A asa branca
Ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas
E voltou pro meu sertão
Ai, ai eu vou me embora
Vou cuidar da prantação
A seca fez eu desertar da minha terra
Mas felizmente Deus agora se alembrou
De mandar chuva
Pr'esse sertão sofredor
Sertão das muié séria
Dos homes trabaiador
Rios correndo
As cachoeira tão zoando
Terra moiada
Mato verde, que riqueza
E a asa branca
Tarde canta, que beleza
Ai, ai, o povo alegre
Mais alegre a natureza
Sentindo a chuva
Eu me arrescordo de Rosinha
A linda flor
Do meu sertão pernambucano
E se a safra
Não atrapaiá meus pranos
Que que há, o seu vigário
Vou casar no fim do ano.

(Luiz Gonzaga)


Elisa Paraíso



Elba Ramalho - Festa



Mariana Aydar - Festa

Respeita Januário | Juazeiro

Quando eu voltei lá no sertão
Eu quis mangar(zombar) de Januário
Com meu fole prateado
Só de baixo, cento e vinte, botão preto bem juntinho
Como nêgo empareado
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito
Foram logo me dizendo:
"De Itaboca à Rancharia, de Salgueiro à Bodocó, Januário é omaior!"
E foi aí que me falou mei' zangado o véi Jacó:
"Luí" respeita Januário
"Luí" respeita Januário
"Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, "Luí"
Respeita os oito baixo do teu pai!.

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Juazeiro, Juazeiro
Me arresponda por favor
Juazeiro, velho amigo
Onde anda meu amor
Ai, Juazeiro
Ela nunca mais voltou
Diz, Juazeiro
Onde anda o meu amor
Juazeiro, não te alembras
Quando o nosso amor nasceu
Toda tarde à tua sombra
Conversava ela e eu
Ai, Juazeiro
Como dói a minha dor
Dis, Juazeiro
Onde anda o meu amor
Juazeiro, seja franco
Ela tem um novo amor?
Se não tem porque tu choras
Solidário à minha dor?
Ai, Juazeiro
Naõ me deixa assim roer
Ai, Juazeiro
Tô cansado de sofrer
Juazeiro, meu destino
Tá ligado junto ao teu
No teu tronco tem dois
nomes
Ela mesmo é que
escreveu
Ai, Juazeiro
Eu não aguento mais
roer
Ai, Juazeiro
Eu prefiro inté morrer
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(Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira)


Elisa Paraíso

16 de ago de 2010

A Luneta Mágica

Joaquim Manuel Macedo

INTRODUÇÃO

I

Chamo-me Simplício e tenho condições naturais ainda mais tristes do que o meu nome.

Nasci sob a influência de uma estrela malígna, nasci marcado com o selo do infortúnio.

Sou míope; pior do que isso, duplamente míope míope física e moralmente.

Miopia física:- a duas polegadas de distância dos olhos não distingo um girassol de uma violeta.

E por isso ando na cidade e não vejo as casas.

Miopia moral:- sou sempre escravo das idéias dos outros; porque nunca pude ajustar duas idéias minhas.

E por isso quando vou às galerias da câmara temporária ou do senado, sou consecutiva e decididamente do parecer de todos os oradores que falam pró e contra a matéria em discussão.

Se ao menos eu não tivesse consciência dessa minha miopia moral!... mas a convicção profunda de infortúnio tão grande é a única luz que brilha sem nuvens no meu espírito

Disse-me um negociante meu amigo que por essa luz da consciência represento eu a antítese de não poucos varões assinalados que não tem dez por cento de capital da inteligência que ostentam, e com que negociam na praça das coisas publicas.

-- Mas esses varões não quebram, negociando assim?... perguntei-lhe.

-- Qual! são as coisas públicas que andam ou se mostram quebradas.

-- E eles?...

-- Continuam sempre a negociar com o crédito dos tolos, e sempre se apresentam como boas firmas.

Na cândida inocência da minha miopia moral não pude entender se havia simplicidade ou malícia nas palavras do meu amigo.


II

Aos doze anos de idade achei-me no mundo órfão de pai e de mãe.

Eu estava acostumado a ver pelos olhos de minha mãe, a pensar pela inteligência de meu pai; fiquei, pois, nas trevas dos olhos e da razão.

