21 de abr. de 2007
DALVA DE OLIVEIRA "Neste mesmo lugar"
(1971)
Aqui neste mesmo lugar
Neste mesmo lugar de nós dois
Jamais poderia pensar
Que voltasse sozinha depois
O mesmo garçom se aproxima
Parece que nada mudou
Porem qualquer coisa não rima
Com o tempo feliz que passou
Por uma ironia cruel
Alguém começou a cantar
Um samba-canção de Noel
Que viu nosso amor começar
Agora só falta
A porta se abrir
E ele ao lado de outra chegar
E por mim passar sem me olhar
Só falta agora
A porta se abrir
E ela ao lado de outra chegar
E por mim passar
(Klécius Caldas e Armando Cavalcanti)
-------------------------------------------
"... a grande Dalva de Oliveira. A Dalva tinha a coragem, o jeito de cantar num palco o que eu até então só tinha a coragem, o jeito de cantar dentro da minha casa..."
Maria Bethânia (1977)
MAYSA "Ne Me Quittes Pas"
(1975)
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles et des pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
(Jacques Brel)
Não me deixe
Devemos esquecer
Tudo pode ser esquecido
Que já tenha passado
Esquecer os tempos
Dos mal-entendidos
E os tempos perdidos
Tentando saber como
Esquecer as horas
Que as vezes mataram
Com sopros de porque
O coração de felicidade
Não me deixe
Eu vou te oferecer
Pérolas de chuva
Que vêm dos países
Onde não chove
Eu vou cavar a terra
Até a minha morte
Para cobrir teu corpo
De ouro e luzes
Eu farei uma terra
Onde o amor será rei
Onde o amor será lei
Onde tu serás rainha
Não me deixe
Não me deixe
Eu inventarei
Palavras sem sentido
Que tu compreenderás
Eu te falarei
Sobre os amantes
Que viram duplamente
Seus corações incendiarem-se
Eu te contarei
A história deste rei
Morto por não poder
Te reencontrar
Não me deixe
Nós freqüentemente vemos
Renascer o fogo
Do vulcão antigo
Que pensamos estar velho demais
Nos é mostrado
Em terras que foram queimadas
Nascendo mais trigo
Do que no melhor abril
E quando vem a noite
Com um céu flamejante
O vermelho e o negro
Não se casam
Não me deixe
Não me deixe
Eu não vou mais chorar
Eu não vou mais falar
Eu me esconderei lá
Para te contemplar
A dançar e sorrir
E para te ouvir
Cantar e então rir
Deixa que eu me torne
A sombra da tua sombra
A sombra da tua mão
A sombra do teu cachorro
Não me deixe
19 de abr. de 2007
Suburbano coração
-Quem vem lá
Que horas são
Isso não são horas, que horas são
É você, é o ladrão
Isso não são horas, que horas são
Quem vem lá
Blim blem blão
Isso não são horas, que horas são
A casa está bonita
A dona está demais
A última visita
Quanto tempo faz
Balançam os cabides
Lustres se acenderão
O amor vai pôr os pés
No conjugado coração
Será que o amor se sente em casa
Vai sentar no chão
Será que vai deixar cair
A brasa no tapete coração
Quando aumentar a fita
As línguas vão falar
Que a dona tem visita
E nunca vai casar
Se enroscam persianas
Louças se partirão
O amor está tocando
O suburbano coração
Será que o amor não tem programa
Ou ama com paixão
Mulher virando no sofá
Sofá virando cama coração
O amor já vai embora
Ou perde a condução
Será que não repara
A desarrumação
Que tanta cerimônia
Se a dona já não tem
Vergonha do seu coração
(Chico Buarque/1984)
Que horas são
Isso não são horas, que horas são
É você, é o ladrão
Isso não são horas, que horas são
Quem vem lá
Blim blem blão
Isso não são horas, que horas são
A casa está bonita
A dona está demais
A última visita
Quanto tempo faz
Balançam os cabides
Lustres se acenderão
O amor vai pôr os pés
No conjugado coração
Será que o amor se sente em casa
Vai sentar no chão
Será que vai deixar cair
A brasa no tapete coração
Quando aumentar a fita
As línguas vão falar
Que a dona tem visita
E nunca vai casar
Se enroscam persianas
Louças se partirão
O amor está tocando
O suburbano coração
Será que o amor não tem programa
Ou ama com paixão
Mulher virando no sofá
Sofá virando cama coração
O amor já vai embora
Ou perde a condução
Será que não repara
A desarrumação
Que tanta cerimônia
Se a dona já não tem
Vergonha do seu coração
(Chico Buarque/1984)
18 de abr. de 2007
Duas contas
Teus olhos
São duas contas pequeninas
Qual duas pedras preciosas
Que brilham mais que o luar
São eles
Guias do meu caminho escuro
Cheio de desilusão e dor
Quisera que eles soubessem
O que representam pra mim
Fazendo que eu prossiga feliz
Ah, o amor
A luz dos teus olhos
(Garoto)
São duas contas pequeninas
Qual duas pedras preciosas
Que brilham mais que o luar
São eles
Guias do meu caminho escuro
Cheio de desilusão e dor
Quisera que eles soubessem
O que representam pra mim
Fazendo que eu prossiga feliz
Ah, o amor
A luz dos teus olhos
(Garoto)
15 de abr. de 2007
Pirata
"Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.
