Quando eu canto
É para aliviar meu pranto
E o pranto de quem já
Tanto sofreu
Quando eu canto
Estou sentindo a luz de um santo
Estou ajoelhando
Aos pés de Deus
Canto para anunciar o dia
Canto para amenizar a noite
Canto pra denunciar o açoite
Canto também contra a tirania
Canto porque numa melodia
Acendo no coração do povo
A esperança de um mundo novo
E a luta para se viver em paz!
Do poder da criação
Sou continuação
E quero agradecer
Foi ouvida minha súplica
Mensageiro sou da música
O meu canto é uma missão
Tem força de oração
E eu cumpro o meu dever
Aos que vivem a chorar
Eu vivo pra cantar
E canto pra viver
Quando eu canto, a morte me percorre
E eu solto um canto da garganta
Que a cigarra quando canta morre
E a madeira quando morre, canta!
(João Nogueira e Paulo César Pinheiro)
30 de dez. de 2007
Canto das Três Raças
Ninguém ouviu um soluçar de dor
No canto do Brasil.
Um lamento triste sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro e de lá cantou.
Negro entoou um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares, onde se refugiou.
Fora a luta dos inconfidentes
Pela quebra das correntes.
Nada adiantou.
E de guerra em paz, de paz em guerra,
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar,
Canta de dor.
E ecoa noite e dia: é ensurdecedor.
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador...
Esse canto que devia ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor
(Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)
Clique para ouvir em RealAudio com Clara Nunes
No canto do Brasil.
Um lamento triste sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro e de lá cantou.
Negro entoou um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares, onde se refugiou.
Fora a luta dos inconfidentes
Pela quebra das correntes.
Nada adiantou.
E de guerra em paz, de paz em guerra,
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar,
Canta de dor.
E ecoa noite e dia: é ensurdecedor.
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador...
Esse canto que devia ser um canto de alegria
Soa apenas como um soluçar de dor
(Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)
Clique para ouvir em RealAudio com Clara Nunes
Choro Livre
Quando pra mim o amor acaba em ilusão
Choro de paixão
Mas cada gota d’água
Dessa mágoa que eu chorar
Lava o meu olhar
E cai, cai, cai...
Cai entre as primas e os bordões do meu violão
Vira inspiração
E aos poucos se transforma em mais um choro pra cantar
Choro popular que vai, vai, vai...
Vai pelo vento o coração
No sentimento da canção
Vai como um lamento o meu penar
Como um alento pra quem quer se consolar
Vai pelo ar...
Quando vou ver
Não tenho mais tristeza não
Nem lamentação
Só música bonita
Mas que em vez de me ocultar
Esse mal de amar
Me trai, trai, trai...
Trai como os versos
Que são só desilusão
Tudo escrito a mão
Num bloco que guardei
E pra mim mesmo eu quis jurar
Que ele de lá
Não sai, sai, sai...
Mas nem poesia, nem canção
Se tranca em cofre ou coração
Emoção, ninguém deve guardar
Lá vai meu choro
E chore quem quiser chorar
Vai pelo ar de bar em bar...
(Flávio Henrique e Paulo César Pinheiro)
Choro de paixão
Mas cada gota d’água
Dessa mágoa que eu chorar
Lava o meu olhar
E cai, cai, cai...
Cai entre as primas e os bordões do meu violão
Vira inspiração
E aos poucos se transforma em mais um choro pra cantar
Choro popular que vai, vai, vai...
Vai pelo vento o coração
No sentimento da canção
Vai como um lamento o meu penar
Como um alento pra quem quer se consolar
Vai pelo ar...
Quando vou ver
Não tenho mais tristeza não
Nem lamentação
Só música bonita
Mas que em vez de me ocultar
Esse mal de amar
Me trai, trai, trai...
Trai como os versos
Que são só desilusão
Tudo escrito a mão
Num bloco que guardei
E pra mim mesmo eu quis jurar
Que ele de lá
Não sai, sai, sai...
Mas nem poesia, nem canção
Se tranca em cofre ou coração
Emoção, ninguém deve guardar
Lá vai meu choro
E chore quem quiser chorar
Vai pelo ar de bar em bar...
(Flávio Henrique e Paulo César Pinheiro)
29 de dez. de 2007
Talismã
Minha boca saliva porque eu tenho fome...
E essa fome é uma gula voraz que me traz cativa
Atrás do genuíno grão da alegria
Que destrói o tédio e restaura o sol
No coração do meu corpo um porta-jóia existe
Dentro dele um talismã sem par...
