20 de abr. de 2009

Crápula

cara-de-pau
já chega e crau!
faz o que quer
dá um beijo e tchau!
sempre que vem
faz tudo igual
quando não vem
é menos mal

superficial
muito além do normal
muito aquém do animal
racional

gasta legal
só dá preju
bem baixo-astral
é um urubú
se vem me ver
não sei pra quê
vou dizer "oi"
saiu, já foi

crápula!
é duro que dói
é ele que vem
que sempre destrói
que pega um amor
sincero e corrói
é esse o vilão
que agora é herói

crédula!
deixei-me levar
foi pura emoção
e agora tá aí
mais uma canção
saiu sem querer
pra ele!

pra dar prazer é
só virtual
para ofender
é um punhal
para atacar
é um carcará
pra se livrar
só diz: "foi mal"
pra disfarçar
fica assim
de perfil
pra dizer que não viu
distraiu...

não tem amor
que ele não traia
dom de iludir
é a sua praia
não vi ninguém
da sua laia
até num show
ele vai e vaia

crápula!..

(Dante Ozzetti/Luiz Tatit)

11 de abr. de 2009

Marca de amor não sai

Existe alguém que quer amar
Só pra escutar
Você dizer vem cá
E eu sei que vai ser demais
Me ligue que eu vou
Ohuoh oh oh oh oh
Se eu esqueço até
Pra onde tudo vai
Se você me abraça um pouco mais
Se o oposto atrai
Oh baby marca de amor não sai
E eu adoro como você faz
Mil vezes eu vou
Oh oh oh
O que eu tento lhe dizer
É que sempre vai valer
É só voltar o filme todo dia
Pra lembrar de você
Se por aí eu ouço seu nome
Ou parece que sim
Quase em todo lugar
Que eu penso em ir
Até nos livros que eu lí
Mais nada me importa
Não sei o que acontece comigo
Se você não vem
Nem quero ver se faz sentido também
Oh, baby
Eu sei que vou
O que eu tento lhe dizer
É que sempre vai valer
É só voltar o filme todo dia
Pra lembrar de você

("Is It Ok If I Call You Mine" Paul McCrane.
versão Sylvia Patricia/E. Roberto)

Ai, ai, ai... Sylvia. Tão bom.


10 de abr. de 2009

My baby just cares for me



My baby don't care for shows
My baby don't care for clothes
My baby just cares for me
My baby don't care for cars and races
My baby don't care for high-tone places

Liz Taylor is not his style
And even Lana Turner's smile
Is somethin' he can't see
My baby don't care who knows
My baby just cares for me

Baby, my baby don't care for shows
And he don't even care for clothes
He cares for me
My baby don't care
For cars and races
My baby don't care for
He don't care for high-tone places

Liz Taylor is not his style
And even Liberace's smile
Is something he can't see
Is something he can't see
I wonder what's wrong with baby
My baby just cares for
My baby just cares for
My baby just cares for me

(1928 - Gus kahn, Walter Donaldson)

Fine And Mellow -1944, Billie Holiday ...

O paraíso!! Fantástico!!

Fine And Mellow -1944, Billie Holiday With Coleman Hawkins, Lester Young, Ben Webster, Gerry Mulligan, Vic Dickenson, Roy Eldridge.

LUXURY CAST!


9 de abr. de 2009

Mertiolate

a paixão acaba
e um dia eu me sinto à toa
um dia eu me apaixono
por outra pessoa
tudo bem
isso acontece comigo
a cada vez em dez
tudo bem
vou a lugar nenhum
não vou sofrer por isso

eu ponho mertiolate
mertiolate
quando arde, eu sopro
vermelhinho, um coração ralado não se abate
eu ponho mertiolate
vermelhinho um coração ralado não se abate, não

a paixão acaba e um dia eu me sinto à toa
um dia eu me apaixono por outra pessoa
tudo bem
eu tô feliz com isso
tô como um pinto no lixo
tudo bem
não gosto de pretexto
nem de crucifixo

eu ponho mertiolate
mertiolate
quando arde eu sopro vermelhinho,
um coração ralado não se abate
eu ponho mertiolate
vermelhinho um coração ralado
não se abate, não

(kali c. e suely mesquita)

5 de abr. de 2009

Sem aviso

Anda
tira essa dor do peito, anda
despe essa roupa preta e manda
seu corpo deslembrar

Canta
vira a dor pelo avesso
Canta
larga essa vida assim as tontas
Deixa esse desenganar

Calma
Dê o tempo ao tempo, calma
alma
Põe cada coisa em seu lugar
E o dia virá, algum dia virá
Sem aviso

então...