Gosto de uivar no vento como os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor.
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo."
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.
Gosto de uivar no vento como os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor.
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo."
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
13 de abr. de 2007
Muito, mas não ainda quase tudo
Assaz intenso e distante
Sempre há uma barreira sobre
Mim
Sob o modo de agir
O pensamento de dias, horas, anos
E a rachadura no cristal vidro
Tudo vem e está é e nem deveria.
Cristal agudo
Vidro simples
Nada é fácil.
Sempre há uma barreira sobre
Mim
Sob o modo de agir
O pensamento de dias, horas, anos
E a rachadura no cristal vidro
Tudo vem e está é e nem deveria.
Cristal agudo
Vidro simples
Nada é fácil.
(a.l.k.)
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11 de abr. de 2007
Vuelvo al Sur
Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.
Llevo el Sur,
como un destino del corazón,
soy del Sur,
como los aires del bandoneón.
Sueño el Sur,
inmensa luna, cielo al reves,
busco el Sur,
el tiempo abierto, y su después.
Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.
Te quiero Sur,
Sur, te quiero.
Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.
Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.
Vuelvo al Sur,
llevo el Sur,
te quiero Sur,
te quiero Sur...
(Fernando E. Solanas - Astor Piazzolla)
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.
Llevo el Sur,
como un destino del corazón,
soy del Sur,
como los aires del bandoneón.
Sueño el Sur,
inmensa luna, cielo al reves,
busco el Sur,
el tiempo abierto, y su después.
Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.
Te quiero Sur,
Sur, te quiero.
Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.
Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.
Vuelvo al Sur,
llevo el Sur,
te quiero Sur,
te quiero Sur...
(Fernando E. Solanas - Astor Piazzolla)
10 de abr. de 2007
9 de abr. de 2007
Catavento e girassol
Meu catavento tem dentro
O que há do lado de fora do teu girassol
Entre o escancaro e o contido
Eu te pedi sustenido
E você riu bemol
Você só pensa no espaço
Eu exigi duração
Eu sou um gato de subúrbio
Você é litorânea
Quando eu respeito os sinais
Vejo você de patins
Vindo na contra-mão
Mas, quando ataco de macho
Você se faz de capacho
E não quer confusão
Nenhum dos dois se entrega
Nós não ouvimos conselho:
Eu sou você que se vai
No sumidouro do espelho
Eu sou do Engenho de Dentro
E você vive no vento do Arpoador
Eu tenho um jeito arredio
E você é expansiva
(o inseto e a flor)
Um torce pra Mia Farrow
O outro é Woody Allen...
Quando assovio uma seresta
Você dança, havaiana
Eu vou de tênis e jeans
Encontro você demais:
Scarpin, soirée
Quando o pau quebra na esquina
Você ataca de fina
E me ofende em inglês:
É fuck you, bate-bronha
E ninguém mete o bedelho:
Você sou eu que me vou
No sumidouro do espelho
A paz é feita no motel
De alma lavada e passada
Pra descobrir logo depois
Que não serviu pra nada
Nos dias de carnaval
Aumentam os desenganos:
Você vai pra Parati
E eu pro Cacique de Ramos
Meu catavento tem dentro
O vento escancarado do Arpoador
Teu girassol tem de fora
O escondido do Engenho de Dentro da flor
Eu sinto muita saudade
Você é contemporânea
Eu penso em tudo quanto faço
Você é tão espontânea!
