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22 de mai. de 2014

Estrada branca/ This happy Madness: interpretações sublimes

Estrada branca
Lua branca
Noite alta
Tua falta caminhando
Caminhando, caminhando
Ao lado meu
Uma saudade
Uma vontade
Tão doída
De uma vida
Vida que morreu
Estrada passarada
Noite clara
Meu caminho é tão sozinho
Tão sozinho
A percorrer
Que mesmo andando
Para a frente
Olhando a lua tristemente
Quanto mais ando
Mais estou perto
De você
Se em vez de noite
Fosse dia
Se o sol brilhasse
E a poesia
Em vez de triste
Fosse alegre
De partir
Se em vez de eu ver
Só minha sombra
Nessa estrada
Eu visse ao longo
Dessa estrada
Uma outra sombra
A me seguir
Mas a verdade
É que a cidade
Ficou longe, ficou longe
Na cidade
Se deixou meu bem-querer
Eu vou sozinho sem carinho
Vou caminhando meu caminho
Vou caminhando com vontade de morrer

(Antonio Carlos Jobim/ Vinicius de Moraes)








What should I call this happy madness that I feel inside of me
Sometime of wild October gladness that I never thought I'd see
What has become of all my sadness all my endless lonely sighs
Where are my sorrows now
What happened to the frown and is that self contented clown
Standing grinning in the mirror really me
I'd like to run through Central Park carve your initials in the bark
Of every tree I pass for every one to see
I feel that I've gone back to childhood and I'm skipping through the wildwood
So excited that I don't know what to do
What do I care if I'm a juvenile I smile my secret little smile
Because I know the change in me is you
What should I call this happy madness all this unexpected joy
That turned the world into a baby's bouncing toy
The god's are laughing far above one of them gave a little shove
And I fell gaily gladly madly into love

(Antonio Carlos Jobim/ Vinicius de Moraes/ Gene Lees)


24 de mar. de 2012

GAL estréia RECANTO

Crítica show - FOLHA DE SAO PAULO

Gal Costa é intensa e atemporal em novo espetáculo, "Recanto"

Em cartaz no Rio, maior cantora do Brasil passeia por sucessos de sua carreira e músicas obscuras de Caetano
MARCUS PRETO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

O foco de luz que atravessa o escuro do palco mostra apenas o rosto de Gal Costa. Expõe os lábios carnudos tão característicos, o cabelo armado como a juba de um leão. Ela está sentada, altiva.

A banda ataca "Da Maior Importância", música de Caetano Veloso. A voz sai quente, sensual.

Em que ano estamos? Pela imagem e pelo som, não fica claro se em 1973, no agora ou no futuro. A maior cantora do Brasil voltou.

A mão que a trouxe de volta foi a de Caetano Veloso, compositor de todas as faixas do álbum "Recanto" (2011) e diretor do show.

São de Caetano 16 das 21 canções apresentadas por Gal. Algumas bem conhecidas do público, como "Baby", "Dom de Iludir", "Divino Maravilhoso" (parceria com Gil) e "Força Estranha".

Mas a maior parte delas é quase obscura. "Mãe", "Minha Voz, Minha Vida", "O Amor" e as novinhas "Recanto Escuro" e "Mansidão".

A ideia original era fazer um show só com canções que ele compôs para a voz dela. Mas mudaram de ideia no percurso, incluindo outros compositores: "Folhetim" (Chico Buarque), "Barato Total" (Gilberto Gil), "Deus É o Amor" (Jorge Ben Jor) e até "Um Dia de Domingo" (Michael Sullivan/Paulo Massadas), em que Gal imita o vozeirão de Tim Maia.

Com essa intensidade cênica, ela não existia desde "O Sorriso do Gato de Alice", espetáculo dirigido por Gerald Thomas em 1994.

A iluminação revela a banda aos poucos: Domenico Lancellotti (bateria e bases eletrônicas), Pedro Baby (guitarra) e Bruno Di Lullo (baixo). A sonoridade experimental das novas canções permeia o arranjo de algumas antigas. Embalada em arranjo eletrônico, a clássica "Vapor Barato" se torna irmã da recente "Neguinho".

Gal fez o improvável: tornou natural o degrau entre os arranjos eletrônicos e acústicos. O ouvinte aprende que violão e sintetizador são, na real, tudo a mesma coisa.