Meus pais eram ricos, e deviam deixar-me, deixaram-me por certo, avultada fortuna; quanto, não sei: meu irmão mais velho que tomou conta dos meus bens, minha tia Domingas que tomou conta da minha pessoa, e minha prima Anica que se criou comigo e que é um talento raro, pois até aprendeu latim, hão de saber disso melhor do que eu.

Dizem eles que a minha fortuna vai a vapor, ignoro se para trás se para diante, porque os barcos e carros a vapor avançam e recuam à custa do gás impulsor; mas o meu amigo negociante declarou-me que por certas razões que não compreendo, nas quais, também não sei porque, entra a pessoa da prima Anica, devo confiar muito no zelo da tia Domingas.

E eu confio nela o mais possível; porque é uma senhora que anda sempre de rosário e em orações e que tendo alguma coisa de seu, apesar de tão religiosa, nua deu nem dá um vintém de esmola ao pobre que lhe bate à porta, pretextando sempre que tem muita vontade de fazer esmolas evangélicas; porem que ainda não achou meio de esconder da mão esquerda o óbulo da caridade pago pela mão direita.

Estou tão profundamente convencido da pureza dos sentimentos religiosos da tia Domingas, que desde que ela tomou conta de mim, vivo em sustos de que algum dia a piedosa senhora mande amputar a mão esquerda para conseguir dar esmolas com a mão direita, conforme o preceito evangélico de que em sua santa severidade não quer prescindir.


III

Aos dezoito anos de idade comecei a compreender todas as proporções da minha desgraça dupla: chorei, lastimei-me, pedi médicos para os meus olhos, e mestres para minha inteligência.

A força de muito rogar e bradar consegui que me dessem uns e outros.

Os mestres ganharam o seu dinheiro e eu quase que perdi todo o meu tempo com eles; porque bem pouco lucrei no empenho de combater a minha miopia moral.

O mais hábil dos meus professores declarou-me no fim de quatro anos que um mancebo tão rico de cabedais como eu era, podia bem reputar-se literato de avantajado merecimento, sabendo ler, escrever e as quatro espécies da aritmética.

Convencido sempre que só me diziam a verdade, e tendo conseguido saber, aos vinte e dois anos de idade, ler mal, escrever pior, e fazer com a maior dificuldade as quatro espécies da aritmética, mandei embora o hábil professor, e fiquei literato.

Os médicos falaram-me em córnea transparente, em cristalino, em raios luminosos muito convergentes, em retina, e não sei em que mais, e acabaram por dizer-me que aos sessenta, ou setenta anos de idade, eu havia de ver muito melhor.

Dos médicos alopatas recebi esta consolação de melhor visão aos setenta anos, se estivesse vivo; dos homeopatas sei se me deram o cristalino em glóbulos, ou os raios convergentes em tintura; mas o fato é que em resultado de dez conferências e de vinte tratamentos diversos não vi uma linha adiante do que via, e apenas posso gabar-me de não ter ficado cego com a luz de tanta ciência.

O meu desgosto foi aumentando com os anos.

Meu irmão, que é um santo homem, me dizia:

-- Consola-te, mano; tudo tem compensação: a tua miopia é uma desgraça; mas porque és míope não vês como são bonitos os bordados da farda de um ministro de estado, e portanto não te exasperas por não poder ostentá-los.

Convém saber que meu irmão saiu eleito deputado na última designação constitucional, e mandou fazer a sua libré parlamentar ainda antes de ser reconhecido representante legítimo do povo soberano que anda de paletó e de jaqueta.

Deste fato e da sua observação concluí eu em minha simplicidade que o mano Américo vive doido por ser ministro para fazer o bem da pátria.

E não é só ele; a prima Anica já sonhou três vezes com mudança de gabinete, e com correios e ordenanças à porta de nossa casa.

Inocente menina! é um anjo: os seus sonhos são piedosos como as vigílias da tia Domingas, sua mãe, e patrióticos, como os cálculos o mano deputado; ela diz com virginal franqueza que tem meia dúzia de parentes pobres a arranjar, quando o mano Américo for ministro.

Meia dúzia só!... que abnegação e que desinteresse da prima Anica!

Ela está se tornando tão profundamente religiosa como a tia Domingas.

Já fez um ponto de fé deste suavíssimo princípio: "a caridade deve começar por casa".


