É, como eu falei não ia durar
Eu bem que avisei, pois é, vai desmoronar
Hoje ou amanhã um vai se curvar
E graças a Deus, não vai ser eu quem vai mudar
Você perdeu
E sabendo com quem eu lidei não vou me prejudicar
Nem sofrer, nem chorar, nem vou voltar atrás
Estou no meu lugar, não há razão pra se ter paz
Com quem só quis rasgar o meu cartaz
E agora pra mim você não é nada mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
Porém pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu
Não saberei jamais se você mereceu perdão
Porque eu não sou capaz de esquecer uma ingratidão
E você foi uma a mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar
Porém pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu
E como sempre se faz, aquele abraço, adeus
E até nunca mais
(Baden Powell e Paulo César Pinheiro)
atualizando o post de 07/09/2007
A divina Elizeth Cardoso
No vídeo, também "Feitiço da vila", de Noel Rosa; e "Folha Morta", de Ary Barroso.
atualizando o post de 29/07/10
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1 de mai. de 2012
29 de set. de 2011
Nu com a minha música
Penso ficar quieto um pouquinho lá no meio do som
Peço salamaleikum carinho bênção aché shalon
Passo devagarinho o caminho que vai de tom a tom
Posso ficar pensando no que é bom
Vejo uma trilha clara pro meu Brasil apesar da dor
Vertigem visionária que não carece de seguidor
Nu com a minha música afora isso somente amor
Vislumbro certas coisas de onde estou
Nu com meu violão madrugada nesse quarto de hotel
Logo mais sai o ônibus pela estrada embaixo do céu
O estado de São Paulo é bonito penso em você e eu
Cheio dessa esperança que Deus deu
Quando eu cantar pra turba de Araçatuba verei você
Já em Barretos eu só via os operários do ABC
Quando eu chegar em Americana não sei o que vai ser
Às vezes é solitário viver
Deixo fluir tranqüilo naquilo tudo que não tem fim
Vaca manacá nuvem saudade cana café capim
Coragem grande é poder dizer que sim
(Caetano Veloso)
atualização do post de 27/01/2009:
Peço salamaleikum carinho bênção aché shalon
Passo devagarinho o caminho que vai de tom a tom
Posso ficar pensando no que é bom
Vejo uma trilha clara pro meu Brasil apesar da dor
Vertigem visionária que não carece de seguidor
Nu com a minha música afora isso somente amor
Vislumbro certas coisas de onde estou
Nu com meu violão madrugada nesse quarto de hotel
Logo mais sai o ônibus pela estrada embaixo do céu
O estado de São Paulo é bonito penso em você e eu
Cheio dessa esperança que Deus deu
Quando eu cantar pra turba de Araçatuba verei você
Já em Barretos eu só via os operários do ABC
Quando eu chegar em Americana não sei o que vai ser
Às vezes é solitário viver
Deixo fluir tranqüilo naquilo tudo que não tem fim
Vaca manacá nuvem saudade cana café capim
Coragem grande é poder dizer que sim
(Caetano Veloso)
atualização do post de 27/01/2009:
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14 de ago. de 2011
A Coisa Mais Linda do Mundo | Fino Coletivo (Oficial)
A coisa mais linda do mundo, toda de amarelo
Que coisa linda
Teu sorriso caliente, os teus abraços quentes
O teu olhar me faz ficar ausente
Tua simpatia me faz mostrar os dentes
E é pra vc que eu canto (4x)
Ô coisa linda de meu deus
Ô coisa linda, coisa Linda
(Alvinho Cabral)
Nhem nhem nhem | Fino Coletivo
Desde que fui batizado
Minha alma amarelou
Minha pele era negra, desbotou
Hare Krishna labareda
Pega teu kichute e dança, uma valsa
Felicites os Tibetanos, pela calma
O furor da inteligência
fez a USA usar bem
Uma quenga zapatista
No alto de Suassuna
Toque sanfoneiro
Nessa pele de cordeiro
Beba esse chá de bússola
Feito por esse mestiço
Pelas ondas tabajaras, ouço o rinchar das mulas
Um dia ainda te escrevo
De um banco de praça da cidade do Cabo Canaveral
Por que a areia é fina
Ciranda é uma roda
Por que os sonhos não se limitam à artistas
Os tubarões de Pernambuco não toleram surfistas
Nhém Nhém Nhém...