AVALIAÇÃO ótimo


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DIVINO, MARAVILHOSO





AUTOTUNE AUTOERÓTICO




BARATO TOTAL




SEGUNDA




NEGUINHO




UM DIA DE DOMINGO




DOM DE ILUDIR




MIAMI MACULELÊ




VAPOR BARATO (áudio)




FOLHETIM




MÃE




FORÇA ESTRANHA



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Estou todo descaracterizado aqui... Em lágrimas e feliz. Gal, meu amor, deste um "pááá" na cara do povo! Salve!


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MÃE



DA MAIOR IMPORTÂNCIA (abertura)






29 de nov. de 2011

A grande beleza de Gal e Caetano


Texto por Julio César Biar*
“Coisas sagradas permanecem/ Nem o demo as pode abalar”. Os versos de ‘Recanto escuro’, canção de onde foi retirado o título do aguardado disco de Gal Costa, resumem a longeva parceria da cantora com Caetano Veloso.
Dando voz às palavras do compositor desde 1965, quando gravou ‘Sol negro’ ainda como Maria da Graça, em dueto com Bethânia, e, dois anos depois, dividiu com ele o disco de estreia, ‘Domingo’, Gal construiu sua carreira alicerçada por grandes interpretações de canções caetânicas. De ‘Coração vagabundo’ a ‘Divino maravilhoso’, de ‘Tigresa’ a ‘Força estranha’, de ’Mãe’ a ‘Meu bem, meu mal’, de ‘Minha voz’ a ‘Vaca profana’, de ‘Aquele frevo axé’ a ‘Luto’, entre outras tantas que formam verdadeira biografia musical da cantora.
Recanto pode ser um lugar aconchegante, um canto cantado novamente, um canto não inaugural, com história, reflexivo. Recanto é ‘Relance’ entre Gal e Caetano que assina todas as composições (em estilo próximo ao de seu disco ‘Cê’) e a produção (em parceria com Moreno Veloso) do álbum lançado pela gravadora Universal Music . Seis anos depois de ‘Hoje’ (Trama), CD recebido friamente pelos críticos, ‘Recanto’ aponta novos rumos e recoloca Gal na dianteira da produção musical contemporânea ao juntar à sua voz cristalina os sons eletrônicos concebidos por jovens músicos cariocas. A voz madura, porém jovial, harmoniza temas por vezes ásperos. Não há exibicionismos vocais, o canto surge límpido em contraponto aos sons tecnológicos.
Kassin – sempre ele – responde pela programação e arranjos da maioria das faixas. Nomes da cena alternativa como o quarteto experimental Rabotnik (Estevão Casé, Eduardo Manso, Bruno Di Lullo e Rafael Rocha) e o Duplexx (Bartolo e Leo Ribeiro) também contribuem para a bela e inquietante sonoridade de ‘Recanto’.
Das onze canções, apenas duas não são inéditas: ‘Madre Deus’, feita para o balé ‘Onqotô’ do grupo Corpo, e ‘Mansidão’, gravada por Jane Duboc em 1982. É incrível como a letra de ‘Mansidão’ encaixa-se perfeitamente ao presente de Gal: “Esta voz que o cantar me deu é uma festa paz em mim”, explicitam os versos. A ‘Verdadeira baiana’ torna sua a canção feita para a colega, assim como fez com ‘Dom de iludir’, escrita para Maria Creuza.
Gal não precisa provar mais nada para ninguém, seu canto desde o início moderno registrou a maioria dos grandes compositores desse país. Sua rica biografia está cifrada e misturada à de Caetano em ‘Recanto escuro’, emocionante canção repleta de “ilusões auditivas” e intervenções do violão de sete cordas de Luís Felipe de Lima. Quase uma seresta nostálgico-futurista. Já ‘Cara do mundo’ roça a lavra autoral pop moderna do Hermano Marcelo Camelo. Impressiona por uma dissimulada singeleza que escamoteia signos enigmáticos, altamente visuais.
‘Autotune autoerótico’ é faixa que vem juntar-se às canções inspiradas na voz/canto de Gal, como ‘Eu te amo’ e ‘Minha voz, minha vida’. Provocativa, a cantora brinca com a ferramenta do título nos improvisos. A voz “americana e global”, exercitada nas panelas de Dona Mariah, impõe-se impecável e desafiadora, roçando nos cabelos antes de descer “a nota ao sol do plexo”. Poeta e musa inspiradora em estado puríssimo.
“Tudo é singular” na estranheza de ‘Tudo dói’, onde a doçura do canto de Gal suaviza vocábulos iridescentes e hipotálamos que minguam. Viver dói. Escolhida como música de trabalho, ‘Neguinho’ tem sua hipnótica base, assinada por Zeca Veloso, pontuada pela guitarra psicodélica de Pedro Sá. A letra que critica o consumo desenfreado da sociedade (Neguinho compra três TVs de plasma, um carro, um GPS/ E pensa que é feliz) ganha registro refinado de Gal e faz pensar na inclusão de ‘Eu sou neguinha’ numa possível sequencia no futuro show da cantora. “Neguinho que eu falo é nós”, sentencia.
Caetano inspirou-se em Gabriel, o filho de Gal, para fazer ‘O menino’ que “ilumina as madrugadas”, salvador como o Menino Jesus. ‘Sexo e dinheiro’ é canção filosófica, intensa, um verdadeiro desafio de interpretação. Gal está sublime passeando pela áspera base. A diva cai no batidão do funk carioca em ‘Miami maculelê’, esperta letra que cita os bandidos santos (“São Dimas, Robbin Hood e o Anjo 45/ todos dançando comigo”) e ressalta a ligação da música dos morros cariocas com o Miami bass e o maculelê de Santo Amaro da Purificação.
foto: Gilda Midani
Surpreendentemente, ‘Recanto’ termina com uma canção sem qualquer som eletrônico, ‘Segunda’, na qual Moreno pilota todos os instrumentos. “Segunda é dia de branco/ Vou arrastar meu tamanco”, diz a letra em viés diferente da faixa anterior, mas ainda pisando o chão do proletariado, esteja ele nas favelas cariocas, paulistas ou alhures.
‘Recanto’ impõe-se desde já como um dos melhores discos de Gal que reaparece serena e segura. Que outra cantora poderia se mostrar tão ousada após quase cinco décadas de carreira? A mulher sagrada de Caetano – e de muitos outros – continua acima da manada.
* Julio César Biar é colaborador do Divercidade. Ele é jornalista, radialista e crítico musical. Carioca, fã de cantoras e do que se convencionou chamar de MPB. Acesse também o blog pessoal “Outras Palavras 