(Francisco Bosco / Fred Martins)

Como o mar

Feito o mar é tudo na vida.
As coisas são. O mar já é e sempre foi.
A vida.
Assim, como as ondas,
as correntezas,
o conforto do calor
e o tremor glacial da água
mais profunda.
Eu quero que ele
leve tudo e não devolva
jamais o que não serve.
Um onda radiante
que penetre cada fresta das coisas
e cada poro de mim.
E arraste
o inválido,
o incerto,
o assinaladamente defrenestável
pro escuro mais abissal.

(a.l.k)

Mentira de amor

Querem saber afinal
Qual a solução
Querem saber o final
Daquela paixão
Daquele grande amor
Que a todos interessou
Querem saber qual o fim
Da nossa união
Já que o tempo passou?

Então lhes digo a sorrir
Que em meu coração
Que palpitava por ti
Todo em afeição
Hoje outro ocupa o lugar
Que o seu amor ocupou
Já que entre nós nada existe
Que nada nos une
O nosso amor terminou.

Tudo mentira.
O meu sorrir não condiz
Com meu viver isolado e tristonho
Sou muito infeliz.

Tudo mentira eu bem sei
Sempre te adorei
Indiferente hoje estou
Aparentemente.

Passo por si sem olhar
Deus testemunha porém
Que a vontade maior
Que meu peito abrir
É te abraçar,te beijar.


(Lourival Faissal/Gustavo de Carvalho)

4 de abr. de 2009

Minha Dalva de Oliveira

Vai,
Minha Dalva de Oliveira
Minha flor de laranjeira
Minha fruta madura
Oi, tentação

Vai,
Sai pela rua meio nua
Escandaliza o comércio
Deixa o povo te querer, te desejar
Perder a educação (que já é pouca)

Sai,
Meu perigo de incêndio
Não esconde teu fogo
Faz fumaça e um carnaval
Suja tudo de fuligem
Cria fama de louca
E acha pouca toda a confusão

Depois,
Volta prá casa comigo
Serei sempre teu abrigo
A me prestar a esse papel
Papel maravilhoso de marido

Eu sou teu fã, eu tô contigo
E é só teu meu coração
Eu sou teu fã, e tô contigo

(Celso Fonseca / Suely Mesquita)

30 de mar. de 2009

Mulato Bamba

Esse mulato forte é do Salgueiro.
Passear no tintureiro é o seu esporte,
Já nasceu com sorte e desde pirralho
Vive às custas do baralho,
Nunca viu trabalho.
E quando tira um samba é novidade,
Quer no morro ou na cidade,
Ele sempre foi o bamba.
As morenas do lugar vivem a se lamentar
Por saber que ele não quer se apaixonar por mulher.

O mulato é de fato,
E sabe fazer frente a qualquer valente
Mas não quer saber de fita nem com mulher bonita.
Sei que ele anda agora aborrecido
Por que vive perseguido
Sempre, a toda hora
Ele vai-se embora
Para se livrar
Do feitiço e do azar
Das morenas de lá.

Eu sei que o morro inteiro vai sentir
Quando o mulato partir
Dando adeus para o Salgueiro.
As morenas vão chorar,
Vão pedir pra ele voltar
E ele então diz com desdém:
-Quem tudo quer, nada tem.

(Noel Rosa)

23 de mar. de 2009

O negócio é amar

Tem gente que ama, que vive brigando
E depois que briga acaba voltando
Tem gente que canta porque está amando
Quem não tem amor leva a vida esperando
Uns amam pra frente, e nunca se esquecem
Mas são tão pouquinhos que nem aparecem
Tem uns que são fracos, que dão pra beber
Outros fazem samba e adoram sofrer

Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champagne, amor com cachaça
Amor nos iates, nos bancos de praça
Tem homem que briga pela bem-amada
Tem mulher maluca que atura porrada
Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece

Amores à vista, amores à prazo
Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais
Mas jura sabendo que não é capaz
Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia
Tem assunto à bessa pra gente falar
Mas não interessa o negócio é amar...