Que anula o mesquinho, o feio e o triste
Mas que nunca resiste a quem bem o souber burilar
Sim, quem dentre todos vocês
Minha sorte quer comigo gozar?
Minha sede não é qualquer copo d´água que mata...
Essa sede é uma sede que é sede do próprio mar
Essa sede é uma sede que só se desata
Se minha língua passeia sobre a pele bruta da areia
Sonho colher a flor da maré cheia vasta
Eu mergulho e não é ilusão
Não, não é ilusão!
Pois da flor de coral trago no colo a marca
Quando volto triunfante com a fronte
Coroada de sargaço e sal
Sim, quem dentre todos vocês
Minha sorte quer comigo gozar?
Sim, quem dentre todos vocês
Minha sorte quer comigo gozar?
(Waly Salomão / Caetano Veloso)
E essa fome é uma gula voraz que me traz cativa
Atrás do genuíno grão da alegria
Que destrói o tédio e restaura o sol
No coração do meu corpo um porta-jóia existe
Dentro dele um talismã sem par...
Que anula o mesquinho, o feio e o triste
Mas que nunca resiste a quem bem o souber burilar
Sim, quem dentre todos vocês
Minha sorte quer comigo gozar?
Minha sede não é qualquer copo d´água que mata...
Essa sede é uma sede que é sede do próprio mar
Essa sede é uma sede que só se desata
Se minha língua passeia sobre a pele bruta da areia
Sonho colher a flor da maré cheia vasta
Eu mergulho e não é ilusão
Não, não é ilusão!
Pois da flor de coral trago no colo a marca
Quando volto triunfante com a fronte
Coroada de sargaço e sal
Sim, quem dentre todos vocês
Minha sorte quer comigo gozar?
Sim, quem dentre todos vocês
Minha sorte quer comigo gozar?
(Waly Salomão / Caetano Veloso)
Mergulho
No exato momento
No exato instante
Em que nós mergulhamos
É preciso entender
Que não estamos somente matando nossa fome na paixão
Pois o suor que escorre não seca, não morre
Não pode e nem deve nunca ser em vão
São memórias de doce e de sal
Nosso bem, nosso mal, gotas de recordação
E é importante que nos conheçamos a fundo
E saibamos quanto nos necessitamos
Pois aqui, eis o fim e o começo
A dor e a alegria, eis a noite, eis o dia
É a primeira vez, é de novo, outra vez
Sem ser novamente
É o passado somado ao presente
Colorindo o futuro que tanto buscamos
Por favor, compreendamos que é o princípio de tudo
Batendo com força em nossos corações
E é importante que nós dois saibamos
Que a vida está mais que nunca em nossas mãos
E, assim, nessa hora devemos despir
O que seja vaidade, o que seja orgulho
E do modo mais franco de ser
Vamos juntos ao nosso mergulho
(Gonzaguinha)
No exato instante
Em que nós mergulhamos
É preciso entender
Que não estamos somente matando nossa fome na paixão
Pois o suor que escorre não seca, não morre
Não pode e nem deve nunca ser em vão
São memórias de doce e de sal
Nosso bem, nosso mal, gotas de recordação
E é importante que nos conheçamos a fundo
E saibamos quanto nos necessitamos
Pois aqui, eis o fim e o começo
A dor e a alegria, eis a noite, eis o dia
É a primeira vez, é de novo, outra vez
Sem ser novamente
É o passado somado ao presente
Colorindo o futuro que tanto buscamos
Por favor, compreendamos que é o princípio de tudo
Batendo com força em nossos corações
E é importante que nós dois saibamos
Que a vida está mais que nunca em nossas mãos
E, assim, nessa hora devemos despir
O que seja vaidade, o que seja orgulho
E do modo mais franco de ser
Vamos juntos ao nosso mergulho
(Gonzaguinha)
Minha Gente do Morro
Ontem estive no morro
E voltei chorando meu povo sofrendo
Crianças penando...
Morro sem malandro que já tem senhor (Vejam só)
Disseram que compraram o morro
Estão derrubando os barracos de zinco
Estão se acabando
Pra morar no morro tem que ser doutor
Mudaram o meu povo pra longe, bem distante
Aonde Deus não faz morada
Que culpa tenho eu se nasci pobre
Se não posso levar vida de nobre
Meu salário não dá se quer pra alimentar
E as crianças não entendem o porque
Que eu nada mais posso oferecer
E nem eu posso entender
Mais um dia
Hei de ver o meu povo feliz à cantar
Lalalalalalala...bis
E voltei chorando meu povo sofrendo
Crianças penando...
