14 de ago de 2011

Nhem nhem nhem | Fino Coletivo



Desde que fui batizado
Minha alma amarelou
Minha pele era negra, desbotou

Hare Krishna labareda
Pega teu kichute e dança, uma valsa
Felicites os Tibetanos, pela calma
O furor da inteligência
fez a USA usar bem
Uma quenga zapatista
No alto de Suassuna
Toque sanfoneiro
Nessa pele de cordeiro
Beba esse chá de bússola
Feito por esse mestiço
Pelas ondas tabajaras, ouço o rinchar das mulas
Um dia ainda te escrevo
De um banco de praça da cidade do Cabo Canaveral

Por que a areia é fina
Ciranda é uma roda
Por que os sonhos não se limitam à artistas
Os tubarões de Pernambuco não toleram surfistas
Nhém Nhém Nhém...
Nhém Nhém Nhém...

(Totonho)

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