12 de jul. de 2008
Negrinho do Pastoreio
Acha o meu amor pra mim
Ou corto seu devaneio
Com a nega do pixaim
Não adianta me olhar feio
Não posso viver assim
Minha vida está no meio
E parece que está no fim
Senão, escrevo e não leio
Te transformo em querubim
Meu nego do pastoreio
Acha o meu amor pra mim
(Joyce)
9 de jul. de 2008
Vai saber?
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de mudar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor
Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha do que duvidar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?
Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de se dar
E pode aparecer onde ninguém ousaria se pôr
Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha o que considerar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?
Vai saber?
Vai saber?
Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de jogar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor
Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não venha a reconsiderar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais...
(Adriana Calcanhotto)
6 de jul. de 2008
Por um fio
Aceito o que a sorte dispôs
No meu caminho
Vejo a vida, a morte e o depois
Não vou viver jamais sozinho
Porque sou dois
Sou mais que dois
Sou muitos fios
Que vão se tecendo
Com a voz do outro em mim
E quem canta não sabe o fim
Com medo e alegria
Ele anda por um fio
(José Miguel Wisnik e Paulo Neves)
2 de jul. de 2008
E O VENTO LEVOU
Um amor que sem freio
Disparou em nós essa emoção
Confiamos em nós, nos perdemos
Achando imbatível a nossa paixão.
Os momentos em que nos amamos
Vivemos, cantamos, deixamos passar
Confiamos em nós, nos perdemos
Ficando a vontade do tempo voltar.
A saudade foi o que sobrou
Deste amor que brincou
Ao julgar ser capaz
De prever, de cuidar, de zelar
De nutrir, de salvar, de guardar
Ser a nossa proteção
Deixou marcas na alma a lição
E hoje só o coração
Pra agüentar essa dor
És a folha que o vento levou
E eu atrás perseguindo
Buscando-te em vão.
(Wilson das Neves / Cláudio Jorge)
19 de jun. de 2008
Rugas
Eu morro cedo amor
Meu peito é forte
Nele tenho acumulado tanta dor
As rugas fizeram
Residência no meu rosto
Não choro pra ninguém
Me ver sofrer de desgosto
Eu que sempre soube
Esconder a minha mágoa
Nunca ninguém me viu
Com os olhos rasos d'água
Finjo-me alegre
Pro meu pranto ninguém ver
Feliz aquele que sabe sofrer
(Nelson Cavaquinho / Ary Monteiro/ Augusto Garcês)
I love the way you're breaking my heart
It's terribly, terribly, terribly, terribly
Thrilling
I love the way you're breaking my heart
Although you're gonna ruin it
It's heaven while you're doin' it
I love the way I feel when we kiss
You're terribly, terribly, terribly
Irresistible
Sigh to me, and lie to me, you really know how
It's gonna hurt tomorrow, but it feels so good now
So darling, just keep playing your part
Take your time and really finish the things that you start
'Cause I love the way you're breaking my heart!
(Peggy Lee)
I fall in love too easily
I fall in love too fast
I fall in love too terribly hard
For love to ever last
My heart should be well-schooled
'Cause I been fooled in the past
But still I fall in love too easily
I fall in love too fast
My heart should be well-schooled
'Cause I been fooled in the past
But still I fall in love too easily
I fall in love too fast
(Sammy Cahn & Jule Styne)
11 de jun. de 2008
O problema é meu
(a.l.k.)
10 de jun. de 2008
da morte à vida
(a.l.k)
3 de jun. de 2008
Valha-me Deus
Não sou eu o pecador que prometeu, depois negou
E ao renegar se machucou de vez
Se apredejou com suas próprias leis
E eram leis ilegais, indecentes, venais, baseadas na insensatez
Valha-me o Deus te dar perdão!