(Carlos Lyra e Dolores Duran)

21 de mar. de 2009

Grafitti

Jogo rápido, língua ligeira, olhos arregalados
Passam o meu e o seu nomes ligados
Por uma seta de Cupido, filho de Afrodite
O nosso amor é um coração colossal de grafitti
Nos flancos de um trem de metrô
A nossa carne é toda feita de flama e de fama
O rumor do nosso caso de amor
Não se confina a boatos, bares e boates
Conquista as estações, incendeia a praça escarlate
Inflama o aconchego dos lares
Todos os satélites se viram pelo mundo afora
Para transmitir o nosso som, a nossa luz, nossa hora
E nosso beijo que sempre começa na boca e só acaba na poça
Video Clip Futurista
Porque o mundo, ele é assim, ele é nossa conquista
Andy Warhol mil vezes na TV disse:
- "No gossips, Miss"
Darling, querida
Vê se te toca
Leva tua vida sem fuxico nem fofoca…

(Caetano Veloso - Antonio Cícero - Waly Salomão)

18 de mar. de 2009

Olê, Olá

Não chore ainda não, que eu tenho um violão
E nós vamos cantar
Felicidade aqui pode passar e ouvir
E se ela for de samba há de querer ficar
Seu padre toca o sino que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança, que o samba é menino
Que a dor é tão velha que pode morrer
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, quem sabe sambar
Que entre na roda, que mostre o gingado
Mas muito cuidado, não vale chorar

Não chore ainda não, que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga, me perdoa, se eu insisto à toa
Mas a vida é boa para quem cantar
Meu pinho, toca forte que é pra todo mundo acordar
Não fale da vida, nem fale da morte
Tem dó da menina, não deixa chorar
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, quem sabe sambar
Que entre na roda, que mostre o gingado
Mas muito cuidado, não vale chorar

Não chore ainda não, que eu tenho a impressão
Que o samba vem aí
É um samba tão imenso que eu às vezes penso
Que o próprio tempo vai parar pra ouvir
Luar, espere um pouco, que é pra o meu samba poder chegar
Eu sei que o violão está fraco, está rouco
Mas a minha voz não cansou de chamar
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, ninguém quer sambar
Não há mais quem cante, nem há mais lugar
O sol chegou antes do samba chegar
Quem passa nem liga, já vai trabalhar
E você, minha amiga, já pode chorar

(Chico Buarque)

Verde

Quem pergunta por mim
Já deve saber
Do riso no fim
De tanto sofrer
Que eu não desisti
Das minhas bandeiras
Caminhos, trincheiras da noite

Eu que sempre apostei
Na minha paixão
Guardei um país
No meu coração
Um foco de Liz
Seduz a razão
De repente a visão da esperança!
Quis este sonhador
Aprendiz de tanto suor
Ser feliz num gesto de amor
Meu país acendeu a cor

Verde as matas no olhar
Ver de perto
Ver de novo um lugar
Ver adiante
Sede de navegar
Verdejantes tempos
Mudança dos ventos no meu coração

(Eduado Gudin e J. C. Costa Netto)

17 de mar. de 2009

Derretendo Satélites

Abro com as mãos, te deixo olhar
Te levo pra dentro devagar
Sempre venho aqui nesse lugar
Tomar xerez da tua boca
Provar o sal do mar, mostrar um verso
Provar um amor eterno
Onde a sua mão está agora?
A minha você sabe bem
Quanto mais tempo demora
Mais violento vem

Falando absurdos
Virando a noite
Perdendo senso
Derretendo satélites
Falando tudo
Voando a noite
Ouvindo estrelas
Derretendo satélites

Uma vez, dez, quinze, vinte, tanto faz
Não tenho mais nada pra fazer
Estou aqui pensando em você
Deixando a água correr
Provei o mar, mostrei um outro verso
Provei um amor eterno
Onde a sua mão está agora?
A minha você sabe bem
Quanto mais tempo demora
Mais violento vem, meu bem
Falando absurdos...
Falando tudo
Virando a noite
Um... dois... três, quatro,
cinco, seis, sete, oito...

(Paula Toller - Herbert Vianna)
Blog Widget by LinkWithin