Nhém Nhém Nhém...
(Totonho)
Fino Coletivo | Jacaré (Se vacilar o jacaré abraça)
Coração cadeado entre aberto e fechado
E se o destino é torto eu não largo meu osso
Eu só quero dizer: “que eu te quero você”
E é difícil pra mim se não guardas um sim
(Se vacilar o jacaré abraça) 2x
Se tá de trapaça, se tá de bandeira,
Se tá de fumaça, de qualquer maneira
Se ta de vacilo, se tá de bobeira,
Pra quem tá tranqüilo é que desce a madeira
Se vacilar o jacaré abraça
(Alvinho Cabral, Thiago Nistal e Wado)
Fino Coletivo | Ai de Mim - Ao vivo no Arpoador RJ
Cê já imaginou
Se não fosse o amor
Você tava no chão
Você tava na mão
Cê já imaginou
Se não fosse o amor
Você tava no chão, irmão
Você tava na mão, irmão
Ai de mim
Eu, ah!
Sem o amor dela
amor, amor, que bom
Ai de mim
Sem o seu amor
(Alvinho Lancellotti e Djalma Dvaila)
30 de nov. de 2010
Vanessa da Mata | Te Amo
Mas o pior não é não conseguir
É desistir de tentar
Não acredite no que eles dizem
Perceba o medo de amar
Eu cresci ouvindo anedotas, clichês e chacotas, frustrações
Sobre amasiar, se casar, se entregar seria fraquejar
Te amo, Te amo, Te amo
Te amo, Te amo, Te amo
E se o tempo levar você, e um dia eu te olhar e não te reconhecer
E se o romance se desconstruir, perder o sentido e me esquecer por ai
Mas nós somos um quadro de Klimt, O beijo para sempre, fagulhando em cores
Resistindo a tudo seremos dois velhos felizes de mãos dadas numa tarde de sol
Pra sempre
Te amo, te amo, te amo
Te amo, te amo, te amo
(Vanessa da Mata)
É desistir de tentar
Não acredite no que eles dizem
Perceba o medo de amar
Eu cresci ouvindo anedotas, clichês e chacotas, frustrações
Sobre amasiar, se casar, se entregar seria fraquejar
Te amo, Te amo, Te amo
Te amo, Te amo, Te amo
E se o tempo levar você, e um dia eu te olhar e não te reconhecer
E se o romance se desconstruir, perder o sentido e me esquecer por ai
Mas nós somos um quadro de Klimt, O beijo para sempre, fagulhando em cores
Resistindo a tudo seremos dois velhos felizes de mãos dadas numa tarde de sol
Pra sempre
Te amo, te amo, te amo
Te amo, te amo, te amo
(Vanessa da Mata)
Vanessa da Mata | O Tal Casal
Depois que o mal tempo foi
Eu vi você chegando
Trazia o rosto doce, bom e aliviado
Nada mais incerto
Passava também um tempo
Voltávamos a ser então o tal casal
Apaixonado, apaixonado
Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Agora mais que nunca somos o tal casal
Apaixonado, apaixonado
E não adianta alguém
Querer que não seja assim
Isso aqui não é o mal
E se anula por si só
E não adianta ir
Tentar se esconder, fugir
Sabedor é quem está
Amadurece e recebe
O presente... presente...
Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir
(Vanessa da Mata)
Eu vi você chegando
Trazia o rosto doce, bom e aliviado
Nada mais incerto
Passava também um tempo
Voltávamos a ser então o tal casal
Apaixonado, apaixonado
Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Agora mais que nunca somos o tal casal
Apaixonado, apaixonado
E não adianta alguém
Querer que não seja assim
Isso aqui não é o mal
E se anula por si só
E não adianta ir
Tentar se esconder, fugir
Sabedor é quem está
Amadurece e recebe
O presente... presente...
Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir
(Vanessa da Mata)
Vanessa da Mata | Vá
Vá
Não fale mais, leve o que é seu e só
Vá
Que o sol já vem e com ele outro dia
Vá
Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que eu sofra mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz
Vá
Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz
Preciso ser mais forte, para não voltar atrás
Aliviando desespero, para adiar o sofrimento
Cresça,
Me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz
(Vanessa da Mata - Lokua Kanza)
Não fale mais, leve o que é seu e só
Vá
Que o sol já vem e com ele outro dia
Vá
Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que eu sofra mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz
Vá
Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz
Preciso ser mais forte, para não voltar atrás
Aliviando desespero, para adiar o sofrimento
Cresça,
Me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz
(Vanessa da Mata - Lokua Kanza)
Vanessa da Mata | As Palavras
As palavras saem quase sem querer,
rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos,
da minha boca, dos meus ombros.
Se quiser ouvir é fácil perceber.
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
Tentei, rasguei sua alma e pus no fogo.
Não assoprei, não relutei.
Os buracos que eu cavei não quis rever
Mas o amargo delas, resvalou em mim.
Não deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
As palavras fogem se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem não me fazem dormir
Adoece e curam, não me dão limites
Vá com carinho, no que vai dizer
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
(Vanessa da Mata)
rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos,
da minha boca, dos meus ombros.
Se quiser ouvir é fácil perceber.
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
Tentei, rasguei sua alma e pus no fogo.
Não assoprei, não relutei.
Os buracos que eu cavei não quis rever
Mas o amargo delas, resvalou em mim.
Não deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
As palavras fogem se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem não me fazem dormir
Adoece e curam, não me dão limites
Vá com carinho, no que vai dizer
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
(Vanessa da Mata)
Vanessa da Mata | O Masoquista e o Fugitivo
Há gente que escolhe sorrir
Há gente que escolhe chorar
Você escolheu a segunda opção
E eu escolhi sair
Não gosto de masoquismos
Eu prefiro me divertir
A nossa relação tem tudo pra não dar certo
Você só quer perder
E nada que fica assim pode vencer
Eu insisto em ser feliz
Mesmo que minhas condições me testem
Eu insisto em ser maior
Pra está sempre melhor
Há gente que escolhe sorrir
Há gente que escolhe chorar
Você escolheu a segunda opção
E eu escolhi sair (lalala)
Não gosto de masoquismos
Eu prefiro me divertir
Pois vá diante, que eu vou adiante
E assim quem sabe,
Você chorando será do jeito seu, completo
(Vanessa da Mata)
Há gente que escolhe chorar
Você escolheu a segunda opção
E eu escolhi sair
Não gosto de masoquismos
Eu prefiro me divertir
A nossa relação tem tudo pra não dar certo
Você só quer perder
E nada que fica assim pode vencer
Eu insisto em ser feliz
Mesmo que minhas condições me testem
Eu insisto em ser maior
Pra está sempre melhor
Há gente que escolhe sorrir
Há gente que escolhe chorar
Você escolheu a segunda opção
E eu escolhi sair (lalala)
Não gosto de masoquismos
Eu prefiro me divertir
Pois vá diante, que eu vou adiante
E assim quem sabe,
Você chorando será do jeito seu, completo
(Vanessa da Mata)
13 de nov. de 2010
Se Acontecer | Djavan
As estrelas brilham sem saber,
Mas cada vez melhor
Pois foi só você aparecer
Todas desceram pra ver
Você brilhar de cor.
O que mais chamou minha atenção?
Sua expressão sutil
Isso eu já não posso esquecer
Porque não foi só visão,
O coração sentiu.
A tenda da noite enche de sombra
Um sonhar vazio
Percorri tantas fontes até ver você
Sair do nada pros meus horizontes
Que a manhã pura e sã
Com as mãos de jasmim vá roçar seu rosto
Pro amor ardente despertar por mim
Deus é pai, vai saber
Se acontecer, serei seu até o fim!
