22 de dez. de 2009
21 de dez. de 2009
A Música Mais Bonita
A música mais bonita eu fiz pra você
E não é essa
A música mais bonita eu fiz pra você
E não
A moça mais bonita eu guardei pra você
Mas ela fugiu
Por entre as horas
Por entre os fios silenciosos
Do teu próprio cabelo
Ela fugiu pra ver o sol menino
Ela partiu pra se banhar menino
Mas percebeu no dia seguinte
Que sol mora nos fios
Do teu próprio cabelo
E nesses dias me falta a terra
E também o ar
E também o ar...
(Juliana Kehl)
E não é essa
A música mais bonita eu fiz pra você
E não
A moça mais bonita eu guardei pra você
Mas ela fugiu
Por entre as horas
Por entre os fios silenciosos
Do teu próprio cabelo
Ela fugiu pra ver o sol menino
Ela partiu pra se banhar menino
Mas percebeu no dia seguinte
Que sol mora nos fios
Do teu próprio cabelo
E nesses dias me falta a terra
E também o ar
E também o ar...
(Juliana Kehl)
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Outras Mulheres
Meu corpo é pedra em que nascem
Corais, sargaços e líquen
Que os homens todos me abracem
Só quero aqueles que passem
não quero aqueles que fiquem.
Gosto, meu bem, de andar nua
Me pinto feito arco-íris
Jamais me tires da rua
Porque jamais serei tua
Se tu não me repartires.
Senti paixão por um bando
Escorreguei como os peixes
Por isso eu peço que quando
Sentires que já estou te amando
Eu quero é que tu me deixes.
Sou de ceder minhas graças
Não sou aquela que queres
Pertenço a rodas devassas
Não quero que tu me faças
Igual às outras mulheres.
(Joyce / Paulo Cesar Pinheiro)
Corais, sargaços e líquen
Que os homens todos me abracem
Só quero aqueles que passem
não quero aqueles que fiquem.
Gosto, meu bem, de andar nua
Me pinto feito arco-íris
Jamais me tires da rua
Porque jamais serei tua
Se tu não me repartires.
Senti paixão por um bando
Escorreguei como os peixes
Por isso eu peço que quando
Sentires que já estou te amando
Eu quero é que tu me deixes.
Sou de ceder minhas graças
Não sou aquela que queres
Pertenço a rodas devassas
Não quero que tu me faças
Igual às outras mulheres.
(Joyce / Paulo Cesar Pinheiro)
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14 de dez. de 2009
Elegia
Deixa que minha mão errante adentre atrás, na frente
Em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la
(Augusto de Campos e Péricles Cavalcanti
sobre um poema de John Donne)
Em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la
(Augusto de Campos e Péricles Cavalcanti
sobre um poema de John Donne)
12 de dez. de 2009
Coração vulgar
Morre mais um amor num coração vulgar
Deixa desilusão pra quem não sabe amar.
E quem não sabe amar tem que sofrer
Porque não poderá compreender
Que o amor que morre é uma ilusão,
E uma ilusão deve morrer
Um verdadeiro amor nunca fenece
E pouca gente ainda o conhece
Meu bem, se o teu amor morreu,
É porque ninguém o entendeu
Deixa o teu coração viver em paz
O teu pecado foi querer amar demais.
(Paulinho da Viola)
Deixa desilusão pra quem não sabe amar.
E quem não sabe amar tem que sofrer
Porque não poderá compreender
Que o amor que morre é uma ilusão,
E uma ilusão deve morrer
Um verdadeiro amor nunca fenece
E pouca gente ainda o conhece
Meu bem, se o teu amor morreu,
É porque ninguém o entendeu
Deixa o teu coração viver em paz
O teu pecado foi querer amar demais.
(Paulinho da Viola)
Nomes de favela
O galo já não canta mais no Cantagalo
A água já não corre mais na Cachoeirinha
Menino não pega mais manga na Mangueira
E agora que cidade grande é a Rocinha!
Ninguém faz mais jura de amor no Juramento
Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus
Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres
E a vida é um inferno na Cidade de Deus
Não sou do tempo das armas
Por isso ainda prefiro
Ouvir um verso de samba
Do que escutar som de tiro
Pela poesia dos nomes de favela
A vida por lá já foi mais bela
Já foi bem melhor de se morar
Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda
Ou lá na favela a vida muda
Ou todos os nomes vão mudar
(Paulo César Pinheiro)
A água já não corre mais na Cachoeirinha
Menino não pega mais manga na Mangueira
E agora que cidade grande é a Rocinha!