25 de jul. de 2010

Nenhuma dor

Minha namorada tem segredos
Tem nos olhos mil brinquedos
De magoar o meu amor
Minha namorada, muito amada
Não entende quase nada
Nunca vem de madrugada
Procurar por onde estou
É preciso, ó doce namorada
Seguirmos firmes na estrada
Que leva nenhuma dor
Minha doce e triste namorada
Minha amada, idolatrada
Salva, salva o nosso amor

(Torquato neto - Caetano Veloso)


5 de jul. de 2010

Olhos do coração

Que coisa forte, bonita
Que vida, que pulsação
Quem ouve, sente, acredita
Nos olhos do coração
Rei negro chamado Charles
Reinando em tantas canções, yeah
Stevie maravilhando
O mundo com outra visão são...
Eles...
Som que vai longe
Eles...
Sempre com a gente
São eles...
Brilho na escuridão
Luz que não se apaga nunca
Iluminação
José que traz Porto Rico
No sangue, voz e violão, yeah
Feliciano lamento
Trazendo dentro um vulcão são...
Eles...

(Tunai e Sérgio Natureza)

16 de mai. de 2010

8 de mai. de 2010

MÃE

Palavras, calas, nada fiz
Estou tão infeliz
Falasses, desses, visses, não
Imensa solidão

Eu sou um rei que não tem fim
E brilhas dentro aqui
Guitarras, salas, vento, chão
Que dor no coração

Cidades, mares, povo, rio
Ninguém me tem amor
Cigarras, camas, colos, ninhos
Um pouco de calor

Eu sou um homem tão sozinho
Mas brilhas no que sou
E o meu caminho e o teu caminho
É um nem vais, nem vou

Meninos, ondas, becos, mãe
E só porque não estás
És para mim e nada mais
Na boca das manhãs

Sou triste, quase um bicho triste
E brilhas mesmo assim
Eu canto, grito, corro, rio
E nunca chego a ti


(Caetano Veloso)

28 de mar. de 2010

25 de fev. de 2010

A Mulher

Lá vai ela
Lá vai a mulher subindo
A ponta do pé tocando ainda o chão
Já na imensidão
É lindo
Ela em plena mulher
Brilhando no poço de tempo que abriu-se
Ao rés de seu ser de mulher
Que se abriu
Sem ter que morrer
Todo homem viu

(Caetano Veloso)