Morro sem malandro que já tem senhor (Vejam só)
Disseram que compraram o morro
Estão derrubando os barracos de zinco
Estão se acabando
Pra morar no morro tem que ser doutor
Mudaram o meu povo pra longe, bem distante
Aonde Deus não faz morada
Que culpa tenho eu se nasci pobre
Se não posso levar vida de nobre
Meu salário não dá se quer pra alimentar
E as crianças não entendem o porque
Que eu nada mais posso oferecer
E nem eu posso entender
Mais um dia
Hei de ver o meu povo feliz à cantar
Lalalalalalala...bis
(Jaime - Candeia)
=========
Salve, Clara!!
=========
Salve, Clara!!
Na Linha do Mar
Galo cantou!
Galo cantou às quatro
Da manhã
Céu azulou na linha
Do mar
Vou me embora desse
Mundo de ilusão
Quem me vê sorrir,
Não há de me ver
Chorar
Flechas sorrateiras,
Cheias de veneno
Querem atingir o meu
Coração
Mas o meu amor sempre
Tão sereno
Serve de escudo pra
Qualquer ingratidão
Lá laiá laiá laiá laiá laiá
Lá lá lá laiá
(Paulinho da Viola)
============
SALVE, CLARA!
Galo cantou às quatro
Da manhã
Céu azulou na linha
Do mar
Vou me embora desse
Mundo de ilusão
Quem me vê sorrir,
Não há de me ver
Chorar
Flechas sorrateiras,
Cheias de veneno
Querem atingir o meu
Coração
Mas o meu amor sempre
Tão sereno
Serve de escudo pra
Qualquer ingratidão
Lá laiá laiá laiá laiá laiá
Lá lá lá laiá
(Paulinho da Viola)
============
SALVE, CLARA!
28 de dez. de 2007
Horas quadradas
Num quadro
Quatro sentidos difusos.
Em cada lado do círculo-coração
Todas as coisas, sem arestas,
tornam-se uma:
Desejo ou cansaço ou dor:
Desejo e cansaço e dor.
Terno, o quadro ofusca o olho:
De mar inunda o olho-círculo.
Mar quente sob o sol:
Mar Morto exala
Na hora exata
Puro sal.
(a.l.k.)
Quatro sentidos difusos.
Em cada lado do círculo-coração
Todas as coisas, sem arestas,
tornam-se uma:
Desejo ou cansaço ou dor:
Desejo e cansaço e dor.
Terno, o quadro ofusca o olho:
De mar inunda o olho-círculo.
Mar quente sob o sol:
Mar Morto exala
Na hora exata
Puro sal.
(a.l.k.)
23 de dez. de 2007
22 de dez. de 2007
O SAMBA DE MARIA

Maria Rita está encontrando o seu lugar. Não que o lugar dela seja definitiva e propriamente o samba; contudo por meio de seu novo cd – “Samba meu” (2007) – e principalmente do show homônimo, a cantora se encaminha para grande personalização e domínio artístico de sua carreira. Desta forma, isenta-se, pouco a pouco, das comparações e influências que vez por outra vinham permeando a sua trajetória.
No palco, a paulistana Maria Rita faz o seu terceiro cd crescer imensamente, como pode ser visto na noite de 14 de dezembro em Porto Alegre. Confessadamente tensa e emocionada por apresentar o show pela primeira vez em teatro (a estréia foi em uma casa de shows do Rio de Janeiro, com uma configuração diferenciada), a cantora ressaltou a sua ligação positiva com Porto Alegre, estabelecida a partir do acolhimento dos gaúchos desde o seu primeiro show. E a resposta do público não foi diferente: “Samba meu” caiu nas graças da platéia; e como um bom espetáculo de samba, com uma intérprete e músicos extremamente competentes, contagiou o público do teatro transformando-o, por vezes, numa casa de samba com ares tipicamente cariocas, remetendo ao aclamado berço do samba que é o Rio de Janeiro.