14 de ago de 2010

Mr. Pitiful

They call me Mr. Pitiful
Baby thats my name now
They call me Mr. Pitiful Thats how I got my fame
But people just don`t seem to understand
How someone can feel so blue
They call me Mr pitiful cause I lost someone just like you.
The call me Mr. Pitiful
This everybody know now
They call me Mr. Pitiful Most everyplace I go.
But nobody seems to understand now,
How can a man sing such a sad song
When he lost everything that he had.
How can I explain to you
How somebody con get so very blue
How can I tell you about my past
If all things won`t end.
Mr Pitiful
Thats my name now
They call me Mr. Pitiful Thats how I got my fame
But nobody seems to understand
what make a man can feel so very blue
They call me Mr. Pitiful cause I m in love with you
Can I explain to you
Everything is going wrong
I`ve lost everything i had
I have to sing this sad song
To get back to her
And I m gonna sing this song to you
And i want you
And I want you
And I want you
And I want you
[And I wanna tell you everything is going through my mind]
And I want to sing
And I want to sing
And I want to sing
And I want to sing this song with you
[And I wanna sing this song to everyone]
Cause I want them to understand what I talkin about
I want you to understand what I`m sayin......

(Cropper, S; Redding, O)




The Commitments





















Try A Little Tenderness

[This is for you] Ooh she may be weary
And them young girls they do get weary
Wearing that same old shaggy dress
But when they get weary
[You gotta] try a little tenderness
[Tell you, might not believe it, but]
You know she's waiting
Just anticipating
The thing that she'll never, never, possess,no,no
But while [all the time] she's without it
Go to her and try just a little bit of tenderness
[Thats all you gentlemen gotta do]
Oh,but its one thing
It might be a bit sentimental yeah, yeah
She has - her greaves and care
But the soft words [they] are spoken so gentle
Yeah
But, oh, that makes it, makes it easier to bear, yeah
You wont regret it
No no,
Them young girls they dont forget it
[Cause] Love is their whole, whole happiness Yes, yes, yeah
And its all so easy
Come on and try
Try a little Tenderness
Yeah Try
Just keep on trying
You've got to love her
Squeeze her
Don't tease her Make love [Get to her]
Hold her tight
Just, just try a little tenderness
Thats all you gotta do
Youve gotta hold her tight
One more time
You`ve got to love her
hold her Don't tease her
Never leave her
Make love to her
Hold her, man
Try a little tenderness
[Just one time] God have mercy now

All you`ve gotta do
Love her
You've gotta hold her
Don't squeeze her
Never leave her Y
ou gotta now,now,now
Watch it , tell everybody
Try
Try a little tenderness
You gotta make love
Don't tease her
Never leave her
Rub her down
Smooth her, soothe her
Move her
Love her
Rub her
Gotta gotta, zak it to her
Try some tenderness
Oh yeah
Tenderness
Little tendernes
Gotta, lord you gotta hold her
Squeeze her Never leave her

"Try a Little Tenderness" is a love song written by "Irving King" (James Campbell and Reginald Connelly) and Harry M. Woods, and recorded initially on December 8, 1932. Otis rearranged and recorded his R&B version in the 1960s.





13 de ago de 2010

Só deixo meu coração na mão de quem pode

Só deixo meu coração
Na mão de quem pode
Fazer da minha alma
Suporte
Pr’uma vida
Insinuante
Insinuante
Anti-tudo que não
Possa ser
Bossa-nova hardcore
Bossa-nova nota dez
Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então só vou
Deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem
Pode
Na mão de quem
Pode
E absorve
Todo céu
Qualquer inferno
Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar
Na dança absoluta
Da matança
Do que é tédio
Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo
Do amor
Porque não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza
De si mesmo
Projetado
Assim jogado
Como lama anti-erótica
Na cara do desejo mais
Intenso de ficar com a pessoa
E eu não tô à toa
Eu sou muito boa
Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida
Oferecida
Como dança e não
Quero te dar gelo
Jealous guy
Vê se aprende
Se desprende
Vem pra mim
Que sou esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me

Só deixo minha alma
Só deixo o coração
Só deixo minha alma
Na mão de quem pode

Só deixo minha alma
Só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto

Eu vou dizendo
Que só deixo minha alma
Só deixo meu coracão
Na mão de quem pode
Fazer dele erótico suporte
Pra tudo que é ótimo fator vital

(Katia B / Marcos Cunha / Plínio Profeta / Fausto Fawcett)

atualização do post de 13/04/2008



6 de ago de 2010

Pranto livre

Chora, desabafa seu peito,
Chora, você tem o direito.
Se tratando de amor,
qualquer um pode chorar.
Não se envergonhedo pranto,
que é privilégio de quem sabe amar.
Quem não teve amor nunca sofreu,
E desconhece o que é agonia.
Abra o peito
e deixe o pranto livre como eu.
Ah, desabafe a melancolia.