Mas ai do meu amor, ai que desilusão
É uma questão de se aperceber
E a sentença é se saber julgar
Se eu te devo reter, se eu te devo odiar, te punir ou te expulsar
Não posso mais é me ferir de um jeito assim
Expor as chagas desse amor sei que não vou
Não sou chinelo pra você me usar
No que arrastou, dependurou
Nem sou pandeiro pra você me batucar
E desse jeito eu me esborracho, eu me enrasco
Mas assim não dá, perdão, não dô
E pode gastar seu joelho e o seu terço que eu me torço
Mas perdão não dou
Errou, levou o troco na mesma moeda com que me pagou
Não posso mais é me ferir de um jeito assim
Expor as chagas desse amor sei que não vou
Não sou chinelo pra você me usar
No que arrastou, dependurou
Nem sou pandeiro pra você me batucar
E desse jeito eu me esborracho, eu me rasgo
Mas assim não dá, perdão, não dô
E pode gastar seu joelho e o seu terço que eu me torço
Mas perdão não dou
Errou, levou o troco na mesma moeda que pagou
Vou te escorraçar
Vou até torcer pra você errar
Que é para de novo se roer
Vou te espicaçar, vou te ofender
Vou te machucar
Que é pra você nunca se esquecer
Vou te enxovalhar, vou te entristecer
Vou te afogar nas águas da chuva que escorrer
Vou te enlamear, vou te enlouquecer
Eu vou te lembrar que é pra você nunca se esquecer
(Baden Powell – Hermínio Bello de Carvalho)
1 de jun. de 2008
Autonomia
Impossível, pois longe estarei,
Mas pensando em nosso amor, amor sincero.
Ai! se eu tivesse autonomia
Se eu pudesse gritaria:
Não vou, não quero!
Escravizaram assim um pobre coração.
É necessária a nova abolição
Pra trazer de volta a minha liberdade.
Se eu pudesse gritaria, amor.
Se eu pudesse brigaria, amor.
Não vou, não quero!
(Cartola)
Sala de Recepção
Que só tem o sol que a todos cobre
Como podes, mangueira, cantar?
Pois então saiba que não desejamos mais nada
A noite, a lua prateada
Silenciosa, ouve as nossas canções
Tem lá no alto um cruzeiro
Onde fazemos nossas orações
E temos orgulho de ser os primeiros campeões
Eu digo e afirmo que a felicidade aqui mora
E as outras escolas até choram
Invejando a tua posição
Minha mangueira essa sala de recepção
Aqui se abraça inimigo
Como se fosse irmão
(Cartola)
Nós Dois
De irmos pro altar
Nós dois
Mas antes da cerimônia
Devemos pensar em depois
Terminam nossas aventuras
Chega de tanta procura
Nenhum de nós deve ter
Mais alguma ilusão
Devemos trocar idéias
E mudarmos de idéias
Nós dois
E se assim procedermos
Seremos felizes depois
Nada mais nos interessa
Sejamos indiferentes
Só nós dois, apenas dois,
Eternamente
(Cartola)
Canta
Canta, meu bem, canta,
Quero ouvir teu cantar!
Chora, meu bem, chora,
Quero ver a tua lágrima derramar!
Sofre porque foste a culpada.
Apele para a justiça do meu coração,
Talvez não sejas condenada.
O teu pranto me faz confusão
E por isso eu fiz essa canção,
Depois de uma grande falsidade
Terei que dizer que sinto muita saudade.
Canta, meu bem, canta,
Quero ouvir teu cantar!
Chora, meu bem, chora,
Quero ver a tua lágrima derramar”
Sofre porque foste a culpada.
Apele para a justiça do meu coração,
Talvez não sejas condenada.
No tribunal do meu coração
Vou pedir tua absolvição.
Nossa vida foi uma quimera
Se voltares hás de ser muito sincera.
Canta, meu bem, canta,
Quero ouvir teu cantar!
Chora, meu bem, chora,
Quero ver a tua lágrima derramar!
Sofre porque foste a culpada.
Apele para a justiça do meu coração,
Talvez não sejas condenada.

