Não sei, não sabe ninguém
Porque canto fado, neste tom magoado
De dor e de pranto…
Neste tormento, todo sofrimento
Eu sinto que a alma cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus, que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas, deu ouro ao sol e prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
Pôs as estrelas no céu
Fez o espaço sem fim
Deu o luto as andorinhas
Ai…e deu-me esta voz a mim
Se eu canto, não sei porque canto
Misto de ventura, saudade, ternura ou talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando, se tem um desgosto
E o pranto no rosto nos deixa melhor
Foi Deus, que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar
Foi Deus, que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
Fez o poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu flores à primavera
Ai…e deu-me esta voz a mim
(Alberto Janes)
AMÁLIA RODRIGUES
ANTÓNIO ZAMBUJO
AMÁLIA HOJE
Mostrando postagens com marcador Amália Hoje. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amália Hoje. Mostrar todas as postagens
23 de out. de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