Maria Rita está em ótima forma, segura, bonita – muito bonita – desenvolta e sem os excessos dramáticos e coreográficos tão recorrentes nas suas apresentações anteriores. O repertório do espetáculo é basicamente do disco novo e abre com os versos a capella de “Samba meu” (Rodrigo Bittencourt) e inicia a festa com a pérola “O homem falou” (Gonzaguinha), mas não deixa de fora canções marcantes na voz da cantora, como “Cara valente” (Marcelo Camelo), “Encontros e despedidas” (Milton Nascimento e Fernando Brant), “A festa” (Milton Nascimento), “Santa chuva” (Marcelo Camelo) – que mesmo destoante da atmosfera do show, foi um belo momento –, “Muito pouco” (Moska), “Contra outra” (Edu Tedeschi), “Veja bem, meu bem” (Marcelo Camelo). No mais, a festa se deu mesmo pelas canções do cd recém lançado: “Novo amor” (Edu Krieger), “Cria” (Serginho Meriti e Cesar Bieleny), “Maltratar, não é direito” (Arlindo Cruz e Franco), “Num corpo só” (Arlindo Cruz e Picolé), “Tá perdoado” (Franco e Arlindo Cruz), “O que é o amor” (Arlindo Cruz, Maurição e Fred Camacho) – com a deliciosa introdução pelo baixo acústico de Sylvinho Mazzuca – “Maria do socorro” (Edu Krieger), “Corpitcho” (Ronaldo Barcellos e Picolé), “Casa de Noca” (Serginho Meriti, Nei Jota Carlos e Elson do Pagode). Senti falta de “Mente ao meu coração” (F. Malfitano), que tem registro belíssimo no cd, com a participação de Hamilton de Holanda.
Se na primeira parte, o show apresenta uma Maria Rita sensual (com saia esvoaçante de profunda fenda, perna, coxa, barriga à mostra) e flertando com o samba e com a platéia; a segunda parte, mais pagodeira, traz a cantora (num vestido curto, brilhante, colado) ainda mais descontraída, leve, imersa e entregue ao samba. E, ao convite dela, a platéia entra totalmente no clima.
No entanto, Maria Rita não é sambista, e ela bem diz que “não virou sambista”, mas sim está prestando uma homenagem ao samba e reverenciando os compositores do gênero com quem ela tem mantido contato mais estreito recentemente. De certa forma, ultimamente cantar samba virou moda – faço coro com Chico César e digo que é ótima essa moda –, entretanto pode sempre dar margem a aparições oportunistas em detrimento daqueles que são sambistas e fazem samba de verdade. Felizmente, oportunismo não parece o caso de Maria Rita, que propõe uma descontraída homenagem, uma vez que “marketing” ela tem de sobra desde o início de sua carreira.
A linha do samba de Maria Rita é mais voltada ao samba contemporâneo, ao pagode de fundo quintal; diferentemente de outras grandes cantoras como Teresa Cristina – “Delicada” (2007) – que é do samba e faz um samba tradicional, na linha nobre de Paulinho da Viola e demais mestres da Portela; de Roberta Sá – “Que belo estranho dia para se ter alegria” (2007) –, que conscientemente não se revela sambista, mas que tem no seu trabalho de intérprete muitos sambas, mas não somente; de Juliana Amaral – “Juliana samba” (2007) – de voz precisa e límpida, que faz um samba com gosto requintado e tradicional, sem se valer de elementos outros (como tendências “eletrônico-contemporâneas”) para soar moderna; e da maravilhosa Fabiana Cozza – “Quando o céu clarear” (2007) –, cantora de uma energia e talento raros, do samba, para o samba e para qualquer canção, e que reúne elementos da cultura em torno da mais pura raiz do samba, algo – sem comparação, mas apenas como direção – na linha magistral de Clara Nunes.
Pois bem, o samba de Maria Rita reafirma com mais força o seu grande potencial como intérprete, cantora, artista. O cd é delicioso, e o show, imperdível.
Anderson Kovalsky (15/12/2007)
FOTOS: http://picasaweb.google.com/andersonlk/MARIARITA
VÍDEOS: http://www.youtube.com/profile?user=ANDERSONLK
It's Too Late
Stayed in bed all morning just to pass the time
There's something wrong here
There can be no denying
One of us is changing
Or maybe we've just stopped trying
And it's too late baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can't hide
And I just can't fake it
It used to be so easy living here with you
You were light and breezy
And I knew just what to do
Now you look so unhappy
And I feel like a fool
And it's too late baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died
and I can't hide it
And I just can't fake it
There'll be good times again for me and you
But we just can't stay together
Don't you feel it too
Still I'm glad for what we had
And how I once loved you
But it's too late baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can't hide
And I just can't fake it
Don't you know that I...
I just can't fake it
Oh it's too late my baby
Too late my baby
You know
It's too late my baby
(Toni Stern - Carole King)
There's something wrong here
There can be no denying
One of us is changing
Or maybe we've just stopped trying
And it's too late baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can't hide
And I just can't fake it
It used to be so easy living here with you
You were light and breezy
And I knew just what to do
Now you look so unhappy
And I feel like a fool
And it's too late baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died
and I can't hide it
And I just can't fake it
There'll be good times again for me and you
But we just can't stay together
Don't you feel it too
Still I'm glad for what we had
And how I once loved you
But it's too late baby, now it's too late
Though we really did try to make it
Something inside has died and I can't hide
And I just can't fake it
Don't you know that I...