Em tempo de chuva, que chova:
Eu não largo da sua mão!
Nem que caia um raio
Eu saio sem você na imaginação.
(Djavan)
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4 de out. de 2010
António Zambujo | Não me dou longe de ti
Não me dou longe de ti
Nem em sonhos eu consigo
Ter alguém no meio de nós
Só Deus sabe o que pedi
Para tu ficares comigo
E ouvires a sua voz
Só eu sei o que sofri
Quando sonhava contigo
E abria os olhos a sós
Sabes da minha fraqueza
Onde a faca tem dois gumes
Onde me mato por ti
É da tua natureza
Cortar-me o peito em ciúmes
E eu finjo que não morri
Mas é da minha tristeza
Esconder no fado os queixumes
E a cantar entristeci
À noite voltas de chita
Com duas flores no regaço
E tudo o que a Deus pedi
És tão minha, tão bonita
És a primeira que abraço
Aquela em que me perdi
Nem a minha alma acredita
Que me perco no teu passo
Não me dou longe de ti
Assim te quero guardar
Como se mais nada houvesse
Nem futuro, nem passado
De tanto, tanto te amar
Pedi a Deus que trouxesse
O teu corpo no meu fado
(João Monge | Alfredo dos Santos)
17 de ago. de 2010
A Volta da Xanduzinha
Sofrimento não me assusta
Mariá
É meu vizinho de boas tardes
Mariá
Conhecer a ingratidão
Isso não
Isso não
Isso não
Quando ela tinha nada
Mariá
Eu abri a casa toda
Mariá
Quando eu precisei dela
Mariô
Mariô
Mariô
Foi, quem sabe, a vaidade
ou os oito boi zebu
ou a casa com varanda
dando pro norte e pro sul
Fiz a caminha dela
No manacá
O sapatinho dela
no manacá
E a roupinha dela
No manacá
Cadê agora?
Mana, maninha, como é triste recordar
A beleza do seu riso
É demais pra se lembrar
O vestido dos seus olhos
Se vestiu pra descansar.
(Tom Zé)
Mariá
É meu vizinho de boas tardes
Mariá
Conhecer a ingratidão
Isso não
Isso não
Isso não
Quando ela tinha nada
Mariá
Eu abri a casa toda
Mariá
Quando eu precisei dela
Mariô
Mariô
Mariô
Foi, quem sabe, a vaidade
ou os oito boi zebu
ou a casa com varanda
dando pro norte e pro sul
Fiz a caminha dela
No manacá
O sapatinho dela
no manacá
E a roupinha dela
No manacá
Cadê agora?
Mana, maninha, como é triste recordar
A beleza do seu riso
É demais pra se lembrar
O vestido dos seus olhos
Se vestiu pra descansar.
(Tom Zé)
16 de ago. de 2010
A Luneta Mágica
Joaquim Manuel Macedo
INTRODUÇÃO
I
Chamo-me Simplício e tenho condições naturais ainda mais tristes do que o meu nome.
Nasci sob a influência de uma estrela malígna, nasci marcado com o selo do infortúnio.
Sou míope; pior do que isso, duplamente míope míope física e moralmente.
Miopia física:- a duas polegadas de distância dos olhos não distingo um girassol de uma violeta.
E por isso ando na cidade e não vejo as casas.
Miopia moral:- sou sempre escravo das idéias dos outros; porque nunca pude ajustar duas idéias minhas.
E por isso quando vou às galerias da câmara temporária ou do senado, sou consecutiva e decididamente do parecer de todos os oradores que falam pró e contra a matéria em discussão.
Se ao menos eu não tivesse consciência dessa minha miopia moral!... mas a convicção profunda de infortúnio tão grande é a única luz que brilha sem nuvens no meu espírito
Disse-me um negociante meu amigo que por essa luz da consciência represento eu a antítese de não poucos varões assinalados que não tem dez por cento de capital da inteligência que ostentam, e com que negociam na praça das coisas publicas.