Sei que um depende do outro
Só pra ser diferente
Pra se completar
Sei que um se afasta do outro
No sufoco somente pra se aproximar
Cê tem um jeito verde de ser
E eu sou meio vermelho
Mas os dois juntos se vão
No sumidouro do espelho
(Guinga e Aldir Blanc)
O que há do lado de fora do teu girassol
Entre o escancaro e o contido
Eu te pedi sustenido
E você riu bemol
Você só pensa no espaço
Eu exigi duração
Eu sou um gato de subúrbio
Você é litorânea
Quando eu respeito os sinais
Vejo você de patins
Vindo na contra-mão
Mas, quando ataco de macho
Você se faz de capacho
E não quer confusão
Nenhum dos dois se entrega
Nós não ouvimos conselho:
Eu sou você que se vai
No sumidouro do espelho
Eu sou do Engenho de Dentro
E você vive no vento do Arpoador
Eu tenho um jeito arredio
E você é expansiva
(o inseto e a flor)
Um torce pra Mia Farrow
O outro é Woody Allen...
Quando assovio uma seresta
Você dança, havaiana
Eu vou de tênis e jeans
Encontro você demais:
Scarpin, soirée
Quando o pau quebra na esquina
Você ataca de fina
E me ofende em inglês:
É fuck you, bate-bronha
E ninguém mete o bedelho:
Você sou eu que me vou
No sumidouro do espelho
A paz é feita no motel
De alma lavada e passada
Pra descobrir logo depois
Que não serviu pra nada
Nos dias de carnaval
Aumentam os desenganos:
Você vai pra Parati
E eu pro Cacique de Ramos
Meu catavento tem dentro
O vento escancarado do Arpoador
Teu girassol tem de fora
O escondido do Engenho de Dentro da flor
Eu sinto muita saudade
Você é contemporânea
Eu penso em tudo quanto faço
Você é tão espontânea!
Sei que um depende do outro
Só pra ser diferente
Pra se completar
Sei que um se afasta do outro
No sufoco somente pra se aproximar
Cê tem um jeito verde de ser
E eu sou meio vermelho
Mas os dois juntos se vão
No sumidouro do espelho
(Guinga e Aldir Blanc)
7 de abr. de 2007
Ali é no espelho
Agir da maneira mais impensada é sempre a luz que retorna do espelho e fere olhos. Não ação impensada. Tudo no eu é cerebral e chega a doer. Quando não, a dor ou a ausência do trabalho do coração verdadeiro, vem a sensação de incompletude, de incerteza. Desvão vasto escuro. Mimetizo. Não espelho. Mas espalho as farpas. Se clichê da ação e reação? talvez. E soa ad infinitum um moto-contínuo cruel. O espelho é tão frágil... a máquina também há de ser!
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6 de abr. de 2007
Alcione - "Não Deixe o Samba Morrer"
Vídeo clip do Fantástico. Bom, né?
O Fantástico já foi bom e já fez coisas boas, e Alcione tb. Ótima ela é. Mas o repertório só vai de mal a pior, mas tem sucesso comercial, então...
Mônica Salmaso lança o segundo cd na Biscoito Fino, só com músicas de Chico Buarque.
Considerada uma das mais representativas vozes da nova geração, a paulista Mônica Salmaso lança o segundo CD inédito pela Biscoito Fino, Noites de Gala, Samba de Rua, só com músicas de Chico Buarque, compositor que ela cultua e canta há tempos e com quem interpretou Imagina no CD Carioca. Depois de ter feito um show dentro de uma exposição sobre Chico Buarque na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro em 2004, e de ter sido a única convidada do último disco do compositor, o projeto de um dia gravá-lo num CD foi antecipado. Chico e Dorival Caymmi são seus compositores-mestres dentro da MPB. Conhece suas músicas desde criança e aprendeu muito sobre a cultura e “alma” brasileiras através de suas canções.
Mônica tem a companhia do grupo Pau Brasil em Noites de Gala, Samba de Rua. Apesar de ter uma ligação forte com o grupo, é a primeira vez que canta acompanhada por todos eles: “Com o Paulo Bellinati eu gravei meu primeiro CD, Afro Sambas, em 1995. O Rodolfo Stroeter é o produtor dos meus discos desde Trampolim, de 1998, relançado pela Biscoito Fino em 2006. O Teco Cardoso, com quem hoje eu sou casada, trabalha comigo desde 1998 em discos e projetos, como a Orquestra Popular de Câmara. Ricardo Mosca eu conheço desde 1990, quando comecei a cantar. E com o Nelson Ayres trabalhei pela primeira vez em 1993, quando ele me convidou para participar de uma edição de O Grande Circo Místico”, explica.