(Dida / Everaldo da Viola)


Dor-de-cotovelo

O ciúme dói nos cotovelos
Na raiz dos cabelos
Gela a sola dos pés
Faz os músculos ficarem moles
E o estômago vão e sem fome
Dói da flor da pele ao pó do osso
Rói do cóccix até o pescoço
Acende uma luz branca em seu umbigo
Você ama o inimigo
E se torna inimigo do amor
O ciúme dói do leito à margem
Dói pra fora na paisagem
Arde ao sol do fim do dia
Corre pelas veias na ramagem
Atravessa a voz e a melodia

(Caetano Veloso)

4 de ago de 2010

Vou Deitar e Rolar / Tem Dó


Esse dueto é uma das coisas mais lindas, perfeitas, ótimas, encantadoras, admiráveis que existem. Pra mim. Claro. Sempre.


LENY ANDRADE E MÔNICA SALMASO



Não venha querer se consolar
Que agora não dá mais pé
Nem nunca mais vai dar
Também, quem mandou se levantar?
Quem levantou pra sair
Perde o lugar

E agora, cadê teu novo amor?
Cadê, que ele nunca funcionou?
Cadê, que ele nada resolveu?

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

Ainda sou mais eu

Você já entrou na de voltar
Agora fica na tua
Que é melhor ficar
Porque vai ser fogo me aturar
Quem cai na chuva
Só tem que se molhar

E agora cadê, cadê você?
Cadê que eu não vejo mais, cadê?
Pois é, quem te viu e quem te vê

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

Todo mundo se admira da mancada que a Terezinha deu
Que deu no pira
E ficou sem nada ter de seu
Ela não quis levar fé
Na virada da maré

Breque

Mas que malandro sou eu
Pra ficar dando colher de chá
Se eu não tiver colher?
Vou deitar e rolar

Você já entrou na de voltar
Agora fica na tua
Que é melhor ficar
Porque vai ser fogo me aturar
Quem cai na chuva
Só tem que se molhar

E agora cadê, cadê você?
Cadê que eu não vejo mais, cadê?
Pois é, quem te viu e quem te vê

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

O vento que venta aqui
É o mesmo que venta lá
E volta pro mandingueiro
A mandinga de quem mandingar

Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu
Quaquaraquaquá, quem riu?
Quaquaraquaquá, fui eu

(Baden Powell e Paulo César Pinheiro)

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Ai, tem dó
Quem viveu junto não pode nunca viver só
Ai, tem dó
Mesmo porque você não vai ter coisa melhor

Não me venha achar ruim
Porque você me conheceu assim
Me diga agora, e agora?
Não foi assim que você gamou?

Você sabe muito bem
Que mesmo louco assim gamei também
Me diga agora, ora, ora
Será que alguém não foi quem mudou?

(Baden Powell e Vinicius de Moraes)

Cansei de esperar você

Quando cansei de esperar você
Vi minha estrela maior renascer
Vi minha vida mais colorida
Cheia de encanto e de mais prazer.
Vi quando o mar se abriu
Deixando passar todo o meu sentimento
Até na chuva e no vento
Vi a luz da poesia.
Minha alegria voltou
Brilhando no alvorecer
Quando deixei de amar
E esperar por você.

(Dona Ivone Lara / Délcio Carvalho)


Roberta Sá e Rildo Hora Interpretam Dona Ivone Lara

Lenine: Magra (clipe oficial)

Casuarina - Canto de Ossanha

Renato Russo e Adriana Calcanhoto - Esquadros (1994)

14º PMB (2003) - Paulinho da Viola e Ney Matogrosso cantam "Pra Machucar...

Gal Costa, Maria Bethânia, D. Ivone Lara e Rosinha de Valença - Sonho Meu

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