-- Mas esses varões não quebram, negociando assim?... perguntei-lhe.
-- Qual! são as coisas públicas que andam ou se mostram quebradas.
-- E eles?...
-- Continuam sempre a negociar com o crédito dos tolos, e sempre se apresentam como boas firmas.
Na cândida inocência da minha miopia moral não pude entender se havia simplicidade ou malícia nas palavras do meu amigo.
II
Aos doze anos de idade achei-me no mundo órfão de pai e de mãe.
Eu estava acostumado a ver pelos olhos de minha mãe, a pensar pela inteligência de meu pai; fiquei, pois, nas trevas dos olhos e da razão.
Meus pais eram ricos, e deviam deixar-me, deixaram-me por certo, avultada fortuna; quanto, não sei: meu irmão mais velho que tomou conta dos meus bens, minha tia Domingas que tomou conta da minha pessoa, e minha prima Anica que se criou comigo e que é um talento raro, pois até aprendeu latim, hão de saber disso melhor do que eu.
Dizem eles que a minha fortuna vai a vapor, ignoro se para trás se para diante, porque os barcos e carros a vapor avançam e recuam à custa do gás impulsor; mas o meu amigo negociante declarou-me que por certas razões que não compreendo, nas quais, também não sei porque, entra a pessoa da prima Anica, devo confiar muito no zelo da tia Domingas.
E eu confio nela o mais possível; porque é uma senhora que anda sempre de rosário e em orações e que tendo alguma coisa de seu, apesar de tão religiosa, nua deu nem dá um vintém de esmola ao pobre que lhe bate à porta, pretextando sempre que tem muita vontade de fazer esmolas evangélicas; porem que ainda não achou meio de esconder da mão esquerda o óbulo da caridade pago pela mão direita.
Estou tão profundamente convencido da pureza dos sentimentos religiosos da tia Domingas, que desde que ela tomou conta de mim, vivo em sustos de que algum dia a piedosa senhora mande amputar a mão esquerda para conseguir dar esmolas com a mão direita, conforme o preceito evangélico de que em sua santa severidade não quer prescindir.
III
Aos dezoito anos de idade comecei a compreender todas as proporções da minha desgraça dupla: chorei, lastimei-me, pedi médicos para os meus olhos, e mestres para minha inteligência.
A força de muito rogar e bradar consegui que me dessem uns e outros.
Os mestres ganharam o seu dinheiro e eu quase que perdi todo o meu tempo com eles; porque bem pouco lucrei no empenho de combater a minha miopia moral.
O mais hábil dos meus professores declarou-me no fim de quatro anos que um mancebo tão rico de cabedais como eu era, podia bem reputar-se literato de avantajado merecimento, sabendo ler, escrever e as quatro espécies da aritmética.
Convencido sempre que só me diziam a verdade, e tendo conseguido saber, aos vinte e dois anos de idade, ler mal, escrever pior, e fazer com a maior dificuldade as quatro espécies da aritmética, mandei embora o hábil professor, e fiquei literato.
Os médicos falaram-me em córnea transparente, em cristalino, em raios luminosos muito convergentes, em retina, e não sei em que mais, e acabaram por dizer-me que aos sessenta, ou setenta anos de idade, eu havia de ver muito melhor.
Dos médicos alopatas recebi esta consolação de melhor visão aos setenta anos, se estivesse vivo; dos homeopatas sei se me deram o cristalino em glóbulos, ou os raios convergentes em tintura; mas o fato é que em resultado de dez conferências e de vinte tratamentos diversos não vi uma linha adiante do que via, e apenas posso gabar-me de não ter ficado cego com a luz de tanta ciência.
O meu desgosto foi aumentando com os anos.
Meu irmão, que é um santo homem, me dizia:
-- Consola-te, mano; tudo tem compensação: a tua miopia é uma desgraça; mas porque és míope não vês como são bonitos os bordados da farda de um ministro de estado, e portanto não te exasperas por não poder ostentá-los.