I just can't fake it
Oh it's too late my baby
Too late my baby
You know
It's too late my baby
(Toni Stern - Carole King)
18 de dez. de 2007
Verbos do Amor
E se eu te telefonar
Se mandar te buscar
Der o braço a torcer
Sei que irias ganhar
E eu não iria perder
Da outra vez eu sofri
Te magoei me feri
Foi difícil a prender
Que quando chega a paixão
Justamente a razão
É a primeira a ceder
Mas as palavras vazias
Rolaram na mesa
Pesaram o ar
Eu não sabia pedir
Tu não sabias perdoar
Mulher nascida pra amar
Tenho que obedecer
Ao que destino quis
E satisfeita a dizer
Que sofrer de amor
Só me deixa feliz
(João Donato/ Abel Silva)
Se mandar te buscar
Der o braço a torcer
Sei que irias ganhar
E eu não iria perder
Da outra vez eu sofri
Te magoei me feri
Foi difícil a prender
Que quando chega a paixão
Justamente a razão
É a primeira a ceder
Mas as palavras vazias
Rolaram na mesa
Pesaram o ar
Eu não sabia pedir
Tu não sabias perdoar
Mulher nascida pra amar
Tenho que obedecer
Ao que destino quis
E satisfeita a dizer
Que sofrer de amor
Só me deixa feliz
(João Donato/ Abel Silva)
Simples Carinho
Amar e sofrer, eu vou te dizer
Mas vou duvidar
Querendo ou não
O meu coração já quer se entregar
Não falta lembrança, aviso, cobrança
Você vai por mim
Mas feito criança
Lá vou na esperança
Eu sou mesmo assim
Quem sabe até meu destino
Amor sem espinhos
Sou mel da sua boca, calor dos abraços
E tantos beijinhos
Se o sonho acabou, não sei meu amor
Nem quero saber
Só sei que ontem à noite
Sorrindo acordada
Sonhei com você
Às vezes até na vida é melhor
Ficar bem sozinho
Pra gente sentir qual é o valor
De um simples carinho
Te sinto no ar, na brisa do mar
Eu quero te ver
Pois ontem à noite
Sonhando acordada
Dormi com você
(João Donato / Abel Silva)
Mas vou duvidar
Querendo ou não
O meu coração já quer se entregar
Não falta lembrança, aviso, cobrança
Você vai por mim
Mas feito criança
Lá vou na esperança
Eu sou mesmo assim
Quem sabe até meu destino
Amor sem espinhos
Sou mel da sua boca, calor dos abraços
E tantos beijinhos
Se o sonho acabou, não sei meu amor
Nem quero saber
Só sei que ontem à noite
Sorrindo acordada
Sonhei com você
Às vezes até na vida é melhor
Ficar bem sozinho
Pra gente sentir qual é o valor
De um simples carinho
Te sinto no ar, na brisa do mar
Eu quero te ver
Pois ontem à noite
Sonhando acordada
Dormi com você
(João Donato / Abel Silva)
17 de dez. de 2007
Vento no canavial
Vento no canavial
Sopra uma saudade assim
Vento que vem me contar
Que você não gosta mais de mim
Vento vem contar mentira
História que ouviu além
Vento que não guarda nunca
O segredo que contou alguém
E por isso vivo cantando
A minha dor a embalar
E se conto o meu segredo
Vento leva a soprar
Quem acreditar no vento
Vê que a vida vai passar
Nuvens que no céu ao vento
Vão passando sem nunca chegar
(João Donato e Lysias Ênio)
Sopra uma saudade assim
Vento que vem me contar
Que você não gosta mais de mim
Vento vem contar mentira
História que ouviu além
Vento que não guarda nunca
O segredo que contou alguém
E por isso vivo cantando
A minha dor a embalar
E se conto o meu segredo
Vento leva a soprar
Quem acreditar no vento
Vê que a vida vai passar
Nuvens que no céu ao vento
Vão passando sem nunca chegar
(João Donato e Lysias Ênio)
Emoriô
ê-emoriô
ê-emoriô
emoripaô
emoriô deve ser
uma palavra nagô
uma palavra de amor
um paladar
emoriô deve ser
alguma coisa de lá
o Sol, a Lua, o céu
pra Oxalá
(música de João Donato; letra de Gilberto Gil)
ê-emoriô
emoripaô
emoriô deve ser
uma palavra nagô
uma palavra de amor
um paladar
emoriô deve ser
alguma coisa de lá
o Sol, a Lua, o céu
pra Oxalá
(música de João Donato; letra de Gilberto Gil)
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