15 de jul. de 2008

But not for me

Old man sunshine listen you
Never tell me dreams come true
Just try it and I'll start a riot
Beatrice Fairfax don't you dare
Ever tell me he will care
I'm certain it's the final curtain
I never want to hear from any cheerful Pollyannas
Who tell you fate supplies a mate
It's all bananas

They're writing songs of love but not for me
A lucky star's above but not for me
With love to lead the way I've found more clouds of gray
Than any Russian play could guarantee

I was a fool to fall and get that way
Hi-ho.. alas... and also lack-a-day
Although I can't dismiss the memory of his kiss
I guess he's not for me

(George and Ira Gershwin)




JUDY GARLAND ("Girl Crazy")

12 de jul. de 2008

No frio

Não foi
Nem foi
Nem quis
Esteve
Não soube
Houve
Nem como
Nem porquê
Sorriu estertoroso
Foi

(a.l.k.)

Desfolho

Depois de tudo e no entorno do pensamento mórbido resta o gosto do desprazer. O prazer desfeito, abortado, feto, seminal, inóquo, mas imensamente triste por sabê-lo que poderia ter sido o que não foi. Como aquele que não nasceu ou antes de ser mesmo desviveu. Vou desvivendo a cada dia, cronologica e naturalmente e sem somar a mim o peso das folhas. Dos livros. Das árvores. De flandres. Assim, amanhã, tão leve, o vento terá o esforço mínimo para me fazer feliz.

(a.l.k.)

Meu mundo e nada mais

Quando eu fui ferido vi tudo mudar
Das verdades que eu sabia

Só sobraram restos que eu não esqueci
Toda aquela paz que eu tinha

Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado
À meia-noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer

Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais

Não estou bem certo se ainda vou sorrir
Sem um traço de amargura

Como ser mais livre, como ser capaz
de enxergar um novo dia

(Guilherme Arantes)

Tristesse

Como você pode pedir
Pra eu falar do nosso amor
Que foi tão forte e ainda é
Mas cada um se foi
Quanta saudade brilha em mim
Se cada sonho é seu
Virou história em sua vida
Mas prá mim não morreu
Lembra, lembra, lembra, cada instante que passou
De cada perigo, da audácia do temor
Que sobrevivemos que cobrimos de emoção
Volta a pensar então
Sinto, penso, espero, fico tenso toda vez
Que nos encontramos, nos olhamos sem viver
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo
Volta a pensar então
Como você pode pedir...

(Telo Borges - Milton Nascimento)

De fora, de dentro, o inverso impossível

Eu sempre assim de um modo que eu desconheço, nem busco, atraio palavras. Elas me vêm aos montes pelos olhos, ouvidos, vêm, vêm. Eu as recebo e devolvo o possível sumo de suas essências. No entanto algo em mim dentro perdura. Uma sujeira, um risco, um travo daquelas letras todas e fonemas. Duras, cruas. Quase sempre elas são assim mesmo, assim mesmo pra mim: coisas. Mas eu sei bem que são sentimento. Eu sou. E triste louca amargamente quem ouve ou lê aquilo que há por dentro? Por dentro de mim. Quem dilui, me ajuda a diluir, quem faz? Ninguém.

(a.l.k.)

Negrinho do Pastoreio

Neguinho do pastoreio
Acha o meu amor pra mim
Ou corto seu devaneio
Com a nega do pixaim

Não adianta me olhar feio
Não posso viver assim
Minha vida está no meio
E parece que está no fim

Senão, escrevo e não leio
Te transformo em querubim
Meu nego do pastoreio
Acha o meu amor pra mim

(Joyce)

9 de jul. de 2008

Vai saber?

Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de mudar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha do que duvidar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?

Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de se dar
E pode aparecer onde ninguém ousaria se pôr

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha o que considerar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?
Vai saber?
Vai saber?

Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de jogar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não venha a reconsiderar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais...

(Adriana Calcanhotto)

6 de jul. de 2008

Por um fio

Por um fio eu me parto em dois
Aceito o que a sorte dispôs
No meu caminho
Vejo a vida, a morte e o depois
Não vou viver jamais sozinho
Porque sou dois
Sou mais que dois
Sou muitos fios
Que vão se tecendo
Com a voz do outro em mim
E quem canta não sabe o fim
Com medo e alegria
Ele anda por um fio

(José Miguel Wisnik e Paulo Neves)

2 de jul. de 2008

E O VENTO LEVOU

Você foi como veio
Um amor que sem freio
Disparou em nós essa emoção
Confiamos em nós, nos perdemos
Achando imbatível a nossa paixão.

Os momentos em que nos amamos
Vivemos, cantamos, deixamos passar
Confiamos em nós, nos perdemos
Ficando a vontade do tempo voltar.

A saudade foi o que sobrou
Deste amor que brincou
Ao julgar ser capaz
De prever, de cuidar, de zelar
De nutrir, de salvar, de guardar
Ser a nossa proteção
Deixou marcas na alma a lição
E hoje só o coração
Pra agüentar essa dor
És a folha que o vento levou
E eu atrás perseguindo
Buscando-te em vão.

(Wilson das Neves / Cláudio Jorge)

19 de jun. de 2008

Rugas

Se eu for pensar muito na vida
Eu morro cedo amor
Meu peito é forte
Nele tenho acumulado tanta dor
As rugas fizeram
Residência no meu rosto
Não choro pra ninguém
Me ver sofrer de desgosto
Eu que sempre soube
Esconder a minha mágoa
Nunca ninguém me viu
Com os olhos rasos d'água
Finjo-me alegre
Pro meu pranto ninguém ver
Feliz aquele que sabe sofrer

(Nelson Cavaquinho / Ary Monteiro/ Augusto Garcês)

I love the way you're breaking my heart

I love the way you're breaking my heart
It's terribly, terribly, terribly, terribly
Thrilling
I love the way you're breaking my heart
Although you're gonna ruin it
It's heaven while you're doin' it

I love the way I feel when we kiss
You're terribly, terribly, terribly
Irresistible
Sigh to me, and lie to me, you really know how
It's gonna hurt tomorrow, but it feels so good now
So darling, just keep playing your part
Take your time and really finish the things that you start
'Cause I love the way you're breaking my heart!

(Peggy Lee)

I fall in love too easily

I fall in love too easily
I fall in love too fast
I fall in love too terribly hard
For love to ever last
My heart should be well-schooled
'Cause I been fooled in the past
But still I fall in love too easily
I fall in love too fast

My heart should be well-schooled
'Cause I been fooled in the past
But still I fall in love too easily
I fall in love too fast

(Sammy Cahn & Jule Styne)

11 de jun. de 2008

O problema é meu

O problema é meu. Eu transponho o peso, a carga e resta a dor residual, inativa, mas presente. Assim como nos pulmões o ar que já não serve pra manter a vida. Inútil. O problema é meu. No "sim" que sai da minha boca, e dolorosamente no "não" que entra pelos meus tímpanos. Tenho eu que decidida, forte e precisamente ser livre. Livre de mim e para mim. E sobretudo firme. Firmíssimo no desejo e na palavra. Não há culpa em quem é, o problema é meu que não sou.

(a.l.k.)

10 de jun. de 2008

da morte à vida

Sentimentos controversos e sobre e neles um gosto estranho de desprazer. Uma memória de uma prazer longínquo que apodreceu, se esvaiu como a última gota de sangue de um corpo, como a derradeira gota de suor dum corpo sob sol escaldante do Saara. Entretanto, na cabeça ainda e de novo lampeja a vontade de retomar o ciclo. Desmorrer para desviver.

(a.l.k)
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