Convém saber que meu irmão saiu eleito deputado na última designação constitucional, e mandou fazer a sua libré parlamentar ainda antes de ser reconhecido representante legítimo do povo soberano que anda de paletó e de jaqueta.
Deste fato e da sua observação concluí eu em minha simplicidade que o mano Américo vive doido por ser ministro para fazer o bem da pátria.
E não é só ele; a prima Anica já sonhou três vezes com mudança de gabinete, e com correios e ordenanças à porta de nossa casa.
Inocente menina! é um anjo: os seus sonhos são piedosos como as vigílias da tia Domingas, sua mãe, e patrióticos, como os cálculos o mano deputado; ela diz com virginal franqueza que tem meia dúzia de parentes pobres a arranjar, quando o mano Américo for ministro.
Meia dúzia só!... que abnegação e que desinteresse da prima Anica!
Ela está se tornando tão profundamente religiosa como a tia Domingas.
Já fez um ponto de fé deste suavíssimo princípio: "a caridade deve começar por casa".
14 de ago. de 2010
Mr. Pitiful
They call me Mr. Pitiful
Baby thats my name now
They call me Mr. Pitiful Thats how I got my fame
But people just don`t seem to understand
How someone can feel so blue
They call me Mr pitiful cause I lost someone just like you.
The call me Mr. Pitiful
This everybody know now
They call me Mr. Pitiful Most everyplace I go.
But nobody seems to understand now,
How can a man sing such a sad song
When he lost everything that he had.
How can I explain to you
How somebody con get so very blue
How can I tell you about my past
If all things won`t end.
Mr Pitiful
Thats my name now
They call me Mr. Pitiful Thats how I got my fame
But nobody seems to understand
what make a man can feel so very blue
They call me Mr. Pitiful cause I m in love with you
Can I explain to you
Everything is going wrong
I`ve lost everything i had
I have to sing this sad song
To get back to her
And I m gonna sing this song to you
And i want you
And I want you
And I want you
And I want you
[And I wanna tell you everything is going through my mind]
And I want to sing
And I want to sing
And I want to sing
And I want to sing this song with you
[And I wanna sing this song to everyone]
Cause I want them to understand what I talkin about
I want you to understand what I`m sayin......
(Cropper, S; Redding, O)
Baby thats my name now
They call me Mr. Pitiful Thats how I got my fame
But people just don`t seem to understand
How someone can feel so blue
They call me Mr pitiful cause I lost someone just like you.
The call me Mr. Pitiful
This everybody know now
They call me Mr. Pitiful Most everyplace I go.
But nobody seems to understand now,
How can a man sing such a sad song
When he lost everything that he had.
How can I explain to you
How somebody con get so very blue
How can I tell you about my past
If all things won`t end.
Mr Pitiful
Thats my name now
They call me Mr. Pitiful Thats how I got my fame
But nobody seems to understand
what make a man can feel so very blue
They call me Mr. Pitiful cause I m in love with you
Can I explain to you
Everything is going wrong
I`ve lost everything i had
I have to sing this sad song
To get back to her
And I m gonna sing this song to you
And i want you
And I want you
And I want you
And I want you
[And I wanna tell you everything is going through my mind]
And I want to sing
And I want to sing
And I want to sing
And I want to sing this song with you
[And I wanna sing this song to everyone]
Cause I want them to understand what I talkin about
I want you to understand what I`m sayin......