A escolha do repertório do novo CD foi feita em conjunto. A intenção era criar um disco em que a voz da cantora e a sonoridade do Pau Brasil estivessem perfeitamente integradas. De uma lista de 60 composições de Chico chegaram a 14, escolhidas conforme os arranjos iam se delineando e o grupo sentia necessidade de uma determinada “cor” no trabalho: “O Chico recebeu uma cópia do CD antes da mixagem. Telefonou para Rodolfo e pra mim dizendo estar emocionado e feliz com o trabalho. Já nos convidou para um show no Rio de Janeiro no final de maio. Mas quem ficou mais feliz ainda com o telefonema e o convite fui eu”, diz uma entusiasmada Mônica.
Um dos grandes prazeres da cantora foi ouvir novamente todos os discos de Chico. Para ela, um projeto focado num só autor permite um mergulho na sua obra: “Ouvi músicas que fizeram parte da minha vida antes de me tornar cantora. Foi muito bom”. O lançamento do CD em shows terá início em junho, no teatro da FECAP, em São Paulo.
( http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=276#txt)
DIA 10!!!!!!!!!! E que logo venha o show a Poa.
Mônica tem a companhia do grupo Pau Brasil em Noites de Gala, Samba de Rua. Apesar de ter uma ligação forte com o grupo, é a primeira vez que canta acompanhada por todos eles: “Com o Paulo Bellinati eu gravei meu primeiro CD, Afro Sambas, em 1995. O Rodolfo Stroeter é o produtor dos meus discos desde Trampolim, de 1998, relançado pela Biscoito Fino em 2006. O Teco Cardoso, com quem hoje eu sou casada, trabalha comigo desde 1998 em discos e projetos, como a Orquestra Popular de Câmara. Ricardo Mosca eu conheço desde 1990, quando comecei a cantar. E com o Nelson Ayres trabalhei pela primeira vez em 1993, quando ele me convidou para participar de uma edição de O Grande Circo Místico”, explica.
A escolha do repertório do novo CD foi feita em conjunto. A intenção era criar um disco em que a voz da cantora e a sonoridade do Pau Brasil estivessem perfeitamente integradas. De uma lista de 60 composições de Chico chegaram a 14, escolhidas conforme os arranjos iam se delineando e o grupo sentia necessidade de uma determinada “cor” no trabalho: “O Chico recebeu uma cópia do CD antes da mixagem. Telefonou para Rodolfo e pra mim dizendo estar emocionado e feliz com o trabalho. Já nos convidou para um show no Rio de Janeiro no final de maio. Mas quem ficou mais feliz ainda com o telefonema e o convite fui eu”, diz uma entusiasmada Mônica.
Um dos grandes prazeres da cantora foi ouvir novamente todos os discos de Chico. Para ela, um projeto focado num só autor permite um mergulho na sua obra: “Ouvi músicas que fizeram parte da minha vida antes de me tornar cantora. Foi muito bom”. O lançamento do CD em shows terá início em junho, no teatro da FECAP, em São Paulo.
( http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=276#txt)
DIA 10!!!!!!!!!! E que logo venha o show a Poa.
5 de abr. de 2007
E depois de tudo, aquilo outro
Então passado tudo:
Todo o momento ou dia ou segundo imenso
Resta o silêncio
Povoado de sons indecifráveis.
Descartáveis assim que nem se fazem existir.
Nem os quero.
Eu queria palavras...
Mas sem dizê-las tudo se foi.
Grandemente intenso
Mas vácuo, vago, escuro,
Quentemente frio
Como a lágrima tórrida
gelando sobre a face de fogo.
Então que depois de tudo
Só resta o gosto.
E as lembranças
Para muito
Além no eco das palavras
não ditas.
Todo o momento ou dia ou segundo imenso
Resta o silêncio
Povoado de sons indecifráveis.
Descartáveis assim que nem se fazem existir.
Nem os quero.
Eu queria palavras...
Mas sem dizê-las tudo se foi.
Grandemente intenso
Mas vácuo, vago, escuro,
Quentemente frio
Como a lágrima tórrida
gelando sobre a face de fogo.
Então que depois de tudo
Só resta o gosto.
E as lembranças
Para muito
Além no eco das palavras
não ditas.
(a.l.k.)
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4 de abr. de 2007
C.R.A.Z.Y.
Ótimo filme! que infelizmente teve uma péssima visibilidade, pelo menos aqui em Poa. O filme, que é de 2005, depois de estrear mês passado, manteve-se somente uma semana em várias salas, indo após para uma sala distante e voltando, há pouco, para uma sala conhecida, contudo em horário um tanto difícil. Mas isso não me impediu de assistir, nem as seis ou sete pessoas que estavam na mesma sessão. E quero até revê-lo. Mais o Bernardo Krivochein, do Zeta Filmes, diz: http://www.zetafilmes.com.br/criticas/crazy.asp?pag=crazy, e como quase sempre acerta. Concordo.
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