Ninguém faz mais jura de amor no Juramento
Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus
Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres
E a vida é um inferno na Cidade de Deus
Não sou do tempo das armas
Por isso ainda prefiro
Ouvir um verso de samba
Do que escutar som de tiro
Pela poesia dos nomes de favela
A vida por lá já foi mais bela
Já foi bem melhor de se morar
Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda
Ou lá na favela a vida muda
Ou todos os nomes vão mudar
(Paulo César Pinheiro)
Disritmia
Eu quero
Me esconder debaixo
Dessa sua saia
Prá fugir do mundo
Pretendo
Também me embrenhar
No emaranhado
Desses seus cabelos
Preciso transfundir
Seu sangue
Pro meu coração
Que é tão vagabundo...
Me deixe
Te trazer num dengo
Prá num cafuné
Fazer os meus apelos...
Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...
Vem logo
Vem curar teu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia...
Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...
Vem logo
Vem curar seu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia...(6x)
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez!
(Martinho da Vila)
Me esconder debaixo
Dessa sua saia
Prá fugir do mundo
Pretendo
Também me embrenhar
No emaranhado
Desses seus cabelos
Preciso transfundir
Seu sangue
Pro meu coração
Que é tão vagabundo...
Me deixe
Te trazer num dengo
Prá num cafuné
Fazer os meus apelos...
Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...
Vem logo
Vem curar teu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia...
Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...
Vem logo
Vem curar seu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia...(6x)
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez!
(Martinho da Vila)
Molambo
Eu sei que vocês vão dizer
Que é tudo mentira
Que não pode ser
E que depois de tudo
Que ele me vez
Eu jamais deveria aceitá-lo outra vez
Bem sei que assim procedendo
Me exponho ao desprezo de todos vocês
Lamento, mas fiquem sabendo
Que ele voltou e comigo ficou
Ficou pra matar a saudade
A tremenda saudade
Que não me deixou
Não me deu sossego momento sequer
Desde o dia em que ele me abandonou
Ficou pra impedir que a loucura
Fizesse de mim um molambo qualquer
Ficou desta vez para sempre
Se Deus quiser!
(Jayme Florence/Augusto Mesquita)
Que é tudo mentira
Que não pode ser
E que depois de tudo
Que ele me vez
Eu jamais deveria aceitá-lo outra vez
Bem sei que assim procedendo
Me exponho ao desprezo de todos vocês
Lamento, mas fiquem sabendo
Que ele voltou e comigo ficou
Ficou pra matar a saudade
A tremenda saudade
Que não me deixou
Não me deu sossego momento sequer
Desde o dia em que ele me abandonou
Ficou pra impedir que a loucura
Fizesse de mim um molambo qualquer
Ficou desta vez para sempre
Se Deus quiser!
(Jayme Florence/Augusto Mesquita)
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Disfarça e chora
Chora, disfarça e chora
Aproveita a voz do lamento
Que já vem a aurora
A pessoa que tanto queria
Antes mesmo de raiar o dia
Deixou o ensaio por outra
Oh! triste senhora
Disfarça e chora
Todo o pranto tem hora
E eu vejo seu pranto cair
No momento mais certo
Olhar, gostar só de longe
Não faz ninguém chegar perto
E o seu pranto oh! Triste senhora
Vai molhar o deserto
Disfarça e chora
(Cartola e Dalmo Castelo)
Aproveita a voz do lamento
Que já vem a aurora
A pessoa que tanto queria
Antes mesmo de raiar o dia
Deixou o ensaio por outra
Oh! triste senhora
Disfarça e chora
Todo o pranto tem hora
E eu vejo seu pranto cair
No momento mais certo
Olhar, gostar só de longe
Não faz ninguém chegar perto
E o seu pranto oh! Triste senhora
Vai molhar o deserto
Disfarça e chora
(Cartola e Dalmo Castelo)
Vingança
Eu gostei tanto,
Tanto quando me contaram
Que ihe encontraram
Bebendo e chorando
Na mesa de um bar,
E que quando os amigos do peito
Por mim perguntaram
Um soluço cortou sua voz,
Não ihe deixou falar.
Eu gostei tanto,
Tanto, quando me contaram
Que tive mesmo de fazer esforço
Prá ninguém notar.