(Cropper, S; Redding, O)
13 de ago. de 2010
Só deixo meu coração na mão de quem pode
Só deixo meu coração
Na mão de quem pode
Fazer da minha alma
Suporte
Pr’uma vida
Insinuante
Insinuante
Anti-tudo que não
Possa ser
Bossa-nova hardcore
Bossa-nova nota dez
Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então só vou
Deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem
Pode
Na mão de quem
Pode
E absorve
Todo céu
Qualquer inferno
Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar
Na dança absoluta
Da matança
Do que é tédio
Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo
Do amor
Porque não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza
De si mesmo
Projetado
Assim jogado
Como lama anti-erótica
Na cara do desejo mais
Intenso de ficar com a pessoa
E eu não tô à toa
Eu sou muito boa
Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida
Oferecida
Como dança e não
Quero te dar gelo
Jealous guy
Vê se aprende
Se desprende
Vem pra mim
Que sou esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me
Só deixo minha alma
Só deixo o coração
Só deixo minha alma
Na mão de quem pode
Só deixo minha alma
Só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto
Eu vou dizendo
Que só deixo minha alma
Só deixo meu coracão
Na mão de quem pode
Fazer dele erótico suporte
Pra tudo que é ótimo fator vital
(Katia B / Marcos Cunha / Plínio Profeta / Fausto Fawcett)
atualização do post de 13/04/2008
Na mão de quem pode
Fazer da minha alma
Suporte
Pr’uma vida
Insinuante
Insinuante
Anti-tudo que não
Possa ser
Bossa-nova hardcore
Bossa-nova nota dez
Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então só vou
Deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem
Pode
Na mão de quem
Pode
E absorve
Todo céu
Qualquer inferno
Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar
Na dança absoluta
Da matança
Do que é tédio
Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo
Do amor
Porque não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza
De si mesmo
Projetado
Assim jogado
Como lama anti-erótica
Na cara do desejo mais
Intenso de ficar com a pessoa
E eu não tô à toa
Eu sou muito boa
Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida
Oferecida
Como dança e não
Quero te dar gelo
Jealous guy
Vê se aprende
Se desprende
Vem pra mim
Que sou esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me
Só deixo minha alma
Só deixo o coração
Só deixo minha alma
Na mão de quem pode
Só deixo minha alma
Só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto
Eu vou dizendo
Que só deixo minha alma
Só deixo meu coracão
Na mão de quem pode
Fazer dele erótico suporte
Pra tudo que é ótimo fator vital
(Katia B / Marcos Cunha / Plínio Profeta / Fausto Fawcett)
atualização do post de 13/04/2008
Marcadores:
Letra de música,
vastas emoções e pensamentos imperfeitos
6 de ago. de 2010
Pranto livre
Chora, desabafa seu peito,
Chora, você tem o direito.
Se tratando de amor,
qualquer um pode chorar.
Não se envergonhedo pranto,
que é privilégio de quem sabe amar.
Quem não teve amor nunca sofreu,
E desconhece o que é agonia.
Abra o peito
e deixe o pranto livre como eu.
Ah, desabafe a melancolia.
(Dida / Everaldo da Viola)
Chora, você tem o direito.
Se tratando de amor,
qualquer um pode chorar.
Não se envergonhedo pranto,
que é privilégio de quem sabe amar.
Quem não teve amor nunca sofreu,
E desconhece o que é agonia.
Abra o peito
e deixe o pranto livre como eu.
Ah, desabafe a melancolia.
(Dida / Everaldo da Viola)
Dor-de-cotovelo
O ciúme dói nos cotovelos
Na raiz dos cabelos
Gela a sola dos pés
Faz os músculos ficarem moles
E o estômago vão e sem fome
Dói da flor da pele ao pó do osso
Rói do cóccix até o pescoço
Acende uma luz branca em seu umbigo
Você ama o inimigo
E se torna inimigo do amor
O ciúme dói do leito à margem
Dói pra fora na paisagem
Arde ao sol do fim do dia
Corre pelas veias na ramagem
Atravessa a voz e a melodia
(Caetano Veloso)
Na raiz dos cabelos
Gela a sola dos pés
Faz os músculos ficarem moles
E o estômago vão e sem fome
Dói da flor da pele ao pó do osso
Rói do cóccix até o pescoço
Acende uma luz branca em seu umbigo
Você ama o inimigo
E se torna inimigo do amor
O ciúme dói do leito à margem
Dói pra fora na paisagem
Arde ao sol do fim do dia
Corre pelas veias na ramagem
Atravessa a voz e a melodia
(Caetano Veloso)
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