2 de fev. de 2010

Lua de mel

Lua de mel
Mamã mamãe, eu tô em lua de mel
Eu tô morando num pedaço do céu
Como o diabo gosta
Todo delito
Doce deleite
Todo desfrute tem permissão
Tudo que dá prazer, tentação
O dia inteiro nadar no mar
Banco de areia, imensidão
Tardes, desmaio
Nossa canção
Que diz
Lua de mel
Mamã mamãe, eu tô em lua de mel
Eu tô morando num pedaço do céu
Como o diabo gosta
Da vida eu já conheço
A dor de não poder
Viver como eu queria
Mas uma coisa eu posso
E quando quer canto, canto
Lua de mel
Mamã mamãe, eu tô em lua de mel
Eu tô morando num pedaço do céu
Como o diabo gosta
Gosta, como o diabo gosta

(Lulu Santos)



Errática

Nesta melodia em que me perco
Quem sabe, talvez um dia
Ainda te encontre minha musa
Confusa

Esta estrada me escorre do peito
E tão sem jeito
Se desenha entre as estrelas da galáxia
Em fúcsia...

Bússolas não há na cor dos versos
Usam como senha tons perversos
Busco a trilha certa, matematicamente
Só sei brincar de cabra-cega
Errática
Chega

Neste descaminho, meu caminho
Te percorre a ausência
Corpo, alma, tudo, nada, musa
Difusa.

O sorriso do gato de Alice se se visse
Não seria menos ou mais intocável
Que o teu, véu
Pausa de fração de semifusa
Pode conter tão grande tristeza

Busco o estilo exato
A tática eficaz
Do rock ao jazz
Do lied ao samba
Ao brega
Errática
Chega

(Caetano Veloso)


7 de dez. de 2009

É d’Oxum

Nessa cidade todo mundo é d’oxum
Homem, menino, menina, mulher
Toda essa gente irradia magia

Presente na água doce
Presente na água salgada
E toda cidade brilha

Presente na água doce
Presente na água salgada
E toda cidade brilha

Seja tenente ou filho de pescador
Ou um importante desembargador
Se der presente é tudo uma coisa só

A força que mora n’água
Não faz distinçao de cor
E toda cidade é d’oxum

A força que mora n’água
Não faz distinção de cor
E toda cidade é d’oxum

É d’oxum, é d’oxum,
É d’oxum,
Eu vou navegar
Eu vou navegar nas ondas do mar
Eu vou navegar
Eu vou navegar
Eu vou navegar nas ondas do mar
Eu vou navegar

(Gerônimo e Vevé Calasans)






10 de set. de 2009

Quando bate uma saudade

Vem
Quando bate uma saudade
Triste
Carregado de emoção
Ou aflito quando um beijo já não arde
No reverso inevitável da paixão
Quase sempre um coração amargurado
Pelo desprezo de alguém
É tocando pelas cordas de uma viola
É assim que um samba vem

Quando o poeta se encontra
Sozinho num canto qualquer do seu mundo
Vibram acordes, surgem imagens
Soam palavras, formam-se frases
Mágoas
Tudo passa com o tempo
Lágrimas
São as pedras preciosas da ilusão
Quando surge a luz da criação no pensamento
Ele trata com ternura o sofrimento
E afasta a solidão

(Paulinho da Viola)




Gal em "O sorriso do gato de Alice": MARAVILHA!!!!

20 de ago. de 2009

Língua do Pê

Gaparanpantopo quepe vopocêpê
Garanto que você
Nãpão vapai não vai
Nãpão vapai não vai
Compomprepeenpendeper
Bulhufas
Bulhufas
Dopo quepe tempentapamopos lhepe dipizeper
Não tem problema
Não tem problema

Espetapamopos pelaí
Não tem problema
Não tem problema
Espetapamopos espepeperanpandopo coisas pela aí

Smetak tak tak tak (tak tak tak tak tak)
Mariá bababa baba baba
Catuaba
Cachoeira
Vão me procurar na Lapa
Na gruta da Mangabeira
Quarta-feira de manhã
Quarta-feira de manhã

(Gilberto Gil)


12 de jun. de 2009

Futuros amantes

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos


Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização


Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

(Chico Buarque)



9 de jun. de 2009

O motor da luz

Quem desligou o mortor da luz?
Ai, que aperto no meu coração!
O meu bem foi-se embora
E na noite lá fora
O mar agora só me diz não
Ai de quem vive na escuridão
Nunca vê o clarão de um prazer
Vida sem liberdade
Sombra de uma saudade
Resta uma só vontade: morrer
Sem amor onde é que eu vou chegar,
Se é o amor que nos guia e conduz?
Nunca andei tão perdida
Será minha esta vida?
Quem desligou o motor da luz?

(Caetano Veloso)

Coraçãozinho

Não sei onde aprendi a cantar
Só sei que não consigo esquecer
Cantiga vem do céu
Vem do mato e vem do mar
Faz o meu coraçãozinho doer

(Caetano Veloso)

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