8 de jun. de 2011

26 de mai. de 2011

Citizen Kane - Rosebud

25 de mai. de 2011

Los amantes del círculo polar - La casualidad de mi vida



ANA:
Voy a quedarme aquí todo el tiempo que haga falta. Estoy esperando la casualidad de mi vida, la más grande, y eso que las he tenido de muchas clases.
SI.
Podría contar mi vida uniendo casualidades.


OTTO:
Es bueno que las vidas tengan varios circulos, pero la mia, mi vida, solo ha dado la vuelta una vez, y no del todo, falta lo más importante. He escrito tantas veces su nombre dentro. Y aquí, ahora mismo, no puedo cerrar nada.
Estoy solo



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Um dos melhores. Sempre. Relembrando. Repensando. TOP.

5 de mai. de 2011

Tango de Nancy - Lucinha Lins



1985 O Corsário Do Rei 06 tango de nancy

1 de mai. de 2011

Maria Bethânia recita Eros e Psique de Fernando Pessoa



Maria Bethânia me apresentou Fernando Pessoa. Apresentou-me formalmente, e foi com "Eros e Psique", que eu repetida e encantadamente ouvia no disco (sim, em vinil) "Pássaro da manhã", originalmente editado em 1977. Neste disco, além de Pessoa, há Clarice Lispector, dois dos nomes que na literatura mais me envolvem, a partir de então. Há também um texto de Fauzi Arap, que precede a canção "Um jeito estúpido de te amar", de Isolda e Milton Carlos. Teatral. Forte. E um texto da própria Maria Bethânia, antes de "Há um Deus", de Lupicínio Rodrigues. Enfim, não só pela música; sobretudo, sou grato à Maria Bethânia pela literatura na minha vida.

(A.L.K.)

26 de abr. de 2011

10 de abr. de 2011

30 de mar. de 2011

26 de fev. de 2011

Numerações

Sete cinco três.
E talvez
um conjunto
vazio.
Centenas de
milhares.
Zero.
Infinito.

(a.l.k.)

21 de fev. de 2011

Sem Destino | Luiz Tatit



Tudo que era o meu destino
Na verdade nunca me aconteceu
Pode ter acontecido
Pra alguma pessoa
Mas não era eu
Vivo assim na vida sem previsão
Todo mundo tem destino, eu não
Nunca os fatos são de fato fatais
Não confio na fortuna jamais
Puro por acaso e nada mais

Tudo que já estava escrito
No meu caso nunca se concretizou
Só talvez o aniversário
Que é na mesma data
E não se alterou
Era pra eu já ter encontrado um amor
Era pra eu já ter esquecido o anterior
Era pra eu já ter aprendido a sonhar
Era pra eu correr o mundo e voltar
Mas viagem sem destino, não dá

Quero minha sina
Quero minha sorte
Quero meu destino
Quero ter um norte
Quero ouvir uma vidente
Que me conte tudo
Só esconda a morte
Quero uma certeza mínima
Que se confirme
Que não seja trote
Por não ter o meu destino
Vivo em desatino
Como D. Quixote

Quem não tem o seu destino
Chega a noite
Pensa que tudo acabou
Se levanta muito cedo
Nunca sabe bem
Por que que levantou
Nada tem urgência para cumprir
Pode virar do outro lado e dormir
Pode ficar nessa até o entardecer
Todos os amigos vão entender
Levantar sem ter destino
Pra quê?

Ser assim tão sem destino
Me preocupa muito
Me deixa infeliz
Sempre quis o meu destino
Foi o meu destino
Que nunca me quis
Mesmo algum sucesso que ele previu
Era pra me revelar, desistiu
Acho que ele foi atrás de outro alguém
Pois destino tem destino também
E só revela aquilo que lhe convém

(Sem destino - Luiz Tatit)

17 de fev. de 2011

Tulipa Ruiz | Às Vezes

Às vezes quando eu vou à Augusta
O que mais me assusta é o teu jeito de olhar
De me ignorar
Toda em tons de azul

Teu ar displicente invade meu espaço
E eu caio no laço exatamente do jeito
Um crime perfeito
It's all right, baby blue

Garupa de moto, a quina da loto saiu pra você
Sem nome e o endereço é de hotel, eu mereço
Até outra vez

Às vezes quando eu chego em casa
O silêncio me arrasa e eu ligo logo a TV
Só então eu ligo pr'ocê, descubro que já sumiu

Não sei em qual festa que eu te garimpei
Cantanto "lay mister lay", será que foi no meu tio?
Ou em algum bar do Brasil...
Sei lá, eu fui mais de mil

Cheguei bem tarde, o vinho estava no fim
E alguém passou o chapéu pra mim e gritou
É grana pra mais bebum e eu não paguei

Às vezes quando eu vou ao shopping
Escuto "Money for Nothing" e então começo a lembrar
Que eu tocava num bar e que uma corda quebrou

Foi um deus-nos-acuda, eu apelei pro meu Buda
Te peguei pelo braço e nós fomos embora
Eu disse: Baby, não chora, amor de primeira hora

A vida é chata, mas ser platéia é pior
E que papel o meu
Chá quente na cama, sorvete, torta, banana, lua de mel

Às vezes quando eu vou ao centro da cidade
Evito, mas entro no mesmo bar que você
Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber

Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado
No seu ar cansado que nem mesmo me vê
Olhando pr'ocê, pedindo outro "fernet"

Será que não chega, já estou me repetindo
Eu vivo mentindo pra mim
Outro sim, outra "trip", outro tchau
Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim

Às vezes eu até pego uma estrada
E a cada belo horizonte eu diviso o seu rosto
A face oculta da lua soprando ainda sou sua

(Luiz Chagas)

12 de fev. de 2011

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