O remorso talvez seja a causa
Do seu desespero
Ela deve estar bem consciente
Do que praticou,
Me fazer passar tanta vergonha
Com um companheiro
E a vergonha
É a herança maior que meu pai me deixou;
Mas, enquanto houver força em meu peito
Eu nao quero mais nada
Só vingança, vingança, vingança
Aos santos clamar
Ela há de rolar como as pedras
Que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu
Pra poder descansar
(Lupicínio Rodrigues)
Tanto quando me contaram
Que ihe encontraram
Bebendo e chorando
Na mesa de um bar,
E que quando os amigos do peito
Por mim perguntaram
Um soluço cortou sua voz,
Não ihe deixou falar.
Eu gostei tanto,
Tanto, quando me contaram
Que tive mesmo de fazer esforço
Prá ninguém notar.
O remorso talvez seja a causa
Do seu desespero
Ela deve estar bem consciente
Do que praticou,
Me fazer passar tanta vergonha
Com um companheiro
E a vergonha
É a herança maior que meu pai me deixou;
Mas, enquanto houver força em meu peito
Eu nao quero mais nada
Só vingança, vingança, vingança
Aos santos clamar
Ela há de rolar como as pedras
Que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu
Pra poder descansar
(Lupicínio Rodrigues)
Amendoim torradinho
Meu bem...
Este teu corpo parece
Do jeito que ele me aquece
Amendoim torradinho
E a gente
Nestes teus braços esquece
Do ponteirinho que desce só
Prá impedir teus carinhos
Eu sinto uma vontade louca
De gritar pela rua
Que eu já colei minha boca na boca que é tua
E de gritar ao teu ouvido lá dentro bem fundo
Que não existe no mundo um amor mais profundo
Que o amor bem vagabundo
Que vem lá do meu bem...
Mas meu... meu bem
Este teu corpo parece
Do jeito que ele me aquece
Amendoim torradinho
(Henrique Beltrão)
Este teu corpo parece
Do jeito que ele me aquece
Amendoim torradinho
E a gente
Nestes teus braços esquece
Do ponteirinho que desce só
Prá impedir teus carinhos
Eu sinto uma vontade louca
De gritar pela rua
Que eu já colei minha boca na boca que é tua
E de gritar ao teu ouvido lá dentro bem fundo
Que não existe no mundo um amor mais profundo
Que o amor bem vagabundo
Que vem lá do meu bem...
Mas meu... meu bem
Este teu corpo parece
Do jeito que ele me aquece
Amendoim torradinho
(Henrique Beltrão)
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Volta por cima
Chorei,
Não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral
Não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda
Mas não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima!
(Paulo Vanzolini)
Não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral
Não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda
Mas não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima!
(Paulo Vanzolini)
Sempre eu
Ah, sempre eu
Sempre eu é que irão de dizer
que das brigas de amor sou culpado
Eu, coitado, que nunca tive o direito
de amar ou de ser amado
Ah, sempre eu
Sempre eu é que irão de dizer
que das brigas de amor sou culpado
Eu, coitado, que nunca tive o direito
de amar ou de ser amado
Sempre que sou obrigado a deixar
a pessoa que insiste em me enganar
Sempre dizem
"já esperava, este é sempre o seu proceder"
mas as causas ninguém precisa saber
Sempre eu
Ah, sempre eu
Sempre eu que irão de dizer
que das brigas de amor sou culpado
Eu, coitado, que nunca tive o direito
de amar ou de ser amado
Sempre que sou obrigado a deixar
a pessoa que insiste em me enganar
Sempre dizem
"já esperava, este é sempre o seu proceder"
mas as causas ninguém precisa saber
Sempre eu
(Lupicínio Rodrigues - Felisberto Martins)
Sempre eu é que irão de dizer
que das brigas de amor sou culpado
Eu, coitado, que nunca tive o direito
de amar ou de ser amado
Ah, sempre eu
Sempre eu é que irão de dizer
que das brigas de amor sou culpado
Eu, coitado, que nunca tive o direito
de amar ou de ser amado
Sempre que sou obrigado a deixar
a pessoa que insiste em me enganar
Sempre dizem
"já esperava, este é sempre o seu proceder"
mas as causas ninguém precisa saber
Sempre eu
Ah, sempre eu
Sempre eu que irão de dizer
que das brigas de amor sou culpado
Eu, coitado, que nunca tive o direito
de amar ou de ser amado
Sempre que sou obrigado a deixar
a pessoa que insiste em me enganar
Sempre dizem
"já esperava, este é sempre o seu proceder"
mas as causas ninguém precisa saber
Sempre eu
(Lupicínio Rodrigues - Felisberto